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domingo, 3 de agosto de 2014


Perry Rhodan foi lançado em 1.961 e narrava em sua primeira aventura eventos ocorridos em um fictício ano de 1.971 onde os EUA estavam à beira de uma conflito militar com a Federação Asiática – um termo vago, que poderia significar a união da URSS com a China, ou qualquer uma das duas nações trabalhando em separado.

O pano de fundo era a Guerra Fria e a tensão crescente entre os três países e só a compreensão exata do risco que representava para a humanidade este conflito, se viesse às vias de fato, é que torna a história e as ações dos personagens perfeitamente compreensível.

Perry Rhodan, a série, é um produto de sua época e, portanto, tenta retratar as questões dela. Atualmente tudo que se refere à série é superlativo. Com mais de 2.750 episódios publicados e ainda sem um fim definido, a série já soma mais de 165 mil páginas de texto.

[Trama]
Quatro astronautas americanos vão à Lua na nave Stardust – no fictício 1971, portanto a história real conseguiu tal feito com dois anos de antecedência. Avariados descobrem os alienígenas Crest e Thora em uma nave dos arcônidas, uma raça em decadência. Rhodan retorna com o enfermo Crest para a Terra, mas se afasta dos EUA – e da URSS, e da China – vindo para o deserto de Gobi.

Preocupado com o possível conflito militar, Rhodan decide que a tecnologia e o conhecimento da existência de raças alienígenas não deve pertencer apenas aos EUA. Com a aprovação de seus colegas rompe com a Força Aérea americana!

[Impressões]
Todo leitor de quadrinhos conhece o conceito de produção de autores orientado por um editor. Séries como Superman, Batman, Homem-Aranha e X-Men que já tiveram episódios semanais e escritor por autores diferentes que tinham que construir uma macro-história – em geral as famosas sagas anuais.

Em 1.961, os autores K. H. Scheer e Clark Dalton já faziam isto para resistir a um mercado dominado por autores americanos. A série se tornou um sucesso e fez história.

A trama se desenvolve bem, com um ritmo bom, ainda que busque alguns clichês fáceis de ser identificados – em especial o interesse entre Rhodan e Thora.

A impressão que fica é de um romance grande, escrito a quatro mãos e que a cada semana era fornecido um capítulo do todo, mas com uma trama com início, meio e fim.

A história diverte, mas evidentemente ecoa as obras americanas da época e as circunstâncias geopolíticas daquele momento. Curiosamente, mesmo após 53 anos da publicação não ofende a inteligência.

O curioso destaque fica para a decadência dos arcôndicas e sua própria missão em busca do segredo da imortalidade.

Vale (muito) a pena ser lido e conhecido.

Perry Rhodan
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1:
Missão Stardust
1º ciclo:
A 3ª Potência, episódio 1
K. H. Scheer
2:
A 3ª Potência
1º ciclo:
A 3ª Potência, episódio 2
Clark Dalton

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Written by Lovely

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