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Fringe – o início da terceira temporada

Fringe, série exibida no Brasil pelo Warner Channell, mas produzida pela Fox, entra em sua terceira temporada estendendo a trama do final da temporada anterior, onde a personagem feminina principal da série é trocada por sua equivalente de outra dimensão.


Dentro da ficção da série, cabe aqui uma reflexão. Os habitantes da outra dimensão acreditam que esta dimensão é maléfica em função de que as rupturas de realidade que permitiram a Walter Bishop atravessar as dimensões danificou o tecido da realidade deles. Ao seu ver esta Terra tem que ser exterminada para que pare de criar novas brechas. Então eles não seriam maus, apenas radicais.

O Walter “deles” - chamado Walternativo se terminalogia da série – decidiu criar uma bomba, cujo mecanismo de acionamento é seu filho, Peter, seqüestrado para nossa dimensão.

Excelente desculpa para manter os personagens em ação. Mas os produtores brincam com os espectadores. Mostram o Walternativo como vilão, em tomadas e diálogos que ressaltam a maldade de seus atos. Segundo, fazem a Olivia “alternativa” matar friamente um surdo no episódio “The box”.

A cartilha dos bons personagens não permite matar. Nem mesmo quando agindo em nome da hierarquia ou da confusão mental. É a última instância no processo de transformação em um personagem realmente ruim. No caminho deste processo tem uma fase intermediária que é deitar-se com o herói, roubando-o da mocinha. A Olivia também fez isso, o quê pode criar uma mágoa maior quando a verdadeira Olivia retornar à nossa dimensão, afinal Peter Bishop não foi capaz de descobrir que estava namorando outra pessoa.



* * *

Apostando na dualidade os produtores criam o episódio “Do Shapeshifters Dream Of Electric Sheep?” (3x04). O título estranho, que numa tradução livre seria “Transmorfos sonham com carneiros elétricos?”, é uma referência ao conto que deu origem ao filme cult BLADE RUNNER (1982), outro dos melhores filmes de todos os tempos.

No episódio os “transformos” enviados para esta Terra estão tão ambientados que se humanizaram e não querem romper com as identidades que receberam. No filme, considerada por muitos uma das poucas adaptações de livros que é superior ao original, andróides passam por um processo de humanização e se apagam aos últimos momentos de suas vidas ao descobrir que elas tem prazo de validade. Assim como o ser humano querem conhecer o “criador” e questionar suas ações.

Enquanto a Olivia “deles” dorme com Peter e continua os planos de Walternativa, a “nossa” passa por um processo de implante de falsas memórias e começa a agir com a equipe Fringe daquela dimensão. Negando a princípio a farsa, Olivia tem químicas introduzidas em seu corpos que transferem as memórias da sua contraparte. A adrenalina completa o processo e a heroína fica completamente iludida.

Claro que num show deste tipo, lentamente ela passa a se questionar e confundir suas memórias com as implantadas.

Isto cobre os episódios 1 a 4 da terceira temporada de Fringe, a imitação pouco disfarçada de Arquivo X.

Logo continuaremos com o espetáculo...

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