Perry Rhodan #848: Titã, o último bastião
Perry
Rhodan retorna à vida dos brasileiros no formato virtual,
próprio para os leitores acostumados a ler em computador ou tablets.
Após confirmação do pagamento é possível fazer o download
que vem acompanhado de três arquivos (mob, e-pub e PDF) e o leitor
escolhe a mídia que deseja ler e por extensão o formato de arquivo
mais adequado.
A
estratégia é ousada e favorece a pirataria, afinal posso reenviar
facilmente o arquivo, mas o preço – pouco menos de R$6,00 –
favorece a honestidade. Por sinal, sem honestidade não haverá
sobrevida à cinquentenária série.
Tenho
apenas a impressão que o ciclo atual, o 13º da série,
chamado Bardioc, que vai do episódio 800 a 867 deveria ter
uma atenção diferenciada. O melhor, devido ao novo formato seria
mais interessante iniciar em um ciclo mais significativo (qual?) e
publicar os ciclos anteriores de forma alternada. Talvez um episódio
de jubileu – como são chamados os episódios de início de ciclos.
Economicamente criaria um problema como duas traduções e sempre a
lembrança de que há uma informação para trás, algo que em uma
série de 2.300 episódios publicados é impossível não ter.
[Trama]
A
trama do episódio trata da viagem do lare Hotrenor-Taak à
Titã, a última fortaleza dos super-pesados neste
sistema solar para uma missão em prol da humanidade, mesmo certo que
não terá gratidão.
De
fundo, a trama sobre o retorno da Terra à sua posição original e o
risco da existência de um buraco negro.
[Impressões]
A
trama realmente tem uma boa dose de ação, mas é evidente que o
leitor – mesmo o fã de Rhodan – sente-se acordado em um trem
(uma nave?) desgovernado! Não há maneira de compreender
perfeitamente todas as tramas em aberto e todas as implicações. De
um modo geral é como comprar uma edição do Homem-Aranha
depois de seis anos sem ler nada… e no meio de um arco.
(Evidentemente
no caso do Aranha a Marvel em dois ou três anos retornará ao status
quo padrão e você reconhecerá o personagem como alguém que
não evolui; sempre desempregado e sem esposa. Acho que no caso dele,
os leitores se divertem em imaginar alguém estagnado e incapaz
modificar positivamente sua vida.)
Apesar
de minhas resistências pessoais ao formato digital, que inclusive me
levaram a parar de adquirir edições do Comixology,
acompanharei a série. Por sinal, sempre é bom lembrar: o Comixology
periga tornar-se para os quadrinhos o equivalente à Amazon
nos livros ou o Google nas buscas e serviços. Em síntese:
estou nadando contra a corrente.
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Perry
Rhodan
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847:
Metamorfose
13º ciclo:
Bardioc, episódio
48
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848:
Titã, o último bastião
13º ciclo:
Bardioc, episódio 49
Kurt Mahr
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849:
Salto sobre o abismo
13º ciclo:
Bardioc, episódio 50
Kurt Mahr
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Rei Rato de China Miéville
A
primeira impressão que o texto de China Miéville passar é
de empolamento. Suas frases cheias de referências são
grandiloquentes, criando descrições intensas e lembrando a escrita
de Sagarana, passando a ideia de texto produzindo, pensando e
obviamente cinematográfico. Às vezes soa artificial, e mesmo quando
delicioso, reconhecemos um certo artificialismo.
Dizer
que não lembra uma série de outros autores seria uma mentira, ao
mesmo tempo que dizer que não é original. Miéville é original a
seu termo, pois seu foco não é na história, mas no ambiente.
Recria a trama mais batida da literatura inglesa: após morte do pai,
com quem tem pouco contato, SAUL GARAMOND, descobre-se ligado
a uma sinistra criatura que lhe apresenta uma visão distinta de sua
Londres. Daí surge o fantástico, uma herança e um conflito com uma
criatura que põe em risco a sua existência.
