Pular para o conteúdo principal

Sentinela & Siege

Semana passada eu li o final do evento deste verão norte-americano da editora Marvel Comics, chamado Siege.

Aconselho aos leitores procurarem a série “Sentinela” publicada pela Mythos Editora e o arco “Sentinela” do título New Avengers, assim como uma série publicada na revista dos Vingadores por aqui. Não é nenhuma excelência de produção, mas pela primeira vez fizeram uma versão do Superman que realmente não tem e nunca teve o juízo certo e todos os indícios estavam nas origens.

Quase sempre as narrativas das versões malignas do Superman ou de heróis corrompidos terminavam com o clássico controle do bem sobre o mal. Alguns lembrarão que o imbróglio com a Fênix Negra começou desta maneira. Byrne & Claremont acreditavam que a heróina perder os poderes era o suficiente e que a trama poderia se desenrolar até a edição 150 onde um enfrentamento com Magneto traria de volta a vilã, para enfim solucionar a questão. Já Jim Shooter, editor-chefe, acreditava que o fato dela ter assassinado uma civilização deveria ter uma punição à altura.

De qualquer modo “Siege” é muito bom, consistente com muita coisa que ficou sem resposta durante alguns anos.

Siege é um evento auto-contido, mas deve ser lido por pessoas que saibam ao menos os resumos dos seguintes eventos: Guerra Secreta, Vingadores – A queda, Dinastia M, Guerra Civil, A Iniciativa, Invasão Secreta, Reinado Sombrio e todas as séries de personagens ligados aos Vingadores em especial Novos Vingadores e Vingadores Sombrio.

A trama geral que permeou o Universo Marvel foi da perda de credibilidade dos heróis (Guerra Secreta), a concentração de poderes em mãos que não sabem controlá-los (Vingadores – A Queda, Dinastia M, Guerra Civil), diferenças de opinião que levaram os heróis a enfrentarem-se (Guerra Civil), uma guerra movida pelo Império Skrull que provou que há agentes infiltrados (Invasão Secreta) e a ascensão de outro despreparado ao poder (Reinado Sombrio, Vingadores Sombrios).

Cheio de altos e baixos é uma excelente período da história da Marvel Comics.

A série Siege possivelmente deve ser publicada no Brasil no verão 2.010/2.011.

Postagens mais visitadas deste blog

EaD: Como estudar sozinho em casa

Lost – A sexta temporada: Um resumo bem pessoal de Lost, até o episódio 9 da sexta temporada.

Existe uma ilha com propriedades magnéticas e místicas. Magnéticas por que há um contador da energia que se acumula na ilha. E místicas por que ela possui um mecanismo que pode ser utilizado para alterar sua posição no tempo e espaço.

Dois seres habitam esta ilha. Um deles, Jacob, está impedindo que o outro, ainda sem nome, saia.

Jacob pode sair da ilha e pode atrair pessoas para lá.

A função de Jacob é impedir que o outro saia da ilha. O segundo deseja matar Jacob para poder sair.

Este segundo pode se tornar uma fumaça escura que agrupada pode se tornar pessoas – geralmente entes queridos mortos – ou ser usada para destruição. Durante muitos anos, nós expectadores, achávamos que era nano-tecnologia que tem conceito semelhante.

Em 1.867 um navio chega a ilha trazendo Ricardo que se tornará agente externo de Jacob. Ricardo se torna imortal graças aos poderes de Jacob.

Um núcleo de pessoas sempre habitou a ilha. Possivelmente atraídos por Jacob. Sempre.

Após enterrar uma bomba de hidrogên…

Os Vingadores vs O Esquadrão Supremo

(Ou Como as histórias não são realmente como nos lembramos)
Não tenho nenhum entusiasmo pelos encontros entre Os Vingadores e Esquadrão Supremo. Nenhum! Ao contrário acho histórias imbecis, mas talvez seja um ranço contra Roy Thomas. Explico: na infância eu odiava os Vingadores de Thomas e por extensão o próprio, mas gostava muito da arte de Conan (Buscema & Zuñiga) ou qualquer coisa feita por Neal Adams como a Guerra Kree-Skrull ou X-Men.

Já adulto um amigo disse que o sujeito era bom e eu fui reler as histórias: não eram tão ruins quanto a lembrança. Inclusive conheci e comprei os setenta números de All-Star Squadron que eram do próprio.
Por fim, descobri que metade daquilo que eu não gostava em Thomas na verdade não era dele... era do Englehart, um sujeito também superestimado pela indústria, que só acertou uma vez: em Batman!
Vencido o preconceito contra o escritor, veio o problema da maturidade: as histórias dos anos 1960 só funcionam lá, especialmente as de super-grupos co…