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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
De volta à Midkemia em Mago: Mestre


Quase todas as vezes que tive experiências com versões do diretor ou do autor deparei-me com muita explicação e pouca ação. Mago: Mestre não segue exatamente este princípio. O livro original (Mago) recebeu enxertos e tornou-se dois, Mago: Aprendiz e Mago: Mestre, mas realmente o produto final faz com que tenham uma estrutura que não permita lembrar que eram apenas um livro menor em tamanho, pois aparenta ser um produto construído com o formato atual.

Um dos pontos interessantes quando se observa o enxerto é que os pulos de tempo são frequentes, algo nem sempre comum nestes apêndices, já que eles procuraram detalhar períodos não cobertos na obra original. O livro começa por volta do quarto ano da guerra e vai até o nono ano, cobrindo assim um grande período de tempo e há períodos longos em que não há nenhum detalhamento.

Neste volume temos a narrativa da vida de Pug, o pretenso mago do volume inicial, como escravo e como a sorte faz com que ele seja descoberto por um dos Grandes de Kelewan e torne-se finalmente o Mago prometido na série, não sem antes apresentar Laurie, um trovador de Midkemia, também escravo agora o companheiro de Pug, e Kasumi, lorde que terá função primordial na série.

Já Tomas influenciado por um espírito do passado consegue o amor da Rainha dos Elfos, mas custa-lhe uma transformação que quase o torna uma criatura cruel. Fico com a impressão de que a trama não rendeu tudo, e que poderia ser por si só, um enxerto. Apesar de importante para a trama, torna-se um coadjuvante bem secundário, mesmo estando presente e sendo responsável por eventos importantes.

Bem cresce é Arutha, um príncipe de Crydee, Amos, um navegador e Martin, mestre de caça de Crydee, vivendo empolgantes aventuras que os levam novamente à Krondor e então ao resgate da Princesa Anita. Nesta trama um nobre do leste tenta preparar a situação para sentar-se no trono, aproveitando que os exércitos do oeste estão envolvidos na longa guerra e que o rei atual é louco.

Com a escravidão e o treinamento de Pug em Kelewan, finalmente temos uma visão detalhada desta sociedade e que como surgiram os portais. Aparentemente todos sugiram de um mundo original, expulsos pelo Inimigo e os habitantes destes mundos se dividiram entre mundos habitados e não habitados, com muito e com poucos recursos – caso de Kelewan que não dispõe de metal. Produzido antes, o treinamento de Pug encontrar ecos no treinamento de Arya Stark ou nas provações de Daenerys, iludida com seus magos. O próprio conceito de portal e de inimigo que expulsa desafetos lembra em muito o Adversário de Fábulas, a série em quadrinhos da DC Comics. Fica, inclusive implícito que o Inimigo poderá um dia atacar Midkemia.

Bem escrito e de fácil leitura, apesar de seus protagonistas iniciarem a história como crianças ou adolescentes, Raymond Feist consegue romper a ideia de literatura para este público. Seu texto consegue ser agradável a qualquer um que se interesse pelo tema de espada & magia.

Mago: Mestre (ISBN 978-85-67296-03-6) de Raymond E. Feist, Tradução de Cristina Correia, Rio de Janeiro: Saída de Emergência, 2014. Coleção Bang! #04. 432 páginas.

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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
Doctor Who [Arco 76]: The Ark in Space


O segundo arco da 12ª temporada de Doctor Who é bem superior em design e trama ao arco anterior. Mesmo soluções simples como usar plástico bolha tingido de tinta verde para apresentar uma transformação funciona bem, apesar que sabermos a verdade, especialmente por que a câmera não economiza close-up.

[Localização no Continuum]
The Ark in Space é o 76º arco da série de TV britânica Doctor Who, exibida pela BBC. É o segundo arco da 12º temporada. É composto de 4 episódios com 25 minutos em média e foi exibido de 25/1/1975 a 15/2/1975 (era portanto, o arco que estava sendo exibido quando nasci, em 10/02/1975).