O
autor procura descrever uma Londres com um pé no real e outro no
onírico; assim como explicar ao leitor parte do conceito musical que
inspira o trabalho – parte, porque em última instância quem não
tem contanto com aquele estilo não poderá compreender perfeitamente
o ritmo que Miéville tenta criar.
Há
um sabor de DEPOIS DE HORAS, ALICE, DEUSES
AMERICANOS, apenas para ficar nos mais óbvios. Há também um
quê do “menino príncipe injustiçado”, ainda que disperso em
tanto texto. Miéville corre um sério risco de virar um pastiche de
ideias já executadas como maestria por outrem. Num determinado
momento força uma história de romance entre um príncipe rato e uma
sem-teto louca. Seria terno, exceto que não há sexo (na sequência
e no livro) e que ao leitor é impossível esquecer o fedor dos
personagens. Se algo consegue ultrapassar do livro é o sentido do
olfato. Os personagens fedem!
Às
vezes o conflito de Saul em assumir uma herança não convence. Em
contraponto sua rápida aceitação de sua nova condição, também
não. É diferente dos diálogos que vemos, por exemplo, em UM
OCEANO NO FIM DO CAMINHO de Neil Gaiman, que, de tão
realistas, soam artificiais. Se em Gaiman é apenas o diálogo que é
artificial e provoca um choque, aqui parte do cenário soa
artificialmente, forçado. Tudo parece bloco de texto cuidadosamente
costurados seguindo uma receita.
Mas
Miéville consegue criar bons diálogos e cenários, ambos
cinematográficos, como já disse. E isso salva o livro e nos provoca
a continuar a leitura. Falta evidentemente uma motivação verdadeira
ao seu vilão, pois perseguir o sobrevivente não se sustenta a não
ser que estejamos lendo FÁBULAS (em tempo o livro é de 1998
e Fábulas, a série em quadrinhos da VERTIGO é de 2001).
Mesmo
com uma tradução que busca explicar a sonoridade cockney de
um dos personagens e a dezena de termos musiciais, o livro tem ritmo
e é fácil de ser lido. Porém sempre fica uma impressão de
distanciamento. De estarmos assistindo e não imersos na trama, por
isso nem mesmo algumas reviravoltas na trama soam surpreendentes de
fato. Soam como um gigantesco “passo a passo do novo escritor”,
pontuais; as vezes imperceptíveis; mas ao mesmo, estão aí tão
estruturados que sabemos alguns lances com páginas – e capítulos
– de antecedência.
REI
RATO, China Miéville, ISBN 978-85-61541-29-3,
tradução Alexandre Mandarino, Tarja Editorial, 2011.
Who's Who: Madame Xanadu, Doorway to Nightmare
Madame
Xanadu foi criada por David Michelinie (escritor), Val Mayerik
(artista) e Michael W Kaluta (designer da personagem e capista). Estreou
em Doorway to Nightmare 1 (1978), e a estrutura de suas histórias era
mais ou menos a seguinte: um “cliente” chega a loja de Madame Xanadu e
através da leitura das cartas de tarô, uma história é contada. História,
é claro, com os elementos sobrenaturais.
Doorway to Nightmare foi o último dos títulos de “mistério” da DC. Durou apenas cinco números e as histórias de Madame Xanadu passaram para a The Unexpected, que havia se transformado em uma antologia de 68 páginas (um dos famosos “Dollar Comics”) depois de ser fundida com The Witching Hour. Ficou lá por quatro números e em 1981 ganhou um único número próprio, Madame Xanadu.
Ela é identificada com Nimue, a feiticeira dos mitos arturianos (coisa explorada mais tarde por várias séries... a última sendo Demon Knights e Justice League Dark, dos Novos 52).
Aqui no Brasil, as histórias de Madame Xanadu (assim como várias outras de terror de The Unexpected) foram publicadas pela EBAL em Histórias de Assombração entre 1977 e 1981.
Texto: Ben Santana.
Originalmente publicado na página do Facebook do Quadrinhos Neolíticos.
