The Flash, o personagem
Episódios piloto tem vazado há anos na internet. Foi assim com Fringe, Game of Thrones, True Blood e agora com The Flash e Constantine (alguns diriam ConstanTEENe).
Em
junho de 2014 “vazou” para a rede o preview do episódio
piloto da nova série de TV The Flash, baseada no popular
personagem da DC Comics.
Flash
(somente quem conhece o personagem pela série de TV é que fala “de
fléchi”) é um velocista do Universo DC e até a
reformulação mais recente tinha uma das mitologias mais
consistentes da editora.
Criado
originalmente na Era de Ouro, o personagem teve suas origens e
personalidade revistas nos anos 1.960, iniciando a Era de Prata
dos Quadrinhos. Esta segunda versão do personagem foi tão
popular que obscureceu a primeira encarnação. O herói era agora um
policial chamado Barry Allen e foi publicado até
os anos 1.980, quando faleceu em um dos mais belos sacrifícios dos
quadrinhos.
Em
1.987, seu sobrinho e sucessor Wallace “Wally” West
assumiu o manto e levou a série para níveis jamais imaginados,
tendo como autores Mark Waid e Geof Johns, que passaram
grandes períodos com o personagem.
No
final da década de 2.000 o personagem retornou dos mortos – eles
sempre retornam – e assumiu novamente o seu lugar como velocista
principal da DC Comics. A reformulação de 2011 apagou a figura do
Kid Flash/Flash III/Wally West,
apesar de, três anos após o evento a editora já está pronta para
reapresentá-lo. Curiosamente será negro!
Explico.
Wally é sobrinho de Barry por casamento! Wally, na verdade, é
sobrinho de Iris West. Iris nesta série que ainda não
estreou é negra.
Neste
sentido a produtora e a editora estão alinhados.
Aleph: 30 anos!
A
Editora Aleph completou em junho trinta anos de mercado,
sempre editando boas séries de ficção científica.
A
editora iniciou com a saudosa série Zenith, onde publicou
Orson Scott Card e William Gibson ainda nos anos 1.990.
Neste período também publicou uma longa série de novelas
vinculadas às séries Star Trek, tanto a série clássica,
quanto as séries Next Generation e Deep Space 9.
Nos
últimos cinco anos tem expandido seu catálogo e licenciou os
direitos das séries Fundação e Robôs (ambas de
Isaac Asimov), Duna (Frank Herbert), Neuromancer
(William Gibson), A Princesa de Marte (E. R. Burroughs),
entre outros lançamentos oportunos como Anno Drácula.
Ainda
assim, muita gente criticava a editora por publicar pouco material
recente.
Aproveitando
o aniversário a editora anunciou a publicação de Robert Heinlen, que se juntará à Asimov e Arthur C. Clarke e
estabelecerá a trilogia “sagrada” da ficção clássica, a
reedição de Herdeiros do Império, a trilogia de livros que
estabeleceu o Universo de Star Wars nos livros e que a edição
nacional está esgotada há mais de 15 anos.
Mas,
todas as notícias tornaram-se prólogos para o anúncio de que em
2.015 a editora lançará a tradução de Old Man's War, a
série sci-fi militar de John Scalzi. Atualmente o
universo desta série de Scalzi já rendeu sete volumes e fico com a
esperança de que a editora publique ao menos anualmente os volumes
(e que tenha uma tradução melhor do que “A guerra é para os
velhos”, tradução portuguesa do romance).
Parabéns
e longa vida à Aleph!
–
post
scriptum: Só falta publicar o material universo expandido de
Duna, com seus prelúdios e livros para as casas escritos por Kevin J. anderson. Aí vira a melhor
editora de todos os tempos!
Wild Cards Livro 3: Apostas Mortais (Jokers Wild)
E o
mais engraçado é que até o início de 2.011 eu não conhecia o
trabalho de George R R Martin. Exceto… uma memória
longínqua de… Wild Cards.
Sim,
é verdade que o Brasil não tem uma longa tradição de publicações
de ficção científica. Ícones foram e são publicados e
republicados há décadas, mas há pouco dos autores novos. China
Melville é um destes casos: conhecido lá fora, aqui é um
simpático anônimo.
Mas
voltando à Martin, eu me lembro com intensidade quando a DEVIR
lançou GURPS, o RPG genérico de Steve Jackson e um de
seus suplementos era o WILD CARDS. A editora Globo logo
lançou uma minissérie do selo EPIC/Marvel que tinha um
formato estranho: vários personagens, cada um com um
artista/desenhista distinto, semelhante a uma série do Badger
– que era louco, tinha múltiplas personalidades e cada uma delas
um desenhista.
