Black Hammer vai além! (Até quando?)

Ontem a Dark Horse anunciou que haverá um encontro entre os personagens da série Black Hammer e a Liga da Justiça. Será em cinco partes e escrito pelo criador da série Black Hammer, Jeff Lemire.

Lemire tem uma voracidade em fazer derivados de Black Hammer! Fez Doutor Starr, Quantum Age, Garota Cthulu, Black Hammer ‘45 e reiniciou a série principal em Black Hammer: The age of doom. Está alimentando seus fãs que estão consumindo as obras e as achando boas ou divertidas. Doutor Starr é considerado uma pequena obra prima. Quantum Age tem um grande valor sentimental para mim porque é uma releitura da Legião dos Super-Heróis, grupo pelo qual eu tenho grande afeição. Garota Cthulu é “só” divertido – mas em uma época em que os quadrinhos esquecem de sê-lo.

Isto me lembra Astro City de Kurt Busiek. Busiek criou em 1993 uma série autoral publicada pela Image Comics, depois pela WildStorm (DC) e depois pela Vertigo (DC) onde se explorava os arquétipos dos heróis em uma cidade/universo em que eles são adorados. Diferente de Lemire, Busiek resistiu à tentação de derivados. Sim ele publicou especiais, mas eram feitos quando a série principal estava parada e pela mesma equipe criativa. Durante todo o período da série apenas um arco, relativamente recente teve um artista diferente de Brent Anderson.

Mesmo quanto havia rumores fortes de uma série de TV ou filme, Busiek resistiu. Mesmo quando o hiato entre as edições ia ao limite, Busiek resistiu. Lemire, não. Além de fazer uma dezena de séries regulares entre autorais e não autorais o autor não se fez de rogado: paralisou a solução da trama principal de sua série e começou a produzir derivados, jogando a solução da história sempre para a frente.

Isto não diminui a qualidade do que Lemire faz, mas é um indicativo que suas ideias podem se esgotar mais rapidamente.

A ver!

Perry Rhdoan 1802: Os filhos adotivos do Sol, Hubert Haensel

[A trama]
Cistolo Khan, comissário da LTL, tem a difícil missão de organizar todo o acesso a Trokan, rodeado de dezenas de jornalistas, assim como dar acesso ao auto exilado por 48 anos Perry Rhodan e sua nave Gilgamesh que pede autorização para entrar no Sistema Solar.

Mas o ousado jornalista Gloom Bechner, acompanhado por sua equipe desobedece a ordem do comissário e pousam em Trokan e tem contato com os herreachs cujo mundo passa por profundas mudanças.

[Opinião]
O episódio constrói uma tensão legítima sobre a relação de Rhodan com Khan, e as responsabilidades do último. Khan realmente entende as boas intensões do imortal, mas por uma questão política não pode dar acesso a Rhodan baseado apenas em sua palavra, sem fatos.

O restante do episódio é basicamente a aterrissagem em Trokan das equipes de Khan e de Bechner e a reação da população local, além surpresa do primeiro contato.


Perry Rhodan
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Ciclo 27: Os Tolkandenses
Episódio 2
1802
Os filhos adotivos do Sol

Ciclo 27: Os Tolkandenses
Episódio 3
1803
O gigante Schimbaa


Ciclo 27: Os Tolkandenses
Episódio 4


A vida da Capitã Marvel [Panini, fev/2019]

[A trama]
Ao retornar à casa de sua família, Carol Danvers vê-se obrigada a ficar mais tempo devido a um acidente com seu irmão. Ao mesmo tempo descobre um segredo de seu passado e contas antigas serão cobradas.

[Opinião]
Salvo o fato de que a última parte da minissérie coletada neste encadernado foi publicado em fevereiro de 2019 nos EUA (cover date), tornando a publicação quase simultânea, não há curiosidade maior na série. 

