Doctor Who Christmas Special: The Snowmen (2012)

[A trama]
Durante a Era Vitoriana o Doutor tanta salvar os protegidos de uma nova amiga do ataque nos Snowmen.

[Comentários]
Certamente um episódio de belíssima plástica, efeitos, qualidade de cenários e imagens marcantes, mas cuja trama não consegue ser muito mais do quê um passeio nos aspectos mais peculiares de um viajante do tempo: suas histórias podem acontecer em qualquer momento da história presente, passado ou futuro. Aqui acontecem em 1.892, durante a noite de Natal.

Ao acontecerem no passado criam um interesse para o especial e para saber o resultado destes eventos no presente, algo não muito utilizado, já que os especiais geralmente eram auto-contidos. Certamente Clara Oswald, interpretada pela atriz Jenna-Louise Coleman, é uma das mais belas companheiras do Doutor e consegue combinar com a beleza plástica do episódio. E também certamente Dr. Simeon (Richard E. Grant) consegue fazer um vilão à altura, ainda que ecoando muito a Christopher Walken. Mas de um modo geral o caldo da mistura uma nova companheira, três auxiliares (Strax, Madame Vastra e Jenny Flint) e de um vilão que é influenciado pela Grande Inteligência para criar e dominar bonecos de neves não me parece interessante.

Há ação, há perseguição e sim, há um rascunho de história, mas ao desenrolar os eventos fica-se com a precisa impressão de que o especial não sobrevive sem a parte 2 da Série 7 de Doctor Who, exibida entre 30/03/2013 – 18/05/2013. E como a série 7 termina com um continua para 23 de novembro, o especial de 50 anos, só aí entenderemos todos os eventos iniciados no especial de Natal de 2012. Mas consegue ser divertido para os iniciados.

The Snowmen foi escrito por Steven Moffat e dirigido por Saul Metzstein.
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Especiais de Doctor Who (2005-13)
Data
Título
18/11/2005
Doctor Who: Children in Need
25/12/2005
The Christmas Invasion
25/12/2006
The Runaway Bride
16/11/2007
Children in Need Special: Time Crash
25/12/2007
Voyage of the Damned
25/12/2008
Christmas Special: The next Doctor
11/04/2009
Easter Special: Planet of the Dead
15/11/2009
Autumn Special: The Waters of Mars
25/12/2009
e
01/01/2010
Christmas Special: The End of Time, part I
New Year's Special: The End of Time, part II
25/12/2010
Christmas Special: A Christmas Carol
25/12/2011
Christmas Special: The Doctor, the Widow and the Wardrobe
25/12/2012
Christmas Special: The Snowmen
23/11/2013
50th Anniversary Special
25/12/2013
Christmas Special, 2013



























Turma da Mônica: Laços

Algumas histórias, mesmo das majors do mercado, conseguem se sustentar sem entrar no detalhe complexo da cronologia dos personagens. Conseguem ali em poucas páginas, contar tudo que precisamos saber para entender a trama. Isto é muito difícil, mas existem autores talentosos que executam o serviço de vender um produto inteiriço, que não precisa de apêndices para ser compreendido.

Assim é Laços, a segunda Graphic MSP, lançada em agosto de 2013 com produção dos irmãos Vitor Cafaggi e Lu Cafaggi e edição de Sidney Gusman. Sua história se sustenta plenamente. Não há necessidade de ter lido nenhuma edição da cinquentenária Turma da Mônica e nem mesmo ter assistido a nada antes. Mas se você assistiu à Goonies, Conta Comigo ou ainda, Curtindo a vida adoidado, a história ecoará bons momentos na memória, sem, no entanto, parecer que é subproduto destas produções – e algumas tem uma citação tão singela, que é praticamente imperceptível.
Laços é a história da turma em busca do cão de Cebolinha, o Floquinho, mas antes introduz aos leitores todas as características individuais dos personagens: os planos infalíveis do Cebolinha, os hábitos de higiene do Cascão, o apetite da Magali e a força e ira da Mônica. Diferente dos quadrinhos mensais da turma, Laços reforça o tom de amizade, companheirismo e vínculo entre eles, assim como ao leitor faz com que o remeta a uma época mais simples, como em geral é a infância. Diferente da primeira graphic (Magnetar) que, de certo modo, é uma ode à solidão e seus efeitos, Laços é uma ode à união, à amizade, à infância verdadeira e inocente e a como tudo isto soa em nós. Ainda assim não é um produto saudosista, feito para velhos que tem saudades da infância ou aquilo que hoje se chama pré adolescência. É um produto que tem força gráfica, beleza, elegância, distinção, coerência com o quê pretende e acima de tudo qualidade.
Apesar de fã de sci fi e reconhecer a qualidade da primeira Graphic MSP, acredito que em Laços a equipe liderada por Gusman conseguiu produzir algo verdadeiramente atemporal, que continuará a ter impacto sempiterno nas gerações vindouras, mesmo que elas não estivessem vivas em 1.985, 86, 87 (época da produção dos filmes homenageados) ou 2013. A história irá apenas nos mostrar como era boa e saudável nossa infância.

