A principal diferença
entre os livros que inspiraram a série de TV
Game of Thrones
e a própria série não está em personagens cortados, nomes
alterados, batalhas simplificadas ou cenas de sexo para atrair
audiência adulta (as da série de TV são superiores à dos livros).
A grande diferença é
a narração.
Nos livros há um
número reduzido de personagens narradores – cerca de 6 a 8 por
livro – e não há a figura do narrador onisciente. Assim, se algo
ocorrer sem que haja um personagem narrador por perto, saberemos
apenas versões do acontecimento.

Um exemplo para a série
de TV é o episódio 3 da segunda temporada, exibindo em estreia
mundial no domingo, 15 de abril de 2012. Há no episódio uma
sequência entre
Loras e
Renly Baratheon e depois entre
a noiva de Renly e irmã de Loras,
Margaery, que toca no
assunto de sua virgindade e que saberia das preferências
homossexuais do rei e esposo.
No livro tal sequência não existe por
que nenhum dos três é um personagem narrador. Todos os eventos do
acampamento de Renly são narrados pelo ponto de vista de
Catelyn
Stark e consequentemente somente aquilo que ela assistiu, não se
infiltrando na intimidade do irmão mais novo de
Robert Baratheon.