Orson Scott Card, GLST e DC Comics: A censura vence!
A DC anunciou como escritor do primeiro
arco o escritor de sci-fi e mórmon, Orson Scott Card,
responsável pelo excepcional Ender's Game, no Brasil, O
jogo do exterminador, que irá ter sua versão cinematográfica
neste ano e que a Devir Livraria acabou de lançar o quarto e
final volume da série – veja o review do primeiro livro
aqui.
Orson Scott Card já havia colaborado
com os quadrinhos com a versão Ultimate do Homem de Ferro
e teve uma produção razoável. Mas o autor é um conhecido
homofóbico e defensor do casamente heterossexual. A comunidade GLST
(gays, lésbicas, simpatizantes e transgêneros) pressionou a DC
Comics para que não contratasse o autor.
A editora primeiro publicou um
press-release em que avisa que as opiniões de seus autores
não correspondem às suas, mas no início da semana, foi anunciado
que Card se afastou do projeto.
Isto é censura!
A comunidade GLST está censurando um
autor que pensa diferente dela e impedindo-o de trabalhar e de
divulgar suas ideias. Em primeiríssima instação isto é
perseguição! Estão pressionando uma empresa para que não contrate
um funcionário apenas porquê ele pensa de forma diferente.
Quando autores gays forem demitidos,
não por vendas ou por produção inadequada, mas apenas por serem
gays, que ninguém venha reclamar. Especialmente em um momento em
estão inserindo uma dezena de personagens gays nas histórias.
Alguns com razoável qualidade (Batwoman, Earth 2),
outros apenas para explorar vendas em um novo nicho consumidor
(Jovens Vingadores, Turma Titã e X-Treme X-Men).
Diga-se de passagem que o texto que o
autor escreveria para uma série do Superman dificilmente iria
tocar no assunto já que o público é muito amplo. Também se
estranha o fato de que quando Chuck Dixon, autor conhecido por
suas ideias de extrema direita, assumiu a série do Meia-Noite,
personagem assumidamente gay, ninguém chiou tanto. Meia-Noite é uma
releitura do Batman para o universo WildStorm, agora
incorporado ao Universo DC (DCU). Ele tem um caso com Apollo,
que por sua vez é uma releitura do Superman.
Alocar um escritor de extrema direita
para as histórias de um gay fetichista sadomasoquista é limitar a
abordagem do personagem. Algo bem diferente que alocar um escritor
homofóbico nas aventuras do último filho de Krypton que terão como
público crianças, jovens adolescentes e adultos de todas as nações,
algumas com sérias restrições quanto ao conteúdo das publicações
em quadrinhos.
No fim, a questão que permanece, é se
fazer dos quadrinhos palco para os conflitos resultantes das novos
abordagens da sexualidade é sadio e oportuno? Às vezes vejo gays
retratados de forma estereotipada e que a editora apenas quer
empurrar seu produto para um público que tem alto poder de consumo.
Raros são os casos que um retrato sério do assunto. Raros são os
personagens que servem além do chocar o leitor e causar vendas para
a série.
A maldade está nos olhos de quem vê
A capa de Justice League of America
v1 #109 (1974) traz uma cena clichê com o Superman
entrando por uma porta e fazendo um anúncio bombástico.
Mensagens eróticas subliminares sempre
tiveram seu espaço nos quadrinhos, especialmente nos anos mais
recentes e nos quadrinhos underground, mas esta suposta
mensagem em um quadrinho mainstream eu deixo para que os fãs
julguem.
Normal.
Exceto que a posição da mão e do
rosto de Canário Negro parece ocultar algo que a moça
estivesse segurando e levando à boca.
Observe nas imagens ao lado.
Mensagens eróticas subliminares sempre
tiveram seu espaço nos quadrinhos, especialmente nos anos mais
recentes e nos quadrinhos underground, mas esta suposta
mensagem em um quadrinho mainstream eu deixo para que os fãs
julguem.
Teria a equipe de produção da capa
tido este desejo ou eu apenas “vi demais”?
Justice League, The Satellite Years 1972
1972 começa de um jeito bem diferente
mesmo mantendo a mesma equipe de produção, Mike Friedrich,
Dick Dillin e Joe Giella.