Tristemente,
junto com dezenas de outros bons conceitos a série em quadrinhos foi
para o fundo de meus armários e raramente saiu de lá. Confesso que
nunca a li até mais de vinte anos depois do lançamento.
O
tempo passou. A HBO fez um contrato para adaptar uma série de
fantasia do autor de sci-fi George R R Martin e o
editor Raphael Dracon convenceu a Leya a comprar a
série de livros As crônicas de gelo e fogo que se tornou um
sucesso no mercado editorial brasileiro, com mais de 150 mil cópias
vendidas de cada um dos cinco livros.
Logo
vieram A morte da luz, a promessa de Fever Dream (uma
série de vampiros), coletâneas de sci-fi e fantasia, Ocavaleiro dos sete reinos e finalmente a série Wild Cards,
no momento em que a série já possui 22 volumes!
* * *
O
primeiro verdadeiro romance mosaico da série, Apostas Mortais
(Jokers Wild) o terceiro volume de Wild Cards, ocorre no
espaço de 24 horas no dia 15 de setembro de 1.986, quarenta
anos após a infecção do vírus alienígena.
Há
no romance seis histórias principais: Jack e Nômada à
procura de uma sobrinha que veio do interior e está perdida em
Manhattan; a história de uma promotora de justiça, amiga de Nômada
que crê que poderá controlar a Máfia e sua herança, que renegou
durante anos; Ira a ladra intangível que roubou o diário de
um criminoso importante, e por isso será perseguida e cruzará o
caminho com o Yeoman; Hiram Worchester e Jay
Ackroyd, o primeiro organizando a festa dos quarenta anos em seu
restaurante e percebendo o poder criminoso agir em seus fornecedores
e o segundo, contratado por Hiram para descobrir quem realmente é o
responsável por aqueles ataques. Estas tramas, todas muito “pé no
chão” tem pouca relação com o grande vilão do trio de livros,
exceto o cenário.
Evidentemente
as histórias principais ficam por último. Dr Tachyon é
seduzido por Roleta durante todo o dia, agindo como mero
coadjuvante, enquanto ela tem a missão de matá-lo, usando um veneno
expelido no ato sexual. James Spector, assassino contratado
pelo grande vilão, assim como Roleta, tem várias missões e
praticamente se encontra com todas as tramas, enquanto constrói a
sua própria. Como Roleta, ele teme o Astrônomo e por isso aceita
suas imposições. Sua trama é uma longa comédia de erros e ainda
que eu o visualize como o Lápide (vilão do Homem-Aranha,
um negro albino, extremamente resistente, quase invulnerável e com
cara de poucos amigos), em certos momentos seu material é o mais
engraçado do volume, pois com ele acontece tudo de ruim, e o leitor
sempre quer mais desgraças para ele, ainda que deseje que ele viva.
E,
por fim, a história que toma a capa da edição: Fortunato, o
cafetão de gueixas, com seus poderes alimentados por sexo (tântrico
ou não) tem que encontrar, reunir e proteger os ases que auxiliaram
na destruição do mosteiro no volume 2, pois o Astrônomo
pretende matar todos os ases e curingas que conseguir e rumar para o
espaço na nave de Tachyon. Não aceitando colaborar e trocar
informações, Fortunato é “cego” ao seu modo: odeia Tachyon;
usa Hiram, mas nega detalhes. Sua miopia, quando descoberta o faz
perceber seus erros.
George
R R Martin então edita o texto de Melinda M. Snodgrass,
Leanne C. Harper, Walton Simons, Lewis Shiner,
John J. Miller, Edward Bryant e seu próprio e consegue
criar o terceiro e melhor volume até o momento. As histórias
contadas como um romance mosaico, ou seja, misturadas, tramas
entrecortadas, funcionam melhor do que os contos individuais narrados
em um cenário único. Todas as tramas são boas, ainda que
pessoalmente tenha minhas preferidas e minhas preteridas – a ideia
de um curinga crocodilo que engole um conjunto de livros, volta à
forma humana, não os digere e retorna à forma de crocodilo para
regurgitá-los me parece forçada, assim como a previsível história
da mafiosa que vai para a justiça para renegar a famiglia e
depois retorna para ela, acreditando que será possível controlá-la,
não me parece nada mais, nada menos do que o óbvio.
De
todos os personagens se sobressaem Tachyon, Fortunato e Spector
(Ceifador). Tachyon, no entanto, consegue ser mais forte: ele é um
coadjuvante de luxo na trama de Roleta, mas é tão fascinante que
rouba a cena cada vez que aparece. Ceifador é o criminoso cheio de
atos condenáveis, mas que queremos que sobreviva ao fim do mundo
prometido pelo seu patrão e Fortunato, bem… Fortunato é “o
negão que come todas” e fica mais poderoso a cada relação, se
preparando evidentemente para um final apoteótico que o leva a um
novo nível de compreensão.