Uma grande obra. Uma obra eterna!

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Post Scriptum: E não custa sonhar com uma Graphic MSP para a Turma do Penadinho.

Fábulas vol 2: A revolução dos bichos


Divertido, Fábulas vol 2 A revolução dos bichos, trata da tentativa de tomada do poder por parte das fábulas não humanas que habitam a Fazenda, uma propriedade ao norte de Nova Iorque onde vivem. Rosa Vermelha vai para lá como punição pelos eventos do primeiro volume, mas ela e sua irmã e verdadeira administradora da comunidade das Fábulas, Branca de Neve acabam refém dos acontecimentos em lados distintos da guerra. Mas será realmente?

Bill Willingham usa da referência ao livro homônimo de George Orwell para criar um arco que apresente a luta das classes: aqui os animais que se sentem isolados e esquecidos, longe da vista daqueles que podem se passar por humanos. De pano de fundo a luta entre as duas irmãs Rosa Vermelha e Branca de Neve que teimam em se ferir e o estabelecimento de ao menos um personagem importante, Weyland Smith, o responsável pela Fazenda, que, prisioneiro das fábulas não humanas, passa a construir armamento adaptado para o uso deste tipo de fábula. Pela parte dos “vilões” chama a atenção os Três Porquinhos e Cachinhos Dourados, cheios de uma retórica de uma constante luta pelo poder. Em alguns momentos o roteiro tropeça em insistir exibir uma Branca de Neve pueril demais, incompatível com a política que está há séculos na administração da comunidade, mas nada que incomode em excesso.

Fica evidente que Mark Buckingham é um lápis mais adequado à série, ainda que em diversos momentos uma arte final “pesada” de Steve Leialoha (Novos Mutantes) faça a arte leve, em alguns momentos “kirbyesca” de Buckingham lembrar o artista da primeira fase. Caso duvide observe os layouts a lápis do desenhista nos extras do volume. Porém com os meses a dupla conseguiria produzir material em uníssono.

Apesar de distante do tom que a série adotaria entre os volumes 04 e 11, quando o foco foi a luta contra o Adversário, os três primeiros volumes tinham a missão de preparar o terreno, algo que o fazem com primazia. Quase fechados em si, estes volumes apostam no choque do novo da possibilidade de haver fábulas vivendo em Nova Iorque e produziam bons momentos, que não diminuem de intensidade quando a história se concentra em narrar o confronto contra o Adversário. A partir daí, se não havia choque do novo, havia a diversão da boa condução dos personagens já bem estabelecidos.

Panini Comics, R$ 18,90, 132 páginas, 2012.


Vol
Nome
Edições
01
Lendas no Exílio
#01-05
02
A revolução dos bichos
#06-10
03
O livro do amor
#11-18
04
A marcha dos soldados de madeira
O último castelo; #19-21; #23-27
05
Os ventos da mudança
#22; 28-33
06
Terras Natais
#34-41
07
Noites (e dias) da Arábia
#42-47
08
Lobos
#48-51
09
Filhos do Império
#52-59
10
O bom príncipe
#60-69
11
Guerra!
#70-75

2042: O início do fim?


Curioso que sou sobre taxas de fundidade e estatísticas populacional, repito aqui a seção “Números” da VEJA edição 2.337 de 04/09/2013.

2042
Será o ano em que o Brasil atingirá seu pico populacional, segundo cálculos do IBGE, e chegará a 228,3 milhões de habitantes – 13% a mais do que os 201 milhões atuais. A partir daquele ano, o total de brasileiros deverá começar a diminuir, puxado pela baixa taxa de fecundidade.
1,5
Filho por mulher será essa taxa a partir de 2029, devendo manter-se estável; atualmente, está em 1,77 por mulher, muito abaixo dos 4,4 de três décadas atrás [Nota: e portanto, inferior à taxa de reposição de população que é de 2,1]
46
Crianças ou idosos existem atualmente no Brasil para cada 100 pessoas em idade economicamente ativa, situação conhecida como “bônus demográfico”, em que o número de “dependentes” é bem menor que o de trabalhadores, ou seja, quando há muito mais pessoas “injetando” dinheiro no estado, em impostos e contribuições, do que “tirando”, em aposentadorias e educação, por exemplo
43,3
Será essa proporção em 2022, ano a partir do qual começará a piorar. Em 2060, com a população mais velha e menor, deve haver 66 “dependentes” para cada 100 brasileiros ativos.