Primeiro os temas “humanos” passam
a serem secundários e depois as histórias passam a ter mais
páginas, às vezes estendendo-se para a próxima edição.
É assim no arco “The coming of -
- Starbreaker”, que transcorre nas edições #96 (fev),
97 (mar) e 98 (may) com os títulos “The coming of
- - Starbreaker”, “The day the Earth screams!” e “No
more tomorrows!”.
A trama guarda resquícios da Trilogia de Galactus da série Quarteto Fantástico. Aqui o Starbreaker é uma criatura que se alimenta da energia de mundos destruídos – que ele atira em suas estrelas-mães – e as energias crescem de potência se a população estiver aterrorizada. No geral, a mesmíssima história de um monstro que se alimenta da destruição de um mundo.
O vampiro cósmico, desenhado como um
Drácula sci-fi, ataca Rann, onde Gavião Negro,
Flash e Lanterna Verde estão graças ao cruzamento do
raio de transporte da Liga com o Raio Zeta que
transporta Adam Strange. Os heróis derrotam com certa
facilidade cópias energéticas do vilão, mas ele jura segui-los até
a Terra!
Na edição seguinte (#97), Starbreaker
ataca na Terra e derrota os heróis sem muita cerimônia.
Aterrorizados os heróis recebem uma injeção de ânimo de Gavião
Negro que os faz ouvirem as gravações da origem da equipe, uma
forma de uni-los contra um mal comum. No final da edição surge
Sargon, o feiticeiro!
Na conclusão (#98), Sargon, o
feiticeiro, personagem da Era de Ouro oferece o auxílio aos
heróis, um recurso deus ex machina com o místico, usado com
frequência como veremos mais adiante na edição #103.
Eles devem reunir mais duas
contrapartes do Rubi da Vida, a joia que fornece energia ao
mago, e atacarem o Starbreaker no plano emocional. Claro que
funciona, com duas divisões da equipe em times, uma para encontrar
os rubis e partir para o ataque e uma nova divisão para enfrentar o
vampiro em diferentes épocas. Às vezes o usa do recurso da divisão
de uma equipe de heróis em duplas ou trios cansa. Este é um
exemplo.
Sargon, curiosamente é reconhecido por
Flash como um herói da época de sua infância, mas desconhecido por
Canário Negro, o que faz com que seja um personagem da
Terra-1 apesar de criado em 1947.
A trama termina com a derrota do
vampiro, que é levado para os Guardiões da Galáxia pelo
Lanterna Verde, mas não tem um bom desenvolvimento. Starbreaker que
é apresentado como quase onipotente, mas é derrotado facilmente sem
uma clara razão de vantagem para os heróis.
Ainda que tenha migrado para um aspecto
mais cósmico, Friedrich não deixava de esquecer que o aspecto
emocional dos heróis, individualmente meros seres humanos, era o quê
realmente importava, mas não parece estar à vontade escrevendo esta
versão da história do tirano que irá destruir o mundo.
A edição #99 (junho) trouxe a
última colaboração de Mike Friedrich naquele momento. A história
“Seeds of destruction” com arte de Dick Dillin & Joe
Giella traz novamente uma história humana, onde alguns alienígenas
espalham sementes de plantas para purificar planetas poluídos...
hum, conheço a ladainha...
Claro que os objetivos os põe em
choque contra a Liga da Justiça, na verdade, em função de uma
série de enganos de ambos os lados.
Então tivemos o popular cross-over
de verão entre Liga da Justiça & Sociedade da Justiça. Desta
vez a trama tinha que ser maior que as anteriores pois coincidiria
com o aniversário de 100 edições da série. A história inicia na
edição #100 (agosto) com “The unknown soldier of
victory” por Len Wein, Dick Dillin e Joe Giella.
Continuou na edição #101 (sept) com “The hand that
shook the world”e concluiu na edição #102 (outubro)
com “And one of us must die!”, esta com finais de Joe
Giella e Dick Giordano, nas
edições seguintes Giordano seria o responsável pelas finais.
Veja o review dessa crise aqui.
Wein, que será o responsável pela
criação do Wolverine em 1.974 e de sua versão na DC (o
Steel, traduzido por aqui como Comandante Gládio),
assim como o escritor de Giant Size X-Men com os ...all new
all different X-Men, tem uma narrativa mais adequada ao formato
de equipe de heróis. Apesar do texto humano de Friedrich, de certo
modo, um resultado das boas críticas na série Green
Lantern/Green Arrow (boas críticas que não resultaram em boas
vendas, fazendo inclusive o título ser cancelado), diga-se de
passagem, tudo se tornou estereotipado demais.