Doorway to Nightmare foi o último dos títulos de “mistério” da DC. Durou apenas cinco números e as histórias de Madame Xanadu passaram para a The Unexpected, que havia se transformado em uma antologia de 68 páginas (um dos famosos “Dollar Comics”) depois de ser fundida com The Witching Hour. Ficou lá por quatro números e em 1981 ganhou um único número próprio, Madame Xanadu.
Ela é identificada com Nimue, a feiticeira dos mitos arturianos (coisa explorada mais tarde por várias séries... a última sendo Demon Knights e Justice League Dark, dos Novos 52).
Aqui no Brasil, as histórias de Madame Xanadu (assim como várias outras de terror de The Unexpected) foram publicadas pela EBAL em Histórias de Assombração entre 1977 e 1981.
Texto: Ben Santana.
Originalmente publicado na página do Facebook do Quadrinhos Neolíticos.
Os Invisíveis vol 1: Revolução
Rico
com os lucros de ASILO ARKHAM Grant Morrison resolveu
viajar pelo mundo e experimentar drogas e narrativas confusas,
entremeadas de delírios e com uma trama geral que visivelmente se
perde no caminho. Assim pode ser definido os três volumes americanos
da série THE INVISIBLES, e tanto por entusiastas como por
detratores, está definido entre um dos mais interessantes trabalhos
publicados pela indústria mainstream de quadrinhos americana
ou como um cansativo delírio regado a drogas.
Escolha
a sua opção e saiba que não existe caminho certo.
Morrison
experimenta demais. Os experimentos em PATRULHA DO DESTINO são
fichinha perto dos experimentos de OS INVÍSIVEIS. Nem sempre
acerta, mas mesmo quando o faz, nesta série não produz um material
de fácil compreensão, e nem o seria, dado o estado em que o autor
estava quando criou a obra. Em momentos à frente será possível
entender a função do editor, que limita o campo de ação de
Morrison e tenta indicar a ele um caminho, daí a tentativa de um
reinicio no volume 2… e em um volume 3!
OS
INVISIVÉIS: REVOLUÇÃO, encadernado da PANINI COMICS
reúne oito números da série americana THE INVISIBLES volume 1
e ainda uma história curta de ABSOLUTE VERTIGO. Em BEATLES
MORTOS (#1) somos apresentados ao revolucionário KING
MOB – um alter ego de Grant Morrison até na aparência – que
coordena uma célula do grupo autointitulado OS INVÍSIVEIS e
confronta criaturas que dominam o mundo.
Estas
criaturas desejam a diminuir a resistência e criar um estado de
uniformidade e, a partir disso, o completo controle social. KING MOB
liberta DAVE McGOWAN, feito prisioneiro, ao mesmo tempo em que
percebemos que está iniciando um novo ciclo (final?) nesta guerra.
O
primeiro arco NA PIOR ENTRE CÉU E INFERNO (#2-4) trata
do treinamento de McGowan e sua descoberta de novas percepções de
realidade e mundos dentro de mundos. Depois de Neil Gaiman (em
especial LUGAR NENHUM, mas também DEUSES AMERICANOS) e
China Mieville não posso dizer que isto seja ao menos
chocante. Narrativas construídas sobre o conceito de “cidade por
trás da cidade” já perderam o impacto, exceção feita aos
neófitos. Em 1994, no entanto era conceito novo, creio – mas
alguém sussurou “Um conto de duas cidades” de Charles Dickens,
hum…
O
próprio conceito geral de que a realidade nada mais é do que uma
percepção do existente já foi adequadamente mostrado na trilogia
cinematográfica MATRIX, que sempre foi relacionada com Os
Invisíveis, no sentido de que acusam de plágio. Formalmente nada,
mas há relação evidentes entre as obras.
