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Kevin Bacon sobre adaptações de hq's

Me chamou a atenção um extrato da entrevista de Kevin Bacon, astro da série de TV The Following, sobre o mercado de cinema. VEJA pergunta “O que o motivou a buscar emprego fixo na TV?”, e ele responde “Ainda adoro fazer cinema. Mas o fato é que Hollywood anda produzindo cada vez menos filmes e quase só aposta em arrasa quarteirões baseados em histórias em quadrinhos (...)”. (VEJA edição 2.321, quarta-feira, 15 de maio de 2.013, capa com chamada “Entenda o que é Big Data”).

Esta não é a primeira crítica que ouço ou leio ao formato atual da indústria de cinema, mas chama a atenção por ser a primeira que se refere diretamente aos quadrinhos e suas adaptações, um formato baseado em trilogias e em infinitos reboots. Agora que a tecnologia está disponível cada verão vem com uma avalanche de lançamentos que tira o brilho e produz um certo cansaço.

Antes não tínhamos nenhum filme, agora temos só dos mutantes cinco filmes (X-Men, X-Men 2 e X-Men 3, X-Men Origins: Wolverine e X-Men: Primeira Classe) e dois estão sendo rodados (Wolverine Imortal e X-Men Days of Future Past). Se contar Os Vingadores e seus prelúdios (Capitão América, Thor e Homem de Ferro) então a coisa cresce muito.

Já há um certo cansaço e minha esperança é que não atinja O homem de aço, o reboot de Superman. De qualquer modo fica registrado que alguns atores se sentem limitados com a oferta atual de papéis.

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