Será que é difícil levar a sério a
ameaça da poluição quando temos pessoas fantasiadas? Será que é
difícil acreditar que todo empresário só deseja o lucro, não
importando a que custo em um mundo tão hedonista quanto o atual?
#103 (dezembro) traz “A stranger
walks among us!” onde o Vingador Fantasma (Phantom
Stranger) leva à Liga o aviso de que vários de seus membros irão
morrer nas próximas 24 horas, segundo uma lenda da cidadezinha de
Rutland, Vermont. Era edição de Halloween e a editora
resolveu contar uma história de fantasmas com a equipe de heróis.
Aqui Felix Fausto invoca demônios aproveitando-se das brechas
místicas criadas pelo Dia das Bruxas. Os demônios passam a habitar
os corpos de civis fantasiados e irão atacar os heróis.
Rutland tem uma parada no Halloween que
é muito citada nos quadrinhos, tendo geralmente a participação dos
próprios autores. Aqui Len Wein aparece e fica maravilhado
com a disposição da Liga em participar do desfile que logo se torna
um confronto entre os heróis e os possuídos – geralmente com
uniformes de heróis da editora concorrente.
Apesar de uma aparente derrota o
Vingador Fantasma consegue impedir a morte dos heróis e garantir a
derrota do feiticeiro. É o segundo vez que se utiliza o recurso deus
ex machina no ano, mas a presença do Vingador Fantasma faz o
leitor esquecer este detalhe.
Deus ex machina era um recurso muito
utilizado no teatro grego. Basicamente um deus saia de uma máquina
que entrava em cena durante o espetáculo e resolvia todos os
conflitos existentes. No reino dos quadrinhos há muita utilização
deste recurso.
E terminou mais um ano de um modo geral
bem melhor aproveitado que os dois anteriores, agora com um
direcionamento focado em narra histórias clássicas de heróis (bem
x mal). Wein é, de longe, melhor escritor que Mike Friedrich. Se
duvida compare os dois cross-over de verão da Liga x Sociedade. E a
arte, que continuava nas mãos de Dick Dillin (até a edição #183)
ganha com a entrada de Dick Giordano como finalista. A Liga como
equipe e como série em quadrinhos termina 1972 melhor do quê
iniciou.
Robin morreu!
Peraí, de novo?
O Robin Damian, filho de Batman
e Talia Head morreu em Batman Inc. #8, recém lançado
nos EUA. É o terceiro Robin que morre. Antes foram para o além o
segundo Robin, Jason Todd, e a 4ª Robin, Steph Brown.
Todd e Brown retornaram do além de maneiras nebulosas, que “prefiro
não comentar”.
Damian foi criado por Grant Morrison
no arco Batman & Filho em 2.006, logo depois de Crise
Infinita que supostamente teria corrigido algumas inconsistências
cronológicas na DC Comics. A louca viagem de Morrison levou o
homem-morcego à morte em Batman RIP e Crise Final,
cerca de dois anos depois.
Damian assumiu definitivamente o lugar
como Robin do novo Batman na série Batman & Robin também
por Morrison. Aqui era o Robin de Dick Grayson, que tinha
assumido o manto do homem-morcego.
Evidentemente Bruce Wayne
voltou! (Claro!)
A DC então dá Batman & Robin para
outro escritor, que irá explorar a dinâmica pai x filho pois com o
retorno Damian deixou de ser o Robin do ex-Robin. Mas o ex-Robin não
deixou de ser Batman e a DC tinha dois batmen. Metade dos
títulos era Dick, metade Bruce. Mentira! Bruce ocupava pelo menos
dois terços.
Com isso Morrison vai para o terceiro
título Batman Incorporated que iria concluir em dois anos a
longa trama iniciada por Morrison.
Batman Inc. foi interrompida no reboot
mas retornou como o “53ª” título da editora.
No fim o quê eu pergunto é se faz
sentido vai um personagem apenas para matá-lo. Acho que faz!
Sinceramente!
Mas se Batman ficou ultraviolento com a
morte de Todd, que dirá com a morte de seu filho!
Wolverine e Hércules tem um caso!
Mentirinha...
Uma edição recente mostra uma versão
alternativa do Wolverine, chamado Howlett tacando um beijo na
versão local do semi-deus Hércules. A edição foi lançada e
ninguém viu até que um site chamou a atenção para o fato. Aí
polarizou e chamou novamente a atenção para a indústria inserir
questões homossexuais nos quadrinhos. Recentemente a Marvel fez um
casamento gay e a DC promete o mesmo.
Apesar de a DC Comics levar a
fama de ter um multiverso, a Marvel Comics explora
comercialmente a mesmíssima premissa desde o início dos 2000 na
série Exiles. Sim, eu sei que já havia outra série Exiles
de premissa semelhante na década anterior.
A série X-Treme X-Men que não
acompanho parece-me ter uma premissa semelhante à Exiles: apresenta
versões dos personagens clássicos da editora em outras dimensões.
Uma edição recente mostra uma versão
alternativa do Wolverine, chamado Howlett tacando um beijo na
versão local do semi-deus Hércules. A edição foi lançada e
ninguém viu até que um site chamou a atenção para o fato. Aí
polarizou e chamou novamente a atenção para a indústria inserir
questões homossexuais nos quadrinhos. Recentemente a Marvel fez um
casamento gay e a DC promete o mesmo.
Minha atenção, no entanto, está em
James Robinson. Autor de Terra 2, uma série de Os
Novos 52 da DC Comics, que faz uma releitura da Sociedade da
Justiça, ele apresentou o Lanterna Verde Allan Scott como
gay.
Fãs brasileiros enxeram o saco de
Robison e ele prometeu que quando chegar o momento irá fazer Scott
ter um namorado brasileiro. Áh! Será muito divertido!
Mônica, 50 anos!
A última semana foi especialmente
cheia para os fãs de quadrinhos. Mônica,
criação de Maurício de Souza, completou cinquenta anos no
domingo, 03/03/2013.
Parabéns!
Em um país onde não há histórico de
produções nacionais duradouras, Mônica e sua turma estão à
disposição do público mês a mês a cinco décadas e sua variação
“Turma da Mônica Jovem” tem tiragens superiores a 400 mil
exemplares!
Justice League, The Satellite Years: 1971
1971 começou como
terminou o ano anterior, muitas aventuras queriam mostrar os
empresários como estúpidos gananciosos que não se importavam com a
poluição, e como já vimos não raro eram alienígenas.
A edição #87
trouxe mais um exemplo na confusa trama “Batman-- King of the
world”, uma trama especialmente bizarra. Dividida em duas
partes a trama peca por atirar em várias direções e não se
preocupar em contar uma história com início, meio e fim. Na
primeira parte Batman & Gavião Negro são
dominados mentalmente por robôs gigantescos e alienígenas no Peru.
Era mês de visita de Zatanna (com cartola e meia arrastão) e
os heróis enfrentam os robôs, que enlouqueceram o homem-morcego que
por sua vez exige a morte dos colegas.
Resolvido a primeira
parte na página 15 da edição – lembre-se que a média era 21
páginas – Lanterna Verde, Flash, Zatanna e
Elektron vão para Cam-Nam-Lao (“a planet once
dominated by highly competitive business corporations”) e lá
enfrentam os Heróis de Angor, em um primeiro
momento equivalentes genéricos dos heróis da Liga (Jack B.
Quick, um velocista; Blue Jay, um humano em tamanho
miniaturizado e com asas; Silver Sorceress, uma feiticeira e
Wandjina, o deus aborígene australiano das chuvas), mas uma
análise mais apurada nos mostra uma versão dos Vingadores, a
equipe de heróis da editora rival.
Acreditando que a outra
equipe é responsável pelos robôs há uma batalha, mas o fato de
que Zatanna se preocupa com Blue Jay, ferido, faz com que os Heróis
de Angor e a Liga encerrem a questão. Por Mike Friedrich,
Dick Dillin & Joe Giella.
A edição #88
(março) trouxe “The Last Survivors of Earth!” onde uma
nave vinda de Mu cria ameaças ligadas ao clima. A Liga falha
em impedir estas ameaças, mas seres humanos comuns obtêm sucesso,
mostrando que todos são especiais. Se a história em si não é
muito significativa, Friedrich põe um ponto final do romance de
Canário Negro & Batman, fazendo a moça dizer que o vê
como um irmão e quem a atraia realmente era o Arqueiro Verde.
“The most
dangerous dreams of all!” (#89, maio) traz a história
do escritor que sonha com os enredos de seus textos e rompe a
barreira entre realidade e fantasia, pondo os heróis em risco.
Apesar de um bom plot geral o desenvolvimento das histórias
escritas por Friedrich era bem ruim, por um lado distante do padrão
de bem versus mal, mas por outro, também usando e abusando de
soluções deus ex machina.
“Plague of the pale
people” (#90, junho) mostra uma revolta das “pale
people” no reino submarino de Aquaman. O príncipe Nebeur
usa um gás criado pelos homens da superfície para fazer frente à
Aquaman e seus amigos, mas a história ruma novamente para o conflito
entre homem e a poluição e sobre a importância das pessoas comuns.
Nesta altura eu já sinto falta dos conflitos maniqueístas padrão
da indústria.
Esta falta não é
suprida com o encontro da Liga & Sociedade da Justiça
naquele ano. Justice League of America #91-92 (ago e set/1971)
apresenta “Earth the monster-maker” e “Only someone
who is unique to both Earths...” um dos piores encontros de
verão que já li (veja o review aqui).
Produzido pela equipe
padrão da série, vale como curiosidade o fato que Kal-El e
Kal-L eram retratados com a mesma fisionomia, sem nenhuma
grande diferença. Outro fator interessante é que o Robin da
Terra-1 (a “nossa” Terra) ganhou um novo uniforme, mas os meses
fizeram que esta variação se tornasse o terceiro uniforme do seu
equivalente na Terra-2.
A edição #93
(out-nov/1971) é um Giant Size que traz o reprint de
Riddle of the Robot Justice League (#13, ago/1962) e
Journey in the micro world (#18, mar/1963), ambas por
Gardner Fox, Mike Sekowski e Bernard Sachs.
Em seguida temos “Where
strikes Demonfang?” (#94, nov) por Mike Friedrich, Dick Dillin
e Joe Giella.com algumas páginas com arte de Neal Adams. É,
na verdade, um protótipo do tie-in moderno. Aqui tramas que
estão ocorrendo em Batman se estendem para a série da Liga quando o
Sensei, líder da Liga dos Assassinos, envia M'Naku e
em seguida o arqueiro Merlyn para eliminar o homem-morcego. Ao
mesmo tempo, Desafiador que tinha uma pista do possível
crime, domina Aquaman e tenta auxiliar a equipe, mas
evidentemente é descoberto pelo maior detetive da DC Comics.
O ano termina (#95,
dez) com outra história de conteúdo social quando um soldado negro
retorna da guerra e não encontra uma sociedade que o recebe de
portas abertas. Mutante (olha aí, um mutante na DC) desenvolve o
poder de controle de massas pela voz, torna-se um cantor típico da
geração paz & amor, mas erros de avaliação o fazem enviar
pessoas comuns contra os heróis. Percebendo seu erro, ordena que a
turba dirija o ódio a ele e ferido, perde seu poder. Nesta época
Friedrich já usava a última página para evidenciar a trama do
número seguinte, algo que fez diversas vezes durante o ano. Arte de
Dillin e Giella.
De um modo geral o melhor
do ano seria a criação dos Heróis de Angor, que só teriam
realmente importância para as tramas da Liga dezesseis anos depois
na série Justice League de Keith Giffen, JM
DeMatteis e Kevin Maguire e o tie-in com as tramas
de Detective Comics/Batman e Brave and the Bold (a
edição #94). De resto muitas tramas de apelo social dispostas a
evidenciar as injustiças, a falta de preocupação dos empresários
com a poluição e que, apesar de seu caráter dúbio, o ser humano
comum é capaz de escolher o bem da maioria.
Sinceramente Friedrich
não explorava o potencial do grupo como força de combate à grandes
ameaças, como Os Vingadores da Marvel, que também tinham tramas de
caráter humanista, mas rendiam-se facilmente à ação no padrão
Marvel.
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The Satellite Years
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Ano
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Edições
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1970
|
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1971
|
#87-95
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