Wild Cards Livro 2: Ases nas Alturas

Em 1.946 um vírus alienígena foi liberado em nossa atmosfera. Aos infectados restaram as seguintes sinas: rainha negra, a morte (90% dos infectados); ases, que receberam poderes que os permitiram agir como os ficcionais heróis (1% dos infectados); curingas, que se tornaram deformados e foram segregados no Bairro dos Curingas em Nova Iorque (9% dos infectados) e os dois de paus, pessoas que receberam poderes ridículos e que não alteraram suas vidas.

O vírus era parte de um experimento takisiano. Dr. Tachyon, membro da raça, crendo-se responsável pelos efeitos passou a tratar e orientar os infectados. Anos depois abriu uma Clínica no Bairro.

O primeiro volume cobre o período de 1.946 até 1.979. Neste volume temos um prólogo ainda em 1.979, mas as outras histórias transcorrem em 1.986, próximo dos quarenta anos da liberação do vírus.

* * *

Seriam os takisianos a única raça no universo? Não! Seria a única que tem interesses na Terra? Não, novamente.

A trama que percorre as 398 páginas do livro 2 refere-se em especial à chegada de TIAMAT, uma criatura alienígena que poderá destruir a Terra e a união de diversos ases e curingas para impedir os principais ataques. Paralelamente Fortunato segue um rastro que o leva a um ramo maçom que adora a criatura e a está atraindo para a Terra.

Além de vários coadjuvantes interessantes unem-se à história dois novos personagens decisivos, o androide Modular e o alienígena Jhubben, que está oculto na Terra e defende os interesses de uma associação comercial, enquanto passa por um simples curinga, o jornaleiro Jube, o Morsa.

* * *
A grande trama do livro que é sobre uma criatura que poderia destruir a Terra soa tanto como Galactus, como o ainda anterior Devorador de Sóis, criado nos anos 1960 nas aventuras da Legião dos Super-Heróis e diversas vezes reutilizado como em A Noite Final. Curiosamente a versão de Galactus do Universo Marvel Ultimate aproxima o devorador de mundos ao devorador de sóis e estende um pouco, na hábil trilogia Ultimate Galactus, já publicada no Brasil.

Esta é a primeira impressão: Wild Cards sugou dos quadrinhos e da ficção científica temas, os trabalhou de forma diferente – nem sempre melhor, é necessário admitir – e os costurou em um modelo intricado. A presença de sexo leva as tramas a novos horizontes. Modular, o androide não hesita muito em transar com a garota que resgatou, e sim eles tem os apetrechos necessários. Fortunato que absorve energia do sexo, passa boa parte do livro transando e em um momento importante se recarrega com uma protistuta de rua. Mas, não se engane, o sexo não é uma constante.

Se em alguns momentos vemos em Modular as tramas de Visão/Tornado Vermelho, os personagens androides mais conhecidos dos quadrinhos, é possível observar que o arqueiro Yeoman deve ter influenciado o Arqueiro Verde e alucinado Capitão Viajante, deve também ter influenciado o esquizofrênico Badger.

No entanto, comparar é empobrecer.

Algumas tramas são ágeis (Fortunato, Modular, Croyd, Jube, algumas com Tachyon) outras são arrastadas (o Grande e Poderoso Tartaruga, algumas com Tachyon) ou confusas demais (Capitão Viajante e seus egos), que nem sempre oferecem todas as respostas de forma fácil para o leitor.

Talvez esse seja o problema para o leitor de quadrinhos mediano.

As tramas dos quadrinhos seguem o modelo clássico do teatro grego: apresentação, conflito, desenvolvimento, solução. Aqui em Wild Cards existe uma tapeçaria mais intrigada de motivações e apresentações, tramas dentro de tramas e alguns personagens que gostaríamos de ver mais e ainda não vimos – Peregrina, por exemplo. Como não segue a fórmula fácil que os escritores usam nos quadrinhos, pode afastar leitores que vão buscar um adulto, mas ainda parecido.

No mais a história é realmente divertida. Culpar ramos da Maçonaria, falsos deuses egípcios e oferecer ao leitor um dispositivo de teletransporte que teima em mudar de mãos é juntar elementos, que bem conduzidos permitem criar boas histórias.

A trama conclui no Livro 3.

Wild Cards Livro 2: Ases nas Alturas, editado por George R R Martin, escrito por Martin e vários, publicado nos EUA em 1.987, traduzido e publicado no Brasil pela Leya, 2013, ISBN 978-85-8044-876-4.

Doctor Who [Arco 081]: Planet of Evil


Iniciando um novo ciclo de aventuras o Doutor (Tom Baker) e sua companheira Sarah Jane Smith (Elisabeth Sladen) chegam à Zeta Minor na fronteira do Universo e deparam-se com uma ameaça que põem em risco uma expedição de resgate e a possibilidade de salvar o sistema estelar Morestran.

[Localização no Continuum]
Planet of Evil é o 81º arco da série de TV britânica Doctor Who, exibida pela BBC. É o segundo arco da 13º temporada. É composto de quatro episódios com 25 minutos em média e foi exibido de 27/09/1975 a 18/10/1975.