[Trama]
Partindo com Sarah Jane Smith (Elisabeth Sladen) e Harry Sullivan (Ian Marter), o Doutor (Tom Baker) chegam a um momento do futuro onde a Terra foi destruída e parte da população humana aguarda a recuperação do planeta dormindo na Estação Espacial Nerva.

Infelizmente um erro no sistema deixa-os dormindo mais tempo que o necessário. Quando o trio chega à estação, Sarah é capturada e posta em hibernação, fazendo com que o Doutor procure maneiras de reverter o processo.

Após acordar uma mulher chamada Vira, o Doutor descobre que uma forma insetoide conhecida por Wirnn planeja infectar os sobreviventes na arca e assim, colonizar o planeta. Os Wirnns dizem serem sobreviventes de um conflito com uma colônia humana em Andrômeda – tida por Vira como perdida, o quê estabelece o plot que antes de iniciar o processo de recuperação do planeta várias colônias tentaram a sobrevivência da raça humana.

O Wirnn infecta o líder da arca, Lazar (que evidentemente tem o apelido de Noé) e há um sensível conflito na resistência do líder à transformação e à tentativa de implementar o plano dos insetos na nova e recuperada Terra. Não há detalhes sobre como foi feito a recuperação do planeta, mas apenas uma ideia implícita de que a população foi para o espaço em colônias diversas e que o planeta, ao longo dos milênios recuperou-se.

O arco seguinte é uma continuação direta da trama iniciada aqui.

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(Arco 75)
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(Arco 76)
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(Arco 77)
The Ark in Space





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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
Doctor Who [Arco 75]: Robot


Dizem que todos tem que iniciar por algum lugar. Desde que eu conheci o Doutor e a estrutura da série tenho iniciado diversas vezes o primeiro arco (An Unearthly Child), ainda sem sucesso. Está claramente datado, mas se esforço. Ainda assim, obtive bons níveis de divertimento com as tentativas seguintes com Robot (arco 75, o primeiro com o quarto interprete) e The tomb of the Cybermen (arco 37, uma história do segundo Doutor). Acho mais divertido não ser tão rigoroso com cronologia com sou nos quadrinhos e literatura e assistir a um passeio de Doutores, ainda que mesmo neste caos haja alguma ordem.

[Localização no Continuum]
Robot é o 75º arco da série de TV britânica Doctor Who, exibida pela BBC. É o primeiro arco da 12º temporada, assim como o primeiro com o quarto Doutor, interpretado por Tom Baker. É composto de 4 episódios com 25 minutos em média e foi exibido de 28/12/1974 a 18/01/1975.

[Trama]
Após a terceira regeneração do Doutor, o senhor do tempo vê-se envolvido em uma trama onde um instituto de pesquisa (National Institute for Advanced Scientific Reseach) se apropria de um robô criado por um de seus ex-colaboradores (Professor JP Kettlewell) para roubar segredos militares.
Como o Doutor está em processo de recuperação, geralmente bastante confuso (o quê me faz lembrar os efeitos do Poço de Lázaro da cronologia do homem-morcego) há espaço para Sarah Jane Smith (Elisabeth Sladen) agir como investigadora e para o Brigadeiro Lethbrige-Stewart (Nicholas Courtney) da UNIT tranquilizar seus agentes sobre quem é o “novo” Doutor, evitando as confusões da regeneração anterior, assim como indicar um novo companheiro para o senhor do tempo.

Tipica trama militar da época da Guerra Fria (roubo de segredos pelo uso de tecnologia) mesclada a história do monstro criado pelo homem (semelhante à Frankenstein) que sai completamente ao controle (lembrando em alguns momentos King Kong), o arco cumpre sua missão de apresentar o novo Doutor e estabelecer os companheiros deste período: Sarah Jane e Harry Sullivan (Ian Marter).

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(Arco 74)
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(Arco 76)
Planet of the Spiders
Robot



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