O FIQ 2013 por Luciano Luppi


O 8 FIQ, realizado em BH no último fim de semana representa muito mais do que um encontro de nerds. 
Em primeiro lugar o grande volume de participantes testificou que há enorme interesse pelo mercado de quadrinhos no Brasil, tanto pelo material nacional quanto, claro, pelas grandes editoras americanas. Além disso, para se propor um evento de grande impacto, é preciso utilizar as “bombas” certas. Escolhi esta metáfora da bomba para expressar o atordoamento mental ao ver “novos deuses” como George Pérez, Geoff Johns, Laerte, entre outros circulando pelo “mundo do patriarcado”.
Mas, novamente falando por mim, para um cara do interior, que raramente encontra iguais para trocar informações, idéias ou simplesmente discutir sobre porque a turma do Bruce Wayne é mais “família” do que o pessoal do Superman. O FIQ foi sem dúvida inesquecível. Na fila de autógrafos do George Pérez, aplaudíamos ele como uma autoridade. Nas mesas redondas, ovacionamos o Ivan Reis como a um craque de futebol. Tudo isso durante as 12 horas que passei dentro da Serraria Souza Pinto.
Como não poderia deixar de ser, Duas grandes lojas de quadrinhos, mais um sebo, levaram muitos reais dos nossos bolsos, eu mesmo comprei mais de R$ 400,00 em HQ:
-Jack Kirby New Gods OmniBus
-Vários “Um Conto de Batman"
-Vários Números da Revista “Os Caçadores" ( publicada pela Abril nos anos 80)
-Calvin & Haroldo (Tesouros estão por toda parte)
-Preview War Novos 52.
-Before Watchmen (Ozymandias)
-Grandes Mestres – George Pérez
-Algumas edições de Novos Titans Novos 52
Em ter outras coisas.
Três grandes momentos foram marcantes:
  1. Seção de autógrafos com George Pérez (as 11h): Muito interessante observar o que os fãs levaram para o Mestre autografar: havia desde formatinhos da Revista Novos Titãs da Abril. Haviam pessoas com a camisa havaiana estampada, marca indefectível do ídolo ali presente.
  1. Mesa redonda com George Pérez(ás 13h): O mestre falou da sua história de vida, respondeu perguntas curiosas. Quando ouvimos dele que o seu portfolio foi avaliado por ninguém menos que Neal Adams, a emoção e as palmas foram gerais! Um Grupo GLBT se manifestou de forma tocante elogiando a reformulação da Mulher Maravilha. Segundo ele, o Thor de Walt Simonson foi uma grande referência.
  1. Painel DC Comics (às 20:00h): Uma Arena Literal com uma mesa de ouro entre Geoff Johns, Ivan Reis e Joe Prado. Entre os tópicos abordados, a presença cada vez maior dos desenhistas brasileiros no mercado americano. Uma pergunta ao Geoff Johns sobre o alinhamento entre Series de TVS, filmes, Quadrinhos e jogos da DC, ele simplesmente respondeu: “Não estou autorizado a responder esta pergunta”. De um certa forma ele respondeu, correto?! Quem assistiu ganhou Três botons exclusivos da DC e quem perguntou ganhou exemplares de títulos americanos.
E assim, como bom DCnauta, sai muito bem alimentado, extasiado e renovado com minha fé na DC. Novos amigos e uma porrada de novas historias para ler. Que venha o Próximo.




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