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A Hora das Bruxas



Continuando nosso breve passeio pelos anos 1.970 e nos concentrando em títulos de horror devemos entender o contexto da coisa.

A EC Comics tinha produzido material de excelente qualidade, mas que graças à perseguição e imposição de orgãos de censura a editora não conseguiu manter-se naquela linha e preferiu investir no humor, até então, sem paralelo da MAD.

Ok.

Joe Orlando, um dos colaboradores da EC foi para a DC que com as revisões do Código de Ética dos Quadrinhos e com o resfriamento das perseguições pode criar uma linha de terror. Havia, assim nos anos 1.970 todo um segmento de títulos de terror na DC que geralmente eram histórias com um apresentador, ou seja, imitava-se o modelo consagrado pela EC Comics.

Quais eram os títulos?


Com perdão de ter esquecido vários de vida curta os principais eram House of Mystery, House of Secrets, Unexpected, Ghosts, Weird War Tales, Doorway to Nightmare, The Witch Hour, Phantom Stranger, Spectre, Plop, Secrets of Haunted Mansion e Dark Mansion of Forbidden Love, ainda acrescentados de Swamp Thing, que era um título de terror mas sem o formato de histórias apresentadas. Lá o personagem principal é que era o monstro.

Um dos títulos que tinha maior proximidade com o conceito original da EC é The Witch Hour (A hora das bruxas) que tinha como personagens principais três bruxas – a donzela, a mãe e a velha.

Hoje bastante conhecidas pelo uso que Neil Gaiman fez na série Sandman, as três bruxas, assim como Destino, Caim, Abel e Eva e seu corvo já existiam no universo DC há pelo menos uma década e meia e diversos momentos da série mensal são, no mínimo, inspirados, ainda que não tivesse todo o frescor da EC Comics. Bem... se há dúvidas sobre ter ou não o frescor, com certeza não tinha todo o sangue das história da editora original de Orlando.



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