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Flechas & Repetições

Não sei bem quem falou que não saberia escrever histórias do Flash. Acho que foi o Mike Baron no início da série Flash – Volume 2 em 1987. Talvez seja minha não tão boa memória brincando comigo. Eu não saberia também escrever histórias do Flash. Nem do Arqueiro Verde. Nem do Capitão América. Nem do Mestre do Kung Fu. Nem do Justiceiro --- por sinal toda minha tentativa de escrever uma história do Justiceiro termina com ele morto na terceira página!
Existem dezenas de personagens que funcionam por um tempo como coadjuvantes e como personagens de minisséries. Arqueiro Verde é um deles. Muito de seu material é bom, mas a longo prazo o título não se sustenta. A nova série “Arqueiro Verde & Canário Negro” parece-me um pesadelo sem fim e sem direção, o quê não impede que Judd Winick acorde inspirado e produza algo bom.
Apenas para ser mais chato vamos lembrar o quê aconteceu na série nestas 13 edições?
Casando-se com a Canário, Ollie é assassinado na lua-de-mal depois de um surto de comportamento assassino por que a Rainha das Amazonas queria a Canário treinando seu grupo – não me perguntem se é Hipóllita, Circe ou Vovô Bondade, por que aí eu tenho que reler “O Ataque das Amazonas” e “Contagem Regressiva para a Crise Final” fazer meia dúzia de cálculos matemáticos e responder “Não sei!” e isto é algo que eu não gostaria de fazer.
Quando finalmente descobriram que o Arqueiro não era o Arqueiro, resgataram-no e Connor, filho de Ollie e também um dos Arqueiros Verde da editora, é ferido, seqüestrado e gastam o enredo até a edição 12 para encontrá-lo, numa das tramas mais longas e absurdas dos quadrinhos. Durante a trama chega ao cúmulo dos heróis serem atacados por pessoas usando fantasias de alienígenas e o enredo deixa claro que é algo bem tosco.
Tudo seria muito bom se não fosse que estas tramas são apenas uma versão diferente das histórias que Kevin Smith escreveu quando reiniciou a série do Arqueiro oito anos atrás. De definitivo e diferente, acho que só trazer Shado e o filho Robert – agora com 17 anos – para mais próximo dos leitores.

No Brasil a coisa fica pior por que a série Superman/Batman não se sustenta: a série título é ruim e Arqueiro Verde & Canário Negro, idem!
Pelo menos quando tinha “O Bravo e o Audaz” tínhamos um bom motivo para acompanhar a série...

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