Bem
escrito e editado, ao ponto que não ser possível ver a ruptura
entre os autores, mesmo sabendo quem escreveu o quê, Apostas
Mortais se torna o melhor da primeira tríade de livros e amplia
bastante a minha nota geral para a série.
Aconselho
imensamente.
Wild
Cards Livro 3 Apostas Mortais, Leya, maio de 2014, ISBN
978-85-441-0018-9, editado por George R R Martin e
escritor por Melinda M. Snodgrass, Leanne C. Harper,
Walton Simons, Lewis Shiner, John J. Miller,
Edward Bryant e George R R Martin.
Game of Thrones, episódio The Mountain and the Viper, só em 01/06
A HBO anunciou que não apresentará o episódio 8 da quarta temporada da série de TV Game of Thrones, The Mountain and the Viper, no domingo 25 de maio de 2014, adiando a apresentação uma semana.
O episódio será exibido no domingo, 1º de junho de 2014 e como o novo diz (A montanha e a serpente, em tradução livre) deverá focar na entre Oberyn Martell e Gregor Clegane, o Montanha, responsável pelo estupro e morte de sua irmã quando da rebelião de Robert Baratheon 19 anos antes.
O evento é um dos momentos chaves do livro A tormenta de espadas que serviu de base para a terceira e quarta temporada da série Game of Thrones. Em síntese Tyron Lannister foi incriminado pelo assassinato do rei e entendendo que seu julgamento é uma farsa pediu julgamento por combate. Nos livros Oberyn exige informações sobre o assassinato de sua irmã, mas na série de TV simplificam a trama e Oberyn decide enfrentar o Montanha pela oportunidade de matar o assassino de sua irmã.
Doctor Who [Arco 046] - The Invasion
De volta à Terra o Doctor (Patrick Troughton), Jaime McCrimmon (Frazer Hines) e Zoe Heriot (Wendey Padbury) tem que impedir que um empresário poderoso colabore com uma força de invasão alienígena composta pelos Cybermen!
[Localização
no Continuum]
The
Invasion é o 46º
arco da série de TV britânica Doctor Who, exibida
pela BBC. É o terceiro arco da 6º temporada. É
composto de oito episódios com 23 minutos em média e foi
exibido de 02/11/1968 a 21/12/1968.
[Trama]
The
Invasion é um destes arcos de Doctor Who que não trazem nada de
novo, mas conseguem contar a história novamente de um jeito bem
divertido.
Retornando
à nossa época o Doctor e seus companheiros Jaime e Zoe são
alvejados por um míssil e obrigados a pousar em uma área rural. O
Doutor crê que um conhecido poderá auxiliá-lo a recuperar alguns
microchips e eles vão até Londres.
O
tom do episódio inicial, uma animação, é opressor como se eles
tivessem ido para um mundo fascista e controlado por forças
policiais. O longo da série descobrimos que o episódio se passa no
futuro, cerca de quatro ou cinco anos dos eventos com o Yeti,
por exemplo.
O
clima se dilui um pouco quando descobrimos que eles estão na Terra e
que um industrial da área de microcircuitos chamado Tobias Vaughn
(Kevin Stoney) tem grande influência na Inglaterra, e mantêm
prisoneiro o tio de Isobel Watkins (Sally Faulkner), Professor
Watkins (Edward Burnham) - que mora na casa do cientista que o
Doutor foi visitar, o Professor Edward Travers que presente
nos arcos The Abominable Snowmen e The Web of Fear.
Travers teria ido para a América junto com a filha.
Vaughn
mantém o Professor Watkins em cárcere e toma possa dos circuitos da
TARDIS, além de sequestrar Zoe e Isobel e escondê-las do Doutor, de
modo a ter condições de chantagear todo o Professor quanto o
Doutor.
Este
por sua vez passa a colaborar com o Brigadeiro Lethbridge-Stewart
(Nicholas Courtney), agora no comando de uma organização chamada
UNIT. Até aquele momento sabe-se que Vaughn é poderoso e
está ameaçando o professor e que está colaborando com uma máquina
de inteligência artificial, além que usar o professor para
construir uma máquina que o ponha no controle de seus aliados.
Seguindo
uma rede de transporte da empresa de Vaughn e vendo indícios de
presença alienígena o Doutor se depara com os Cybermen (apenas no
fim do episódio 4) e passa a tentar impedir a invasão do título.
[Curiosidades]
Este
episódio marca a longa colaboração com Doutor com a UNIT que
continuaria ao menos até o arco 80, Terror of Zyngons. Após
a parceria seria rompida, apenas com eventuais colaborações. Além
da UNIT The Invasion é também o primeiro arco em que aparece o Cabo
Benton (John Levene). A partir deste arco entende-se que as
histórias do presente passam entre cinco a sete anos no futuro, algo
nem sempre muito explícito.
