Pular para o conteúdo principal

Crise de Identidade (2004)

Esta série, que não é um encontro entre Liga da Justiça e Sociedade da Justiça, começou em agosto de 2.004 e tem consequências sentidas até hoje.

A Panini a publicou em 2.005 e tem sete edições, sendo que a primeira tem variante de capa na 2ª impressão.

Escrita por Brad Meltzer, com lápis de Rags Morales e finais de Michael Bair – com capas de Michael Turner que sempre achei péssimo – a história é policial. Ou pelo menos uma tentativa de fazer uma história policial no Universo DC.

Sue Dibny, esposa de Ralph Dibny, o Homem Elástico (não confunda com Homem Borracha) é assassinada e no processo da investigação descobrimos que o Dr. Luz havia a estuprado no Satélite da Liga anos antes.

Ele, a Sociedade Secreta dos Super-Vilões (que havia descoberto a identidade dos heróis após trocarem de corpos) e Batman passam por um processo místico de lavagem cerebral orientado por Zatanna.

A idiotice de Luz, sempre tão ressaltada, se deveria a isto.

Os vilões se unem quando a verdade sobre o ocorrido passa para a comunidade dos vilões que passam por um endurecimento. Assim, o arco Crise de Consciência e eventos de Crise Infinita são responsabilidades diretas dos eventos de Crise de Identidade.

No final temos os seguintes mortos: Sue Dibny, Jack Drake o pai de Tim Drake – o terceiro Robin –, Capitão Bumerangue e Nuclear (Ronnie Raymond).

O culpado?

O culpado é Jean Loring, advogada e ex-esposa de Ray Palmer – o Elektron.

Ela acreditava que pondo em risco as pessoas próximas dos heróis iria reaproximar o ex-marido. Assim, matou acidentalmente a amiga Sue usando equipamentos que teve acesso em função de ter contato com a identidade de Ray.

Como detalhe, na época, o Espectro ainda tinha o espírito de Hal Jordan, admite para Oliver Queen que já estava trabalhando em sua volta. Voltaria no ano seguinte. Sem ligação humana o Espectro seria influenciado por Loring!

No geral é uma boa história com excelentes momentos.

No site Universohq Marcelo Naranjo fez uma matéria mostrando que Loring já teria raízes no descontrole desde nos anos 1970. Veja aqui.

Veja aqui as Crises do Universo DC.

Postagens mais visitadas deste blog

EaD: Como estudar sozinho em casa

Lost – A sexta temporada: Um resumo bem pessoal de Lost, até o episódio 9 da sexta temporada.

Existe uma ilha com propriedades magnéticas e místicas. Magnéticas por que há um contador da energia que se acumula na ilha. E místicas por que ela possui um mecanismo que pode ser utilizado para alterar sua posição no tempo e espaço.

Dois seres habitam esta ilha. Um deles, Jacob, está impedindo que o outro, ainda sem nome, saia.

Jacob pode sair da ilha e pode atrair pessoas para lá.

A função de Jacob é impedir que o outro saia da ilha. O segundo deseja matar Jacob para poder sair.

Este segundo pode se tornar uma fumaça escura que agrupada pode se tornar pessoas – geralmente entes queridos mortos – ou ser usada para destruição. Durante muitos anos, nós expectadores, achávamos que era nano-tecnologia que tem conceito semelhante.

Em 1.867 um navio chega a ilha trazendo Ricardo que se tornará agente externo de Jacob. Ricardo se torna imortal graças aos poderes de Jacob.

Um núcleo de pessoas sempre habitou a ilha. Possivelmente atraídos por Jacob. Sempre.

Após enterrar uma bomba de hidrogên…

Os Vingadores vs O Esquadrão Supremo

(Ou Como as histórias não são realmente como nos lembramos)
Não tenho nenhum entusiasmo pelos encontros entre Os Vingadores e Esquadrão Supremo. Nenhum! Ao contrário acho histórias imbecis, mas talvez seja um ranço contra Roy Thomas. Explico: na infância eu odiava os Vingadores de Thomas e por extensão o próprio, mas gostava muito da arte de Conan (Buscema & Zuñiga) ou qualquer coisa feita por Neal Adams como a Guerra Kree-Skrull ou X-Men.

Já adulto um amigo disse que o sujeito era bom e eu fui reler as histórias: não eram tão ruins quanto a lembrança. Inclusive conheci e comprei os setenta números de All-Star Squadron que eram do próprio.
Por fim, descobri que metade daquilo que eu não gostava em Thomas na verdade não era dele... era do Englehart, um sujeito também superestimado pela indústria, que só acertou uma vez: em Batman!
Vencido o preconceito contra o escritor, veio o problema da maturidade: as histórias dos anos 1960 só funcionam lá, especialmente as de super-grupos co…