[Trama]
A TARDIS recebe uma mensagem de socorro vinda de Zeta Minor no ano 37 mil. Investigando a origem se deparam com o último sobrevivente de uma expedição geológica Professor Sorenson (Frederick Jaeger) que crê que o minério colhido por ele poderá alimentar o sol de seu sistema estelar – genericamente chamado de Morestran. Sorenson é retratado como um cientista determinado e levemente enlouquecido, seja pela solidão, pela perda dos colegas ou por influência de uma consciência naquele planeta.

No entanto, Zeta Minor o planeta onde está sendo feito a pesquisa, fica no limite entre matéria e anti-matéria e o minério seria, na verdade, pedaços de anti-matéria que a consciência do planeta não permite que saiam do ponto de origem. Passa a matar os membros da expedição arqueológica e também os membros da equipe de resgate.

Inicialmente responsabilizados pelos crimes o Doutor e Sara unem-se ao reticente Salamar (Prentis Hancock) e seu segundo em comando Vishinsky (Ewen Solon) – deixando claro uma disputa pelo cargo de capitão da nave – para esclarecer os crimes e descobrem a intenção do ser de anti-matéria: não permitir que os fragmentos saiam do planeta.

A melhor opção para tanto é matar a todos!

[Curiosidades]
Muito diferente de todos os episódios de Doctor Who clássico que assisti até o momento Planet of Evil realmente se assemelha a um conto de terror, especialmente os dois primeiros episódios.

Em diversos momentos aponta suas inspirações, sejam elas no filme Planeta Proibido (uma adaptação da peça A tempestade de Shakespeare), seja no livro O estranho caso do Dr Jekyll e Sr Hyde e obviamente a distribuição de cargos e formato interno da nave de resgate de Morestran que me lembra muito o formato geral das pontes de comando da Federação dos Planetas Unidos do Universo de Star Trek, especialmente se levar-mos em conta que a história se passa no limite do universo, algo deveras comum na série americana.

O arco foi adaptado para o formato de novela em “Doctor Who and The Planet of Evil”, adaptado por Terrance Dicks e lançado em 18 de agosto de 1.977 na edição 47 da série de romance do Doctor.

-1
(Arco 80)
0
(Arco 81)
+1
(Arco 82)
Planet of Evil
Pyramids of Mars















Game of Thrones [4x02] – The lion and the rose


The lion and the rose é o 2º episódio da quarta temporada da série de TV Game of Thrones, portanto o 32º da série. Game of Thrones é uma série de TV do canal HBO que adapta a série de livros As crônicas de fogo & gelo de George R R Martin.

E então aconteceu algo que todos esperavam!

[Alerta de spoiler!]

Joffrey Baratheon morreu!

Foi uma morte simples, devo admitir, um anticlímax em relação a tudo que o menino rei fez. Mas finalmente morreu!

No episódio há várias narrativas, apesar de centrar da metade para frente no casamento. Em uma delas Bran Stark que está em viagem para o norte consegue encontrar seu rumo depois de fazer contato com uma árvore fruto de seus poderes warg e a religião dos nortistas. Não empolga muito, mas auxilia na trama geral. A maior mudança é inserir a certeza de que o bastardo Ramsay Bolton começara uma busca pelos meninos Stark, pois mantêm o mutilado Theon Greyjoy, agora Fedor, como um submisso e acovardado prisioneiro.

Noutra Stannis queima vivo seu cunhado, mais para garantir publicamente seu apoio em deus da luz.

Jaime Lannister passa a treinar secretamente com Bronn para ganhar o controle da espada com a outra mão.

Varys avisa à Tyrion Lannister que Cersei tem conhecimento de Shae. Cersei revela o affair para Tywin, que exige ver a moça após o casamento. Percebendo que o tempo urge, o Duende rompe com a prostituta, magoa profundamente os sentimentos dela e a obriga a ir embora de Westeros, ordenando que Bronn a leve ao navio.

Supostamente Bronn cumpre a missão.

Mesmo durante o casamento temos outras tramas pequenos como a resistência de Oberyn em ser um convidado educado ou Jaime ameaçando Loras, sobre o provável casamento deste com Cersei. Esta última por sua vez revela que percebe que Brienne está apaixonada por Jaime e resolve deixar claro isto.

Mas é evidente que as pessoas se lembrarão do episódio pelo casamento entre Joffrey Baratheon e Margaery. O episódio escrito pelo próprio George R R Martin tem boa cadência e funciona para lembrar que Joffrey é um pé no saco: ele gasta boa parte das comemorações humilhando o casal Tyrion & Sansa, em especial o tio pois convoca anões para uma algazarra que representa a Guerra dos 5 Reis, depois joga vinho no tio e para terminar, o “elege” como seu copeiro.

Margaery tenta ganhar a simpatia e a atenção do evento – ela é a noiva, mas quando os noivos partem o bolo de casamento – com a segunda espada feita de aço valiriano – e começam a se alimentar com a torta de pombo, Joffrey, após beber um gole de vinho em uma taça entregue por Tyrion, se engasga e morre sufocado.

Apesar das tentativas Cersei e Jaime não conseguem salvar o rei, mas vendo uma conspiração onde pode não haver a rainha-regente crê que seu filho em seus últimos suspiros culpou o tio, Tyrion, que é imediatamente preso.

Sor Dontos auxilia Sansa a fugir do local, enquanto o marido da moça é levado. Como Dontos conseguirá tirar Sansa de Porto Real? Como ele sabia que haveria um momento tão perfeito para tirar a Stark do Palácio? Quem estaria gerenciando-o? Por quê?