A mão esquerda da escuridão, Ursula K. Le Guin
[Trama]
Genly
Ai, embaixador de uma organização que agrega vários planetas,
chamada Ekumênico, chega a Gethen, conhecido como
Inverno, e encontra um mundo dividido em nações onde se
destaca uma monarquia (Karhide) e uma suposta nação
tecnológica (Orgotta), mas que se revela um regime comunista
com direito a emprego para nada fazer fornecido pelo Estado, censura
prévia e prisões em ermos gélidos.
Incapaz
(como eu) de entender as nuances daquele mundo, onde seus habitantes
possuem ambos os sexos e a fisionomia andrógina, Ginly Ai é tratado
como aberração e mentiroso em ambas as nações. A trama
basicamente é sobre o estranho de uma sociedade sem sexo e sem
papéis pré-definidos e sua fuga para chamar seus companheiros que
aguardam no espaço. Desconfiado da ambiguidade levemente feminina de
Estraven, que desde sua chegada em Karhide passou a ser seu
interlocutor com o rei, Ai teme uma traição. Foge e se percebe em
uma situação ainda pior.
Sentido-se
culpado do destino de Ginly Estraven decide resgatá-lo para permitir
que convoque seus companheiros. Como subplot parte da história
das tradições de Gethen e parte da história de Estraven.
[Opinião]
Mais
longo do quê acredito ser necessário, A mão esquerda da
escuridão daria um excelente conto ou novelletta. No
formato em que ficou, se entende tediosamente na fuga dos personagens
principais e sua luta para enfrentar uma região gélida.
Ganhador
do Hugo e Nebula como melhor romance (1969 e 1970,
respectivamente), em 1987 a revista de ficção científica Locus
o ranqueou como o segundo melhor romance de sci-fi
de todos os tempos.
Há
detalhes interessantes como o tratamento da sexualidade dos
habitantes de Inverno e o fato que eles são essencialmente
assexuados exceto em um período de cio chamado kemmer. Como
cada habitante pode assumir atributos femininos ou masculinos
variáveis a cada kemmer, este fator influenciou profundamente
aquele mundo. Um bom exemplo é que eles não conhecem a guerra e nem
o sexo não consensual e o estupro. Por extensão aparentemente não
há prostituição e excessivo protecionismo aos filhos ou disputa de
amor entre “pai” e “mãe”. Em divisão entre sexos não há a
submissão do feminino antes o masculino e nem a ligação exclusiva
de um sexo com o espiritual. Talvez eu ficasse mais feliz se a autora
escrever de maneira rasteira e se concentrasse em comparar as
sociedades “padrão” e de Inverno.
Então,
apesar de um cenário bastante interessante no que se refere às
pessoas, mas pouco desenvolvido na questão do clima, não consegui
manter-me entusiasmado no trabalho tão elogiado.
A
mão esquerda da escuridão, Ursula K. Le Guin, tradução
de Susana L. de Alexandria. Aleph, 2014, 2ª edição.
ISBN 978-85-7657-184-1.
Mangá: All you need is kill (2015)
[Trama]
Alistado
sem experiência para combater uma invasão alienígena, jovem
soldado descobre que ao morrer em no campo de batalha retorna sua
consciência com as memórias intactas para seu corpo, alguns dias
antes. É o loop infinito de morte e ressurreição, dor e
renascimento.
Após
choque inicial usa a seu favor a habilidade e desenvolve um
treinamento que permite fazer a diferença na guerra. Algum tempo
depois encontra uma jovem em posição semelhante à sua e pretendem,
trabalhando juntos encerrar a guerra.
[Opinião]
Ótimo
mangá publicado em apenas dois volumes em fins de 2014 e início de
2015, All you need is kill é muito bem desenhado e
extremamente violento. Se a primeira parte é empolgante, com um
crescendo constante focado no treinamento do soldado Keiji Kiriya
e sua caracterização, a segunda centrada na sua parceira, Rita
Vrataski não é tanto, especialmente quando passa a traçar um
motivo para os loops e como acabar com eles e junto com a
invasão. Fica extremamente técnico e pouco crível.
A
principal falha da história é sobre os vilões, os
mimetizadores. Criaturas descaracterizadas, sem moral, sem
sentimentos, sem personalidades, praticamente bidimensionais. Existem
para atacar e morrer e justificar parte da trama. Em alguns momentos
lembram os marcianos de Guerra dos Mundos assim
como a raça do pai de Moonshadow.
Em
vários momentos a equipe de arte cria painéis com Keiji e Rita
lutando contra os mimetizadores em suas armaduras e cada qual com um
enorme machado que evoca o melhor que havia em séries de sci-fi
e fantasia como Heavy Metal e (acredite!) A espada selvagem
de Conan. Noutros lembra a vasta tradição nipônica de humanos
vestidos em armaduras contra alienígenas e suas batalhas
extenuantes.
Ainda
assim é uma história de guerra e sci-fi acima da média.
All
you need is kill, 2 edições, JBC Editora, 2014 e 2015.
História de Hiroshi Sakurazaka, storyboards de Ryