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Black Kiss e nossas ilusões

O Brasil teve uma editora atípica chamada Toviassú que publicava os jornais Casseta Popular e Planeta Diário e em determinado momento resolveu publicar algumas séries em quadrinhos.

Vieram Roxomil, Concreto, A Hora do Pesadelo e Black Kiss.

Black Kiss, talvez a obra mais famosa do pacote, é uma série em quatro partes de Howard Chaykin que mostra uma trama com grandes doses de pornografia e palavreado chulo, levando à Grant Morrison referir-se à série como “revistinha masturbatória para adolescentes”.

A trama mostra o ex-presidiário Cass Pollack envolvido no assassinato de sua esposa e seu único álibi, uma loira voluptuosa que tem uma relação nada fraternal com outra loira voluptuosa o chantagear para conseguir a posse de uma antigo filme. Vale lembrar que o conteúdo do filme tem que ser bem especial, já que uma das loiras, Dagmar, foi atriz pornô, e assim questiona-se o que poderia ser tão comprometedor ao ponto de servir para chantageá-la?

Com referencias à satanistas, clubes privados em Hollywood, festas de diretores e atrizes iniciantes e vampiros é de surpreender que ninguém tenha visto em “Vampiro Americano” (publicado na Vertigo da Panini) um quê de inspiração na obra.

Injustamente acusada de pornográfica, coisa que não o é, Black Kiss é uma tentativa de escrever uma história policial envolvendo muito sexo e alguma coisa de magia. Não funciona totalmente, mas a beleza do traço de Chaykin nos faz olhar várias vezes as páginas e pensar em como poderia ser a história nas mãos de um bom escritor.

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