ARCÁDIA
(#5-8) também não colabora com o leitor, nem torna as coisas mais
fáceis. A célula de agentes que temos contato vai ao passado para
resgatar O MARQUES DE SADE e se percebe perseguida no presente –
eles viajam em um transe e seus corpos ficam no presente exposto a um
assassino que domina corpos, semelhante em termos, àquilo que
veríamos em MATRIX anos depois – e no passado, onde encontram
confusos agentes que obedecem a um artefato que fala exatamente
aquilo que eles esperam ouvir: ordens!
Morrison
atira em tantas direções, relacionando células ancestrais de OS
INVISÍVEIS ao iluminismo francês, à Revolução, assim como os
vilões aos TEMPLÁRIOS e à cabeça de JOÃO BATISTA, aqui o
“tesouro” escondido. Se não foi original, afinal cabeça
falante, por cabeça falante eu prefiro a de Orpheus, foi uma saída
inteligente para justificar ordens cumpridas de modo torto, pois eram
fornecidas assim, pelas metades.
Neste
arco há espaço para personagens secundários além de King Mob e o
novato Dave. LORD FANNY rouba parte da cena ao incorporar
deuses de civilizações pré-colombianas, mas neste caso, parte da
magia se perderá quando o leitor descobrir que Fanny não é
mexicano, nem de nenhum país da América Central (Olhe um pouco
abaixo no mapa). BOY treina McGowan e participa do tour
de Mob e Sade, sem acrescentar muito como personagem à trama e
RAGGED ROBIN tem uma passagem interessante na trama, mas
nenhum desenvolvimento efetivo como personagem.
Ao
resgatar Sade para auxiliar na criação de um futuro para a
humanidade a série aponta numa direção que não seguirá; pelo
contrário. Hermética demais nas histórias iniciais a série se
aproximará – muito pouco, admito – da narrativa padrão com o
passar dos números. Haverá espaço inclusive para arcos centrados
nos personagens, nas suas motivações e na solução da grande
conspiração.
Ao
ler a edição fica, evidentemente, a saudade de quando a VERTIGO
era tão pouco comprometida com vendas e dava espaço para seus
autores fazerem o que quisessem. Serem realmente inovadores. Em 1994
mesmo tendo vendido muitos exemplares de ZENITH, HOMEM-ANIMAL,
PATRULHA DO DESTINO, FLEX MENTALLO e ASILO ARKHAM,
Morrison ainda não tinha construído suas séries mais populares
(LJA, DC UM MILHÃO, NOVOS X-MEN, GRANDES ASTROS
SUPERMAN, BATMAN, CRISE FINAL) e ainda poderia ser
classificado como um jovem iniciante.
É
de espantar que tivesse tanta liberdade… ou devemos reconhecer que,
naquele momento, o selo era realmente o lugar para o experimental? –
O EXTREMISTA, já publicado no Brasil, talvez seja uma prova disso?
OS
INVISÍVEIS: REVOLUÇÃO, PANINI COMICS, 2014, 236 páginas, R$
25.90.
Star Wars, A trilogia de Thraw III: A última ordem
Gente
como eu penei! 20 anos depois de iniciado eu finalmente terminei! E
como sofri.
Primeiro
passei 17 destes 20 anos procurando os volumes dois e três
do arco (A Editora Aleph republicará a série em 2015).
Depois reli OS HERDEIROS DO IMPÉRIO e li O DESPERTAR DA
FORÇA NEGRA. Mas A ÚLTIMA ORDEM não me prendeu. Comecei
e sofri nas primeiras 125 páginas durante meses, sempre
interrompendo com outras leituras. Mas eis que consegui, em um último
fôlego encerrar as 467 páginas do livro, tornando o arco um
calhamaço de mais de 1.200 páginas.
Devo
dizer que não me arrependi.
