Pular para o conteúdo principal

Spoiler: A saga de Proteus

É impossível ter lido quadrinhos de heróis nos anos 1.980 sem ter lido X-Men. Não encontro uma só pessoa que diga que que estando vivo e lendo quadrinhos, não leu; e tendo lido, não tenha gostado.
Apesar de não ter sido o primeiro arco importante “A saga de Proteus” mostra ao que a série veio. Aqui, Moira velha amiga de Charles tem um filho com poderes de alteração de realidade e os poderes consomem o corpo do garoto, fazendo-o usar outras pessoas como carcaças até encontrar alguém com grande poder, no caso os mutantes.
O momento é importante por que finalmente os X-Men descobrem que Fênix & Fera estão vivos e Jean Grey começa a demonstrar poderes além de qualquer escala conhecida até então.
Com excelente arte e boa dose de ação, o arco ainda não reeditado no Brasil, mas tem uma equivalente no Universo Ultimate (o arco “Tour Mundial”) com leves alterações.


The Uncanny X-Men # 125 – 1979/Superaventuras Marvel # 20, Editora Abril (fevereiro/1984) – Na Ilha Muir, Moira investiga os poderes cada vez mais fenomenais de Fênix, sem saber que seu laboratório foi invadido por Angus MacWhirter, ou na verdade, o ser que ocupa seu corpo.
Uma série de interlúdios traça o perfil de alguns personagens. No asteróide M, Magneto acidentalmente acessa uma imagem de Magda, sua amada, sugerindo um possível sub-plot que nunca aconteceu. Em Stornoway (Escócia) Jason Wyngarde traça planos para a Fênix, a quem começa manipular. No Mundo Imperial da Galáxia Shiar, Charles Xavier decide voltar à Terra.

Moira descobre que o Mutante X fugiu e ele tenta atacar Fênix.

Na Mansão de Xavier, os mutantes descobrem que Fera está vivo (e vice-versa). Imediatamente entram em contato com o laboratório de Moira, onde está Fênix (a quem acreditavam estar morta), Alex Summers, Jamie Madrox e Lorna Dane! Lorna é atacada pela mesma criatura que atacou Fênix.

The Uncanny X-Men # 126 – 1979/Superaventuras Marvel # 21, Editora Abril (março/1984) – os X-Men rumam para a Escócia e um erro gravíssimo de argumento faz com que os heróis na América cheguem mais rápido para ajudar Lorna, do quê os amigos na própria Ilha Muir!

Os times se reúnem e põem o caso atual em dia. Moira revela que o ser que está atacando e eventualmente sugando alguns corpos é o Mutante X, seu filho!

Durante a busca ao Mutante X, Jason manipula a percepção de Fênix de modo que ele pense, por alguns momentos, que está no século XVIII.
O Mutante X, que possuiu o corpo de um policial, é encurralado por Wolverine e Noturno e demonstra poderes de manipulação da realidade!

Tempestade ataca-o, ferindo-o e convocando uma tempestade.

The Uncanny X-Men # 127 – 1979/Superaventuras Marvel # 22, Editora Abril (abril/1984) – O Mutante X é afugentado por tiros de Moira, que não consegue matá-lo graças à Scott.

Sentindo Wolverine abalado pela experiência na luta, Ciclope o testa, como se estivesse na sala de perigo. Claro que hoje, conhecendo Logan como conhecemos a seqüência não tem muito sentido. Na época a personalidade do Wolverine não era tão explorada e conhecida.

Moira procura Joe MacTaggert, para revelar que o filho em comum, ao qual ele não tinha conhecimento está vindo para matá-lo.

Na seqüência seguinte o Mutante X domina o corpo de Joe, e Fênix sentindo a dor do homem, consegue triangular o local.

Começa o duelo final, quando o Mutante X (ou Proteus) manipula a realidade sem limites e mantém a mãe como refém, diante do ataque dos X-Men.


The Uncanny X-Men # 128 – 1979
/Superaventuras Marvel # 23, Editora Abril (maio/1984) – Proteus manipula a realidade transformando-a ao seu bel prazer. Os X-Men tentam salvar as pessoas e os seus durante a aventura, e somente quando Wolverine ataca, seguida por Ciclope e Destrutor, a equipe ganha alguma vantagem. O corpo em que Proteus está desgasta-se pelo esforço, e Colossus o destrói. O vilão então brinca com o jovem russo antes de possuí-lo, dando tempo para que ele assuma a forma de Colossus – um ser de metal, único elemento que fere realmente Proteus – e o destrua.

A – Chris Claremont, Chris Claremont & John Byrne (# 128)
D – John Byrne F – Terry Austin

Postagens mais visitadas deste blog

EaD: Como estudar sozinho em casa

Lost – A sexta temporada: Um resumo bem pessoal de Lost, até o episódio 9 da sexta temporada.

Existe uma ilha com propriedades magnéticas e místicas. Magnéticas por que há um contador da energia que se acumula na ilha. E místicas por que ela possui um mecanismo que pode ser utilizado para alterar sua posição no tempo e espaço.

Dois seres habitam esta ilha. Um deles, Jacob, está impedindo que o outro, ainda sem nome, saia.

Jacob pode sair da ilha e pode atrair pessoas para lá.

A função de Jacob é impedir que o outro saia da ilha. O segundo deseja matar Jacob para poder sair.

Este segundo pode se tornar uma fumaça escura que agrupada pode se tornar pessoas – geralmente entes queridos mortos – ou ser usada para destruição. Durante muitos anos, nós expectadores, achávamos que era nano-tecnologia que tem conceito semelhante.

Em 1.867 um navio chega a ilha trazendo Ricardo que se tornará agente externo de Jacob. Ricardo se torna imortal graças aos poderes de Jacob.

Um núcleo de pessoas sempre habitou a ilha. Possivelmente atraídos por Jacob. Sempre.

Após enterrar uma bomba de hidrogên…

Os Vingadores vs O Esquadrão Supremo

(Ou Como as histórias não são realmente como nos lembramos)
Não tenho nenhum entusiasmo pelos encontros entre Os Vingadores e Esquadrão Supremo. Nenhum! Ao contrário acho histórias imbecis, mas talvez seja um ranço contra Roy Thomas. Explico: na infância eu odiava os Vingadores de Thomas e por extensão o próprio, mas gostava muito da arte de Conan (Buscema & Zuñiga) ou qualquer coisa feita por Neal Adams como a Guerra Kree-Skrull ou X-Men.

Já adulto um amigo disse que o sujeito era bom e eu fui reler as histórias: não eram tão ruins quanto a lembrança. Inclusive conheci e comprei os setenta números de All-Star Squadron que eram do próprio.
Por fim, descobri que metade daquilo que eu não gostava em Thomas na verdade não era dele... era do Englehart, um sujeito também superestimado pela indústria, que só acertou uma vez: em Batman!
Vencido o preconceito contra o escritor, veio o problema da maturidade: as histórias dos anos 1960 só funcionam lá, especialmente as de super-grupos co…