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segunda-feira, 25 de agosto de 2014


Eu sempre penso que quando as séries ganham audiência planetária, elas perdem algo de si. Doctor Who é a prova disto. Desde 2.010 a série está em um crescendo sem paralelos para o tema, o formato e o tipo de série.

Muito da série é ridículo, mas funciona bem em uma narrativa sci-fi, especialmente quando não vemos as imagens. Às vezes um vilão ou outro emborrachado choca pelo esquisito da situação, mas há uma boa dose de canastrice e o poder da descrença na série. Há episódios com todos os Doutores que são o quê há de melhor em sci-fi e há episódios, também com todos os Doutores que pensamos: deu tudo que tinha para dar!

O problema da nova temporada (sábado, 23/08/2014) é aprender demais com a atual safra de filmes americanos e assim explicar demais. Se o vilão, um complexo robô que está substituindo peças robóticas por órgãos humanos a milhares de anos, é misterioso ao ponto de termos mais perguntas que respostas, a condição da regeneração é exaustivamente explicada.

Peter Capaldi é o 12º Doctor e a 13ª encarnação do personagem – há o John Hurt, lembrem-se! Não existe espectador novato que não saiba que para justificar a troca de atores, os produtores “matam” e “regeneram” o personagem. Eu, que até este momento vi as regenerações que levaram ao Quarto Doutor, o War Doctor, o Nono, o Décimo, o Décimo Primeiro e o Décimo Segundo – apesar de já ter assistido a episódios com todos os Doutores – achei que foi a mais demorada explicação.

Clara Oswald a atual companheira, sendo a Garota Impossível, trabalhou com todos os Doutores, alguns sem saber, evidentemente. Ela, no entanto, assistiu a regeneração! Ela viu a mudança e mesmo assim achou que aquele ser não era o DOUTOR.

Para piorar vira e mexe o episódio retornava ao tema do estranho que era renascer em um novo corpo, com novos hábitos. E quando achávamos que o assunto tinha acabado, torna. E torna. E torna…

[A trama]
O novo Doutor e sua companheira, Clara Oswald, aterrissam na Londres Vitoriana junto com um dinossauro fêmea. Ficam aos cuidados de Madame Vastra, Jenny e Strax, enquanto o Doutor passa por um doloroso processo de redescoberta.

Um ciborgue, que vem matando cidadãos para adquirir peças de reposição para seus circuitos, mata o dinossauro, mas alguém o põe no caminho do Doutor e de Clara. Surge uma nova misteriosa personagem, chamada de Missy. O curioso é que o ciborgue faz o caminho inverso. Se tradicionalmente o ciborgue é um ser com partes robóticas e o clássico questionamento de perda da humanidade, aqui há o robô que recebe parte humanas e passa a ter alguns questionamentos também humanos.

Com tanto mistério por que tinham de explicar tanto a regeneração?

Nova versão do tema, nova abertura – algo de steampunk, novo figurino, nova TARDIS (externa e internamente) e novo Doutor. Tudo novo, mas cansa a quantidade de explicações. E como cansa!

Mas sábado que vem tem mais e já teremos esquecido as explicações. (Isso significa que explicarão de novo?)
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Written by Lovely

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