Black Hammer (v 3): Age of doom Part I [2019]
Por algum motivo insólito Jeff Lemire (texto) cancelou a série "Black Hammer" e iniciou a série "Black Hammer: Age of doom". Este encadernado, numerado na borda com o "3", reúne as edições 1 a 5 desta segunda série.[A trama]
Lucy, a filha de Black Hammer, é agora a nova Black Hammer e ela tem respostas para onde estão os justiceiros transportados com seu pai. Mas alguém não quer que a verdade venha à tona e irá levar Lucy em sua viagem por distintas paragens!
[Comentários]
A edição tem cerca de 120 páginas e novamente flui bem, mas o ritmo começa a cair um pouco.
Lemire insere ou reforça a presença de personagens daquele universo, uma estratégia para permitir o lançamento de séries derivadas (Sherlock Frankestein & The Legion of Evil; Doctor Star & The Kingdom of Lost Tomorrows) e o universo continua a crescer com The Quantum Age, Cthullu Girl e Black Hammer '45.
Um mal comum no atual momento dos quadrinhos norte-americanos é que a série poderia perfeitamente ser publicada no formato de graphic novel com (talvez) 60 páginas e encontraria um tamanho ideal para não esticar demais a história.A função deste volume é dar tempo para que Lucy (re)descubra quem traiu os heróis, algo que já desconfiávamos desde o volume 2 [Veja aqui review do volume 1]. Apenas fica a dúvida sobre o porquê, já que apenas o equilíbrio de forças não me parece um bom motivo.
Lemire constrói bons momentos como quando Lucy navega entre dimensões na "Cabin of Horrors" da Madame Dragonfly ou quando a heroína encontra com um contador de história e sua excêntrica família, cujos nomes lembram o universo dos editores de livros. Fica claro, porém, a sensação de que poderia ter tomado menos páginas.
Dean Ormston - que não é o artista das séries derivadas - continua a entregar um trabalho competente e bem acabado, capz de ir da ficção científica para o terror/mistério com facilidade.
No geral mais um bom momento para a série, mas é um volume de "meio", que necessita de pré conhecimento para se importar com o quê está sendo narrado ali.

Black Hammer (volume 3): Age of doom, part I
ISBN 978-1-50670-389-3
Dark Horse
janeiro de 2019
Um #Shazam!, três visões!
Neste
fim de semana furei a fila de leituras e resolvi ler um material do
Capitão Marvel da DC Comics, atualmente conhecido como
Shazam. Li três histórias de três continuidades distintas.
Seguem minhas impressões.
O
Poder de Shazam! → 22 anos depois da publicação nacional
(dez/1996) a graphic novel de Jerry Ordway continua
excelente. Narra em flashback como expedição arqueológico
dos pais de Billy Batson traçam o destino deles, do menino e
de Teth Adam, assim como do empresário Silvana, que
financiou a expedição mas queria lucros maiores. No presente o
menino descobre o Mago e ao pronunciar o nome do mago
(Shazam!) se torna um campeão da justiça e de imediato enfrenta a
ameaça do Adão Negro, um campeão do Mago que se tornou
maligno e que reencarna em um descendente.
Desenhada
e pintada por Ordway a edição é permeada por um tom de nostalgia
mas com uma construção narrativa que prende a atenção. Gerou uma
série regular também muito boa que foi parcialmente publicada no
Brasil.
Convergência:
Shazam, Homem-Borracha & Os Combatentes da Liberdade → Em
fevereiro de 2016 a Panini publicou a saga “Convergência”,
em geral tola. Mas trouxe várias edições especiais interessantes.
Aqui Jeff Parker e Evan Shaner conseguem minimamente construir
uma aventura dentro da continuidade da série dos anos 1970, apesar
da constante bobagem que é “Convergência”: terras alternativas
se enfrentando. O Shazam dos anos 1970 enfrenta o Batman da Era
Vitoriana (Gotham by Gaslight) e realmente os autores
conseguem colocar Silvana e Átomo como vilões
pitorescos e críveis, além de usar bem os vilões do herói.
É
divertido como curiosidade! Não é uma história do Capitão
Marvel/Shazam mas uma aventura do Universo DC em mais uma saga
que conta mais uma ameaça ao seu Multiverso. Apesar disso,
Parker e Shaner usam bem os elementos, a Família Marvel tem
protagonismo e o traço é adequado. Para fãs... mas é divertido!
Shazam
e a Sociedade dos Monstros → Escrito e desenhado por Jeff
Smith (Bone), publicado em 2015 pela Panini e reimpresso
agora em 2019 é dirigido ao público infantil, ou talvez
infanto-juvenil. A série é autocontida e cria mais uma continuidade
para o campeão do Mago. Mesmas ideias básicas gerais: Billy Batson
é um orfão que vive nas ruas e se torna o escolhido do Mago para
usar os poderes místicos para defender a justiça. Aqui é centrado
no enfrentamento com gigantescos robôs alienígenas, um Silvana com
influência política e uma irmã (Mary Marvel) que não se torna uma
adolescente, mas uma menina com poderes equivalentes – e
temperamento de menina, claro.
Esperava
mais do Smith, especialmente por causa de Bone e do que ele
representa. A história não é fluida e há elementos que parecem
ideias abandonadas. A ideia de que o Capitão Marvel é uma
consciência separada e não um Billy crescido não me pareceu
adequada. Sei que o projeto teve problemas na DC – quem não tem? -
mas de longe é a versão mais fraca do personagem, perdendo até
para a bobagem que é Convergência, mas que consegue contar uma
aventura estruturada. Os traços do Smith são bons, mas sozinhos não
sustentam a aventura.
São
três opções para ler histórias de origens de Shazam e conhecer um
pouco o personagem.
Mudança no formato das tiras de Príncipe Valente
| Tira de Prince Valiant de 24/03/2019 |
Enquanto a
publicação de uma série de 80 encadernados da série de tiras
dominicais de “Príncipe Valente” se torna realidade pela Editora
Planeta DeAgostini em abril de 2019 – levando o podcast Os Confins
do Universo a fazer um excelente episódio (aqui), em 7 de abril de
2019 aconteceu o inimaginável!
A
prancha dominical que há décadas é no tamanho de meia página de
jornal com 3 linhas de quadros, alterou o formato para uma tira em
formato horizontal, com apenas 2 linhas diminuindo assim uma linha em
relação ao formato apresentado até 31/03/2019.
Algumas
propriedades da King Features não tem material inédito há anos
(Flash Gordon) e a mudança em um material tão belo quanto Princípe
Valente deve significar uma reestruturação da série para um
formato mais comercial.
Lamentável!
![]() |
| Tira de Prince Valiant de 7/04/2019 |
















