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Thanos, Coringa e a trilha do filme The dark knight

Ouvindo a trilha sonora de The dark knight (Hans Zimmer & James Newton Howard) me ocorreu que é impossível compreender Thanos – o dos quadrinhos, não o do cinema – sem compreender o quê é o niilismo, e ninguém é mais niilista que Coringa – o do cinema, não o dos quadrinhos.

Coringa em The dark knights deseja o CAOS pelo CAOS, não como uma forma de chegar ao poder. E se você tem dúvidas veja a cena do incêndio do dinheiro.

Religiosos poderiam ver a personalidade do assassino serial um reflexo do demônio supremo, o definitivo inimigo, Satanás.

Eu, mais simples, vejo não uma personificação da anarquia – que por minha parca formação cultural, associo ao movimento político – como desejam alguns, mas sim um agente do caos (não por acaso uma das músicas da trilha sonora).


E o caos a que me refiro é o verdadeiro e também definitivo: aquele que não se rende a forças de controle, não se submete, não se curva. Deseja a destruição, não como meio de chegar ao poder e lá se estabelecer, mas apenas pela destruição.

Este é Coringa do filme The dark knight e a excelente trilha sonora consegue mostrar isto para quem a ouví-la. Vale a pena uma audição.

Thanos, nos quadrinhos, é idem!

Deseja a destruição como meio para provar seu amor e decerto em alguns momentos encontra mais correspondência nesta do que na Morte, sua amada. E ponto. Invasões alienígenas para Thanos não são estratégias para o poder, mas sim, estratégias para o caos.

E com o caos o amor da Morte!

Para entender Thanos:
A saga de Thanos #1-5, minissérie em formatinho da Ed. Abril
Thanos: A busca, minissérie Ed. Abril
Abismo Infinito, minissérie publicada pela Panini Comics na série Marvel Apresenta
Universo Marvel: O fim, minissérie publicada pela Panini Comics na série Marvel Apresenta
Thanos, série mensal publicada nas primeiras edições de Universo Marvel da Panini Comics

E no fim, só quem vence é a morte!

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