Os
Cybermen utilizam-se de um raio para deixar todos os habitantes da
Terra inconscientes, mas o Doutor consegue criar um mecanismo que
permite a ele, seus companheiros e os soldados da UNIT resistirem.
Quando percebem que parte da solução do problema é destruir uma
nave Cybermen, a UNIT conseguem facilmente a colaboração dos
russos, que não aparecem e nem tem falas no arco, para tanto. A
agilidade de os russos cederem tecnologia impressiona!
Em
vários momentos da trama fala-se em um “Planeta
14”, cuja identidade é incerta. Há uma tendência a
aceitar que este 14º planeta seja Telos, lar da raça dos
Cybermen.
O
arco foi adaptado para a série de livros da Target Books em
10/10/1985 no número 98 da série por Ian Marter.
A
BBC restaurou os episódios 1 e 3 no formato de animação.
-1
(Arco
45)
|
0
(Arco
46)
|
+1
(Arco
47)
|
The
Mind Robber
|
The
Invasion
|
The
Krotons
|
Doctor Who [Arco 037]: The tomb of the Cybermen
No
planeta Telos uma expedição encontra a tumba que se revela
pertencer aos Cybermen, que naquele momento eram tidos como extintos.
[Localização
no Continuum]
The
tomb of the Cybermen é o 37º
arco da série de TV britânica Doctor Who, exibida
pela BBC. É o primeiro arco da 5º temporada. É
composto de quatro episódios com 24 minutos em média e foi exibido
de 02/09/1967 a 23/09/1967.
[Trama]
O
Doctor (Patrick Troughton) e seus companheiros Jamie
McCrimmon (Frazer Hines) e Victoria Waterfield
(Deborah Watling) aterrissam no desértico planeta chamado
Telos, onde uma expedição encontra uma tumba que se revela o
local onde estão os remanescentes dos Cybermen. Primeiro a trupe do
Doctor é acusada de tentar sabotar a escavação, depois passa a
auxiliá-los enquanto eles reparam um foguete para escaparem daquele
mundo. Estes detalhes vendem a ideia de uma história com nítida
inspiração nas tramas envolvendo múmia e forças fora de qualquer
controle que são encontradas em ruínas ancestrais.
A história se passa em cerca de 2570, quinhentos anos depois da aventura The Moonbase, que mostra a destruição dos Cybermen em 2.070 [BBC episode Guide apud Wikipedia, 2014]
A
tumba surge como parte de um plano elaborado dos vilões. Eles
aguardariam até serem descobertos por criaturas inteligentes o
suficiente para decifrar os códigos que lacram os diversos níveis
da tumba (há armadilhas externas e quando adentram há a necessidade
de descobrir um código para reativá-los).
De
acordo com o plano dos androides, em seguida, eles dominariam seus
libertadores e executariam um novo ataque à Terra.
Os
androides são acordados e há uma previsível tentativa de um dos
membros da escavação em trair os restantes, por razões ligadas ao
controle de informações/poder advindos daquela descoberta. A ação,
simplificando muito, se concentra em sair com o maior número
possível de sobreviventes e lacrar novamente a tumba.
[Curiosidades]
The
tomb of the Cybermen é o mais antigo arco com o segundo Doctor
Who a existir completo – outros utilizam as técnicas de recon ou
animação. Em 1978 ele foi dado como desaparecido e descoberto em
1.991 em Hong Kong. Somente em 2.013 outro arco da quinta temporada
seria encontrado completo, o arco The Enemy of the World
descoberto na Nigeria.
Neste
episódio o Doctor revela ter 450 anos. Neste arco são introduzidos
os conceitos e personagens de Cybermen Controller e dos
Cybermats.
Produzido
em 1.967 e um reflexo de sua época o arco retrata um homem negro
como um idiota semimonossilábico, irritadiço e controlável que
fornece ao grupo de escavadores apenas a força bruta. Mais racista
seria difícil.
O
sexto Doctor retornará à Telos no arco Attack of the Cybermen
e encontrará os Cryons, os habitantes originais do planeta.
O
arco foi adaptado no formato de livro em Doctor Who and the tomb
of the Cybermen por Gerry Davis em lançamento na edição
66 da série da Target Books em 18/05/1978.
-1
(Arco
36)
|
0
(Arco
37)
|
+1
(Arco
38)
|
The
Evil of the Daleks
|
The
Tomb of the Cybermen
|
The
Abominable Snowmen
|




















































