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Fé e dinheiro!


Ao ver a capa de VEJA (edição 2126, 19/08/2009) tratar novamente do assunto Edir Macedo temos novamente à tona a questão do uso da máquina em favor próprio. Conversando com alguns evangélicos notei que não viam nenhum problema no pastor/fundador ter patrimônio, mesmo que vultoso. Seria, no entendimento deles, resultado das bênçãos divinas. Não nego.
O quê se questiona no momento é que o dinheiro captado por doações isentas de impostos passa por uma lavagem, com direito a envio para o exterior, e então é aplicado em empresas controladas por pessoas ligadas à Igreja Universal. Isto é crime!
Conversando com outro evangélico sobre as doações que ultrapassam o bom senso, já que a obrigação seria apenas o dízimo – a 10% parte – ele se limitou a repetir que há o interesse do doador em conseguir mais graças divinas e que a pessoa seria abobada. É simplificar! Pastores articulados podem sim, influenciar pessoas a darem tudo que possuem para a Igreja e esta deveria utilizar este dinheiro apenas em obras assistências e não em aquisição de bens.
Os crentes da igreja de Edir falam de outras instituições religiosas. Não há problema! Se há desvio, roubos, mal uso em outros lugares que venha à tona!
Outros falam que é uma campanha da Rede Globo que teme perder espaço para a crescente Rede Record. Não é o caso, mas devemos entender que a audiência cresce por causa da qualidade dos programas transmitidos, e estes só têm qualidades por que a rede usa dinheiro adquirido ilegalmente para custear a produção.
Edir Macedo agora sequer pode ser preso no Brasil pois é cidadão americano! É incrível que um homem que tenha uma missão evangelizadora precise acumular bens e ter que abrir mão de sua cidadania para não ser processado para justiça do país que nasceu!

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