[A
trama até aqui]
![]() |
| Capitão PELLAEON, Grande Almirante Thrawn e Mara Jade |
Cinco
anos após a BATALHA DE ENDOR surge um novo gênio militar no
IMPÉRIO o GRANDE ALMIRANTE THRAWN, um
alienígena azul, e grande habilidade de comando. Thrawn poderá
fazer a diferença na guerra entres os restos do Império e a
Rebelião. Observe que o Império perdeu seu Imperador, mas suas
unidades de comando continuam a manutenção. A morte do Imperador
foi um revés terrível, mas que poderá ser contornado com a
liderança correta. Thrawn é auxiliado pelo CAPITÃO PELLAEON
no comando do QUIMERA e
descobre três trunfos militares:
a)
um clone JEDI, MESTRE JEDI JORUUS C'BAOTH. Um
clone enlouquecido mas que controlará a frota do Império como
PALPATINE fazia, permitindo grandes conquistas militares;
b)
Em WAYLAND, um depósito do Império, dezenas de milhares de
cilindros spaarti, que permite a produção de clones em série
e em escala industrial;
c) A
FROTA KATANA, uma frota de grande poder de fogo, perdida há
algum tempo.
Pelo
lado da NOVA REPÚBLICA, marca o nascimento dos gêmeos de
Leia & Han e a apresentação do contrabandista KARRDE e
de sua assistente MARA JADE, anteriormente a MÃO DO
IMPERADOR ainda com a última missão em aberto: matar Luke
Skywalker!
[A
trama aqui]
Sim,
a última ordem do título é realmente a última instrução de
Palpatine à Mara Jade (“Matar Luke Skywalker!”) e sua
relação de conflito, amor e ódio com o Jedi, assim como o conflito
deste com as novas responsabilidades: terminar o treinamento de Leia,
treinar os gêmeos e agora aquela fascinante senhorita. Reconstruir
assim, a Ordem Jedi.
Mas
para chegar a este ponto a trama é rocambolesca: Thrawn tem uma
posição militar superior, novamente uma máquina de grande poder de
destruição e CORUSCANT – sede do poder do Império, agora
sob domínio da NOVA REPÚBLICA – sob sítio. Então uma
nova missão: conseguir um aparato científico que equilibrará
novamente as forças, emulando em muito a situação de O RETORNO
DE JEDI.
O
RETORNO DE JEDI também parece ser inspiração para WAYLAND com suas
raças estranhas simpáticas aos rebeldes – em especial a raça
noghri, apresentada nos volumes anteriores e fundamental para o arco
– e ao combate orientado por uma força do MAL em um centro do
IMPÉRIO. É inegável que o conflito Imperador X Darth Vader X
Luke Skywalker orientou em muito o conflito C'baoth X Mara Jade X
Luke em A última ordem – assim como o criativo uso de um certo
clone, que justifica boa parte da trama do arco STAR WARS: DARK
EMPIRE.
Com
vários focos: a tensão entre Thrawn e C'baoth; a tentativa deste
último em estar no controle do Império e seu desejo em ter como
servos Leia, os gêmeos recém-nascidos, Luke e Mara Jade; a
organização da Nova República e o conflitos de seus generais, além
de muitos e muitos conflitos envolvendo os contrabandistas de Karrde,
o livro consegue divertir… se você vencer o quarto inicial.
E
ainda apresenta a fina elegância de encerrar tudo e… deixar
(quase) tudo em aberto.
GUERRA
NAS ESTRELAS Parte III: A ÚLTIMA ORDEM, Timothy Zahn,
ISBN 85-7123-445-0, Editora Best Seller/Círculo do Livro,
1993.
Star Wars: A trilogia de Thrawn
ou
A trilogia Herdeiros do Império
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1
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2
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3
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A última ordem
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COPA 2014 VS THE SIMPSONS: É o futebol tão previsível assim?
Quando
todo mundo falou do episódio You Don't Have to Live Like a
Referee, 16º episódio da 25ª temporada da série
de TV THE SIMPSONS e suas coincidências com a COPA DO
MUNDO 2014 eu fui assistir ao episódio ainda que, admito, não
gosto do esporte. Mas a série de animação com 25 temporadas e mais
de 500 episódios é outra história. Crítica dos costumes
norte-americanos, THE SIMPSONS é quase uma instituição há uma
geração.
