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Fábulas, vol 9: Filhos do império

Não posso dizer que os três volumes iniciais de Fábulas, publicados pela Devir e ainda não republicados pela Panini, me impressionaram. São engraçados, divertidos e tinham um quê de novidade. Mas não iam além disso. Típica história que, caso não houvesse continuação não iria me incomodar.

Mas a partir do quarto volume (A marcha dos soldados de madeira, inicialmente publicado pela Pixel, mas concluso em um encadernado pela Panini) com a intensificação da trama sobre quem é o Adversário, a série ganhou uma qualidade superior e os volumes seguintes mostram uma maturidade de roteiro e planejamento inquietante.

Neste volume que cobre as edições #52-59 e mostra um arco longo (Os filhos do império) e um curto (Pai e filho), além de duas histórias fechadas.

Os filhos do império de Bill Willingham, Mark Buckingham e Steve Leialoha/Andrew Pepoy trata do planejamento da resposta do império à ações da Cidade das Fábulas no encadernado anterior, especialmente na edição dupla #50 e do envio de João como embaixador do Império. Este João é o personagem da fábula “João & Maria” (Hansel & Gretel, no original), e com o desenrolar da história e o assassínio da velha da casinha de doces (o Frau Totenkinder) tornou-se um puritano assassino de bruxas quando finalmente chegou ao mundo mundano, responsável pela perseguição em Salém.

Pai & Filho de Bill Willingham e Mike Allred, trata da visita da família de Bigby Lobo e Branca de Neve ao castelo do pai de Bigby, Sr. Norte, com quem o lobo tem um relacionamento tempestuoso, para dizer o mínimo. Descobrimos os irmãos de Bigby (semelhantes em muito ao design da fábula moderna “Onde vivem os monstros?” - ou será que estou errando a fábula?) e o posicionamento do sr. Norte em relação à guerra que virá.

As duas histórias curtas são uma aventura de Natal com um prelúdio das mudanças para o Papa-Moscas, produzido pela equipe padrão da série, e uma aventura ilustrando respostas para as perguntas de leitores.

A série está em um crescendo e demonstra que é possível narrar fantasia em quadrinhos sem que se tenha que tornar-se uma série de heróis e fantasia, o quê reduziria as escolhas estéticas e morais da série.

Vale citar uma atenção especial para as excelentes capas do brasileiro James Jean.

Volume
Nome
Edições
01
Lendas no Exílio
#01-05
02
A revolução dos bichos
#06-10
03
O livro do amor
#11-18
04
O último castelo; #19-21; #23-27
05
#22; 28-33
06
#34-41
07
Noites (e dias) da Arábia
#42-47
08
Lobos
#58-51
09
#52-59
10
#60-69
11
Guerra!
#70-75

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