Por isto e baseado em estudos do IBGE, Fábio Giambiagi, especialista em Finanças Públicas, analisa que em 2050 o número de crianças que é atualmente 26% da população, cairá para 13%. Já os que têm 60 anos ou mais irá se ampliar de 10% para 30% da população. Maílson da Nóbrega, em sua coluna na mesma edição de VEJA também chama atenção para os dados de Raul Velloso, que prevê que os dados com previdência, pessoal e assistência social saltarão dos atuais 14% do PIB para 29% em 2040.

Atualmente há um projeto para vincular 10% do PIB na rubrica de Educação, o quê pode inviabilizar investimentos em outros departamentos. O discurso é que Educação necessita de mais recursos, o quê não é comprovado. Educação precisa de melhores administradores e melhores professores.

Forever Evil: Nightwing revelado!

Forever Evil a primeira mega-hyper-super-saga da DC depois do reboot retorna com o grupo Sindicato do Crime (que já teve três versões na editora, vejam aqui) e durante meses tem se requentado o mistério da função do Nightwing na saga.

Explico: quando começou a divulgação de Contagem Regressiva para a Crise Infinita (o especial, não a série) cogitou-se por um tempo que Nightwing, o jovem Richard "Dick" Grayson, o primeiro Robin, seria assassinado. Não foi, mas durante anos os autores se referiram ao fato como uma possibilidade.

Com o início de Forever Evil o novo Sindicato do Crime revela para o mundo a identidade do herói e somente alguém muito tolo não iria fazer as ligações necessárias e por dedução descobrir a identidade do Batman (basta fazer uma ligação com a história dos Novos Titãs).

Novamente a editora oferece aos leitores um evento bombástico para atrair sua atenção.

Funcionará? Qual será a solução para o problema? Por acaso uma mega lavagem cerebral mística?

Veremos.

Doctor Who Autumn Special: The Waters of Mars (2009)

[A trama]
A base terráquea em Marte (Bowie Base One) recebe a visita do Doutor em 21 de novembro de 2.059, ao mesmo tempo em que é infestada por um vírus marciano que passa a dominar as pessoas e pretende viajar para a Terra.
[Comentários]
Este especial de 2.009 parece ser distante do tom levemente descontraído de boa parte dos episódios da série da BBC, Doctor Who. A trama é pesada e a maquiagem realmente deixa as pessoas com aspecto alienígenas real, ainda que em alguns momentos a iluminação não ajude. A história ecoa tanto Alien (1978) de Ridley Scott quanto outros filmes e séries de TV que falam sobre uma população de cientistas cercadas e refém de uma forma de vida ou experimento que deu errado. Aqui o adicional é que sabemos que os cientistas morrerão.

A ideia é que uma civilização marciana (the Ice Warriors) prendeu no gelo criaturas em forma de vírus e que milênios depois a base terráquea, no processo de exploração da água congelada para abastecer a estação, as libertou.

A trama secundária é que o Doutor (David Tennant) conhece o destino dos membros da base e reluta em salvá-los, já que a bisneta da Capitã Adelaide Brooke (Lindsay Duncan) influenciada pelo familiar chegará às estrelas, se casará com um príncipe e iniciaria uma nova raça. Ao salvar os cientistas o Doutor poderia alterar a história.

O conflito é claro: o Doutor é senhor do tempo ou apenas um refém dos eventos, cumprindo um papel como todos? E outro: poderia o Doutor realmente alterar a história? E se o fizesse qual seria o novo futuro da humanidade?

Parte de uma série de especiais entre 2008-2010 e especialmente a trilogia final do décimo Doutor (este especial e as duas partes de The end of time), The Waters of Mars foi escrito por Russell T Davies e Phil Ford, dirigido por Graeme Harper e ganhou o Prêmio Hugo 2010 de Best Dramatic Presentation, Short Form.

De longe é uma das melhores tramas do personagem que já assisti, já que consegue unir a trama principal do vírus e a dúvida da trama secundária de mudar a história, mas, ainda assim, gera um certo incômodo a maneira como aceitam a presença do Doutor e não o responsabilizam pelos acontecimentos. Certamente o quê fica subentendido é que a existência do Doutor seja de domínio público em certas esferas, o quê é uma solução simples e coerente, mas que deveria ficar mais explícita.

Especiais de Doctor Who (2005-13)
Data
Título
18/11/2005
Doctor Who: Children in Need
25/12/2005
The Christmas Invasion
25/12/2006
The Runaway Bride
16/11/2007
Children in Need Special: Time Crash
25/12/2007
Voyage of the Damned
25/12/2008
Christmas Special: The next Doctor
11/04/2009
Easter Special: Planet of the Dead
15/11/2009
Autumn Special: The Waters of Mars
25/12/2009
e
01/01/2010
Christmas Special: The End of Time, part I
New Year's Special: The End of Time, part II
25/12/2010
Christmas Special: A Christmas Carol
25/12/2011
Christmas Special: The Doctor, the Widow and the Wardrobe
25/12/2012
Christmas Special: The Snowmen
23/11/2013
50th Anniversary Special
25/12/2013
Christmas Special, 2013