[TRAMA]
LIZA
escolhe o pai como herói – após Marie Curie ser
apresentada por um outro aluno – e o elege como símbolo de
retidão. Em consequência a FEDERAÇÃO DE FUTEBOL o escolhe
para árbitro e ele mantêm a imagem de incorruptível para a filha,
ainda que haja dezenas de tentativas para corrompê-lo – algumas
hilárias sendo exibidas nos telões dos estádios, atualmente
chamados de ARENAS.
Por
estas e outras acaba apitando a FINAL da
COPA 2014, um jogo entre BRASIL e ALEMANHA, onde o
astro da SELEÇÃO DE FUTEBOL DO BRASIL (El Divo)
finge uma falta. Assim o pênalti não cedido por HOMER leva a
sentimental SELEÇÃO BRASILEIRA a perder o CAMPEONATO DE FUTEBOL
– afinal,
por aqui, a responsabilidade é sempre alheia, nunca do time.
[OPINIÃO]
A
série é piedosa com o BRASIL. Não há crítica à falta de
estrutura do país nem às obras. Acho até que os produtores não
estudaram o contexto do país no último ano. Então apenas as piadas
de sempre: sexualização, alegria exacerbada, sedução pelo
estrangeiro e destruição da AMAZÔNIA.
Se o
astro do time no episódio tem as características do astro na vida
real e se uma disputa é “prevista” com uma rodada do campeonato
não há mistério: há dezenas de listas de países na final e os
autores apenas escolheram algo que refletisse a história do esporte.
Quando ao fingimento de faltas e CORRUPÇÃO DE JUÍZES NO
FUTEBOL, bem… ora… “prefiro não comentar”!
No
mais a grande impressão que fica é que o FUTEBOL e seu principal
CAMPEONATO INTERNACIONAL, a COPA DO MUNDO DE FUTEBOL DA FIFA, é
altamente previsível!
Copa Feminina de Basquete 2014! Aonde? No YouTube!
Alguns
canais tentam introduzir uma nova tradição esportiva no Brasil.
Evidentemente não por amor à diversidade esportiva, mas sim às
verbas publicitárias que advirão de novos campeonatos e o
consequente barateamento dos custos de exibição de outros.
O
canal SPORTV exibe com exclusividade o NBB, a versão
nacional do campeonato de basquete, nos meses de novembro a maio e às
vezes vaza para o canal livre – a Globo, dona do SPORTV –
a abertura e a final. Por sinal no NBB 6 – 2013/2014, a
abertura foi exibida com exclusividade na GLOBO, e só lá!
Eventualmente
rola o Pan-americano e o campeonato de clubes. Mas, durante o
NBB, mesmo com três canais a rede SPORTV no máximo exibe dois jogos
por semana. Quando muito! Uma pena!
Já
o ESPN, o ESPN Brasil, os canais da rede Bandeirantes
e o SPORT + exibem o Campeonato Paulista, o
Campeonato Europeu e a estrela do esporte, a NBA, o longo
e lucrativo campeonato americano. Na exibição da NBA junta-se
também ao menos um canal de reprises de filmes, o TNT.
Mas
depois de maio cé fini! Quem gosta de basquete terá que
esperar a nova temporada – todas ao mesmo tempo! Infelizmente!
Este
ano tem a COPA masculina DE BASQUETE DA FIBA,
desimportante no Brasil, especialmente em ano de COPA DE FUTEBOL, mas
que será exibida no SPORTV em agosto.
A
importância do campeonato é tamanha que sua versão feminina está
sendo exibida no YouTube enquanto canais que não tem os
direitos de exibir os jogos da COPA exibem filmes e depois VTs. Pelo
jeito ninguém se interessou em exibir o campeonato. Deve haver um
fundo de razão, pois as quadras/ginásios não estão exatamente
lotadas…
No
jogo do Brasil, então…
Eu
assisti e confesso que fiquei fã de jogos sem narradores e sem
estrelas artificialmente fabricadas. Sem narradores não há espaço
para criar heróis e fica visível a falta de técnica e diria até o
amadorismo de algumas seleções.







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