Ela serve para recontar a vida de Carol em seu lar e acrescentar um retcon para a personagem. Retcon é a abreviatura em inglês de "continuidade retroativa" que é a inserção de detalhes no passado de um personagem ou de um universo, de modo a que sempre estivessem ali. O mais famoso caso de continuidade retroativa é o Superboy, mas há série mais recentes que abordavam o tema como The Invaders de Roy Thomas, The All-Star Squadron de Roy Thomas, The Untold Tales of Spider-Man de Kurt Busiek e X-Men: Hidden Years de John Byrne. 

Leitores mais antigos irão estranhar que o conflito entre Carol Danvers e seu pai, tão presente na série Ms. Marvel [1977] foi justificado pelo retcon. Originalmente Carol tinha mágoas do pai que não quis lhe pagar o ensino superior e fugiu de casa. O fato está ali, mas dessa vez há alguma razão do pai. Diminuindo assim o fato original que era movido pelo preconceito.

Ofende apenas os leitores antigos, mas como o foco é o público que irá conhecer a heroína no filme então "está tudo bem". 

Escrita por Margaret Stohl e com arte de Marguerite Sauvage (passado) e Carlos Pacheco/Rafael Fonteriz (presente), o encadernado em 124 páginas, capa cartão e preço de R$ 19,90. Panini Comics, fev de 2019.

Perry Rhodan 3: A abóbada energética

[A trama]
Perry Rhodan e Reginald Bell estão sob a abóbada energética mantida pelos artefatos alienígenas. A abóbada está sob intensa artilharia pesada e parece que dá sinais de falha próxima, do qual os ex-major não tem certeza pois não conhece a tecnologia. Ao mesmo tempo Thora, a alienígena que ficou na base lunar, pressiona para que restaurem a saúde de Crest, com leucemia – no episódio anterior a equipe pediu auxílio a um médico australiano.

Para coroar a tensão as potências estabelecidas também decidem enviar uma nova missão para destruir a base lunar!

[Comentários]
É realmente um episódio de urgências. Há realmente uma tensão verdadeira! Enquanto a abóbada energética está sendo alvejada é possível “ouvir” o som da artilharia e a tensão que percorre Rhodan em saber que seu plano pode falhar. Mesmo com a simpatia de alguns agentes das potências há uma dúvida razoável de como isto ocorrerá.

É um excelente episódio e com um suspense verdadeiro que o mantém interessado na leitura.


Perry Rhodan
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2:



1º ciclo:
A 3ª Potência
Episódio 2
Clark Dalton
3: A Abóboda energética

1º ciclo:
A 3ª Potência
Episódio 3
K. H. Scheer

1º ciclo:
A 3ª Potência
Episódio 4
Clark Dalton


Perry Rhodan 2: A Terceira Potência, Clark Darlton


O pouso da Stardust no Deserto de Gobi chama a atenção das forças políticas existentes, que creem em deserção da equipe de Rhodan ou em um meticuloso esquema de espionagem. Em vários momentos eles são obrigados a fazer resistência física, usar a tecnologia dos arcônidas e deixar claro a pureza dos princípios de Rhodan.

Ao mesmo tempo um dos membros vai em busca da cura para a leucemia que acomete Crest e o ritmo da série é estabelecido: há cortes de passagem de tempo, sem que seja meticulosamente detalhado o quê ocorreu com alguns personagens enquanto a ação se concentra em um específico.

Quase sessenta anos após sua publicação original, “A Terceira Potência” é um excelente conto ambientado no período da Guerra Fria e que traz reflexões importantes sobre os limites do poder e o que fariam as forças dominantes caso houvesse algo que realmente desequilibrasse os poderes constituídos. Aqui as potência iniciam o lançamento de mísseis – cujas ogivas são desativadas pela ação de tecnologia dos arcônidas.

Envelheceu bem, ainda que seja mais saboroso para os fãs de sci-fi e do período.


Perry Rhodan
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2: A 3ª Potência

1º ciclo:
A 3ª Potência, episódio 2
Clark Dalton
1º ciclo:
A 3ª Potência, episódio3
K. H. Scheer


Star Trek, Discovery [2x06]: The Sounds of Thunder

Star Trek, Discovery não é exatamente um boa série. Cheia de premissas legais, peca em fazer um continuidade retroativa [retcon] quando deveria ser no presente. Explico: as aventuras da série se passam no passado, antes do primeiro episódio de “Star Trek” com a tripulação de Kirk, Spock e McCoy, sendo contemporânea ao comandante anterior da Enterprise, o Capitão Pike.

Com acertos e erros – muitos de ambos – a série criou Michael Bunham uma humana que é meia-irmã de Spock e há então uma cadeia complexa de eventos, alguns bem questionáveis. Mas a segunda temporada entrega ao menos dois episódios no velho estilo da franquia. Um é “New Eden” (2x02) e o outro é “The sounds of thunder” (2x06).

Ao longo da série descobrimos que o Comandante Saru é membro de uma raça chamada de kelpianos que possui um predador natural em seu planeta. Saru 20 anos atrás fez contato com a Frota e fugiu do planeta, pedindo asilo. Os kelpianos tem gânglios que evidenciam ameaças e são uma raça reservada, facilmente classificada como “covardes”.

Em determinada estágio da vida os kelpianos passam pelo Vahar'ai e são sacrificados pela raça dominante. Há um componente sacrificial e religioso. E tudo se altera quando Saru chega ao estágio do Vahar'ai (episódio 2x04 “An Obol for Charon”) e descobre que há uma sobrevida, que não é necessário o sacrifício.

Em “The Sounds of Thunder” rastreando uma forma de vida que a Discovery está perseguindo nesta temporada, Saru retorna ao seu planeta natal e se vê diante da possibilidade de revelar ao seu povo que aquilo que eles acreditam é uma farsa!

Delicadamente Discovery entrega o episódio mais político da série, sem tocar em uma gota de eleições ou partidos. Aqui vida evidente a política real do controle de informações e como meias verdades são manipuladas pela tornaram um povo mansos carneiros – tema muito comum aqui no blog.

É uma metáfora para religiões que pregam o auto sacrifício em nome do bem comum e passa tão sutilmente que o expectador desatento nem percebe. Interessantíssimo!

Mais um episódio que mostra que a série, ainda que tenha muitos erros, não é uma perda total!

Perry Rhodan 1801: Os Herreachs, Robert Feldhoff

Trokan apareceu há algum tempo no céu e ocupou o espaço físico de Marte, o 4º planeta do sistema solar. Entre 1222-1288 NCG esteve coberto por um campo de aceleração que fez com que o tempo passasse mais rápido para quem estava dentro deste campo na relação de 1:3,7 milhões. 

Neste volume temos uma narrativa do que acontece no planeta, os pontos chaves de sua história e a influência do programa/deus Kummerog sobre sua população, que povoou as histórias do povo herreach com uma profecia sobre seu retorno.

[Opinião]
É basicamente um capítulo para mostrar a história de Trokan e o que aconteceu nos 244 milhões de anos acelerados. Poderia ser um capítulo tedioso, para cumprir a tabela, mas se torna delicioso em função de mostrar de modo crível os processos evolutivos, a manipulação religiosa e o ódio à ciência, tão comum no mundo atual.

Divertido, até mais que o volume 1 da série, a graça está em fazer as relações entre a evolução naquele mundo e o nosso e as limitações que foram impostas à eles. É um volume simples, sem grandes pretensões, daí sua força: A narrativa, por não evocar elementos da série Perry Rhodan, ultrapassa a série, sendo indicado para quaisquer pessoas.


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Ciclo 27: Os Tolkandenses
Episódio 1
1801
Os herreachs


Ciclo 27: Os Tolkandenses
Episódio 2
1802

Ciclo 27: Os Tolkandenses
Episódio 3

Os herreachs em primeiro plano e seu inimigo natural no início do processo evolutivo