Pular para o conteúdo principal

Livros de quadrinhos

Recentemente a Panini publicou alguns livros licenciados pela Marvel. Desta safra gostei do Homem-Aranha - Ruas de Fogo do Keith R.A. DeCandido e Wolverine - Arma X do Marc Cerasini.

Devo esclarecer que o livro do Cerasini nada mais é do que uma longa extensão do texto do Barry Windor-Smith, e funciona muito bem.


O do Aranha é uma boa história com foco humano, mas tive problemas em aceitá-lo, visto que em muitos momentos ele apresenta uma visão que parece aprovar o uso de drogas - ou pelo menos, não se importa realmente se as pessoas estão usando ou não. Ainda assim não atrapalha em nada e é diversão garantida!


Mas engana-se quem pensa que a história começou agora. Mesmo na Editora Abril, famosa por não dar espaço para novos projetos, publicou dois livros que romanceavam episódios da série de TV Batman Adventures, um livro de contos do Superman e quatro do Batman. Ainda assim o ouro foi "Super-Homem, Morte & Ressurreição" de Louise Simoson.


Louise Simonson é o modelo para Abby Holland e foi assistente de editor durante anos na DC Comics e Marvel, inclusive tendo aparecido em uma história do Incrível Hulk. Anos depois assumiu tarefas editorais ligadas aos mutantes e foi responsável pela série "X-Factor" e "Novos Mutantes" (que assumiu depois da saída de Chris Claremont). Criou entre outros personagens famosos o Cable.
Em 1.991 Louise foi para a DC assumir uma nova série do Superman ("The Man of Steel", depois renomeada para "Superman, The Man of Steel") e em 1.992 ela recebeu o cargo de se responsabilizar pela continuidade das quatro séries do Superman, que então eram semanais. Assim ela era responsável pela fluxo de idéias entre Roger Stern, David Michelinie, Dan Jurgens e ela própria.
Com a morte do personagem em 1.992/93, ela ficou responsável por escrever este livro que compila de maneira eficiente, "O homem de aço" de John Byrne, e o trio de eventos "A morte do Superman", "O funeral do Superman" e "O reino dos Supermen" (ou Retorno, como ficou conhecido por aqui).
Para quem não leu a história das quatro séries é uma excelente oportunidade de ver um momento chave do homem de aço, narrado de maneira inteligente e sem os excessos de personagens da série, ainda que tenha uma fidelidade impressionante.
Vale a pena!

Postagens mais visitadas deste blog

EaD: Como estudar sozinho em casa

Lost – A sexta temporada: Um resumo bem pessoal de Lost, até o episódio 9 da sexta temporada.

Existe uma ilha com propriedades magnéticas e místicas. Magnéticas por que há um contador da energia que se acumula na ilha. E místicas por que ela possui um mecanismo que pode ser utilizado para alterar sua posição no tempo e espaço.

Dois seres habitam esta ilha. Um deles, Jacob, está impedindo que o outro, ainda sem nome, saia.

Jacob pode sair da ilha e pode atrair pessoas para lá.

A função de Jacob é impedir que o outro saia da ilha. O segundo deseja matar Jacob para poder sair.

Este segundo pode se tornar uma fumaça escura que agrupada pode se tornar pessoas – geralmente entes queridos mortos – ou ser usada para destruição. Durante muitos anos, nós expectadores, achávamos que era nano-tecnologia que tem conceito semelhante.

Em 1.867 um navio chega a ilha trazendo Ricardo que se tornará agente externo de Jacob. Ricardo se torna imortal graças aos poderes de Jacob.

Um núcleo de pessoas sempre habitou a ilha. Possivelmente atraídos por Jacob. Sempre.

Após enterrar uma bomba de hidrogên…

Os Vingadores vs O Esquadrão Supremo

(Ou Como as histórias não são realmente como nos lembramos)
Não tenho nenhum entusiasmo pelos encontros entre Os Vingadores e Esquadrão Supremo. Nenhum! Ao contrário acho histórias imbecis, mas talvez seja um ranço contra Roy Thomas. Explico: na infância eu odiava os Vingadores de Thomas e por extensão o próprio, mas gostava muito da arte de Conan (Buscema & Zuñiga) ou qualquer coisa feita por Neal Adams como a Guerra Kree-Skrull ou X-Men.

Já adulto um amigo disse que o sujeito era bom e eu fui reler as histórias: não eram tão ruins quanto a lembrança. Inclusive conheci e comprei os setenta números de All-Star Squadron que eram do próprio.
Por fim, descobri que metade daquilo que eu não gostava em Thomas na verdade não era dele... era do Englehart, um sujeito também superestimado pela indústria, que só acertou uma vez: em Batman!
Vencido o preconceito contra o escritor, veio o problema da maturidade: as histórias dos anos 1960 só funcionam lá, especialmente as de super-grupos co…