Pular para o conteúdo principal

Finalmente a Crise Final


Assim como a Marvel que chama seus eventos de “Guerra” (Guerra Skrull-Kree, Kree-Shiar, das Armaduras I e II, Secreta, Secreta I, II e III, dos Espectros, das Gangues, Civil) a DC usa o termo “Crise” como se fosse uma marca sua. Desde a década de 1.960 eles têm criado perigos que ameaçam seus universos ficcionais e que necessitam de seres de vários universos para resolvê-lo. Muitas destes eventos são bons, ainda que repetitivos, e nenhum chegará à excelência de Crise nas Infinitas Terras. Dito isto ver mais uma ameaça de Darkseid à Terra é muito previsível mesmo que tenha por trás o gênio de Grant Morrison. A Saga do Quarto Mundo – inconclusa e Lendas são exemplos de histórias que tinham estes premissas. O quê se acrescentou agora? Páginas e páginas de splash-pages e citações infinitas à obra de Jack Kirby: Metron, Turpin, Orion, Darkseid, Kamandi e a presença de uma trama que evoca a destruição de tudo.
A trama?
Uma coleção de eventos distintos e aparentemente não se conectando – de certo modo lembrando em muito a passagem de Morrison pela Liga. Orion é encontrado morto pelo Detetive Turpin, próximo a se aposentar. As investigações o levam ao Clube Lado Negro – detalhe perdido na tradução desnecessária... -. Em resposta ao assassinato de Orion, os Guardiões de Ao enviam os Lanternas Alfas para a Terra. O vilão Libra reúne os principais vilões da Terra e pede que o sirvam em troca da realização de um desejo. Para provar que fala sério mata JOnn JOzz, o Caçador de Marte, realizando o desejo de um vilão inexpressivo!
Apesar dos céus vermelhos e da tensão entre a comunidade dos vilões não há um evento maior que necessite ser chamado de crise. Como sei o fim da história (já a li) poderia dizer que o melhor título para a série é “Quarto Mundo – o fim”, mas tenho comigo que venderia menos.
Entre Crise nas Infinitas Terras e Crise Infinita se passaram 20 anos. Entre Crise Infinita e Crise Final, dois apenas. A DC erra em consumir tão rápido algo que deveria ter sido feito com vagar, principalmente levando-se em conta que a série tem mais a ver com Kirby do quê com o Multiverso.

Postagens mais visitadas deste blog

EaD: Como estudar sozinho em casa

Lost – A sexta temporada: Um resumo bem pessoal de Lost, até o episódio 9 da sexta temporada.

Existe uma ilha com propriedades magnéticas e místicas. Magnéticas por que há um contador da energia que se acumula na ilha. E místicas por que ela possui um mecanismo que pode ser utilizado para alterar sua posição no tempo e espaço.

Dois seres habitam esta ilha. Um deles, Jacob, está impedindo que o outro, ainda sem nome, saia.

Jacob pode sair da ilha e pode atrair pessoas para lá.

A função de Jacob é impedir que o outro saia da ilha. O segundo deseja matar Jacob para poder sair.

Este segundo pode se tornar uma fumaça escura que agrupada pode se tornar pessoas – geralmente entes queridos mortos – ou ser usada para destruição. Durante muitos anos, nós expectadores, achávamos que era nano-tecnologia que tem conceito semelhante.

Em 1.867 um navio chega a ilha trazendo Ricardo que se tornará agente externo de Jacob. Ricardo se torna imortal graças aos poderes de Jacob.

Um núcleo de pessoas sempre habitou a ilha. Possivelmente atraídos por Jacob. Sempre.

Após enterrar uma bomba de hidrogên…

Os Vingadores vs O Esquadrão Supremo

(Ou Como as histórias não são realmente como nos lembramos)
Não tenho nenhum entusiasmo pelos encontros entre Os Vingadores e Esquadrão Supremo. Nenhum! Ao contrário acho histórias imbecis, mas talvez seja um ranço contra Roy Thomas. Explico: na infância eu odiava os Vingadores de Thomas e por extensão o próprio, mas gostava muito da arte de Conan (Buscema & Zuñiga) ou qualquer coisa feita por Neal Adams como a Guerra Kree-Skrull ou X-Men.

Já adulto um amigo disse que o sujeito era bom e eu fui reler as histórias: não eram tão ruins quanto a lembrança. Inclusive conheci e comprei os setenta números de All-Star Squadron que eram do próprio.
Por fim, descobri que metade daquilo que eu não gostava em Thomas na verdade não era dele... era do Englehart, um sujeito também superestimado pela indústria, que só acertou uma vez: em Batman!
Vencido o preconceito contra o escritor, veio o problema da maturidade: as histórias dos anos 1960 só funcionam lá, especialmente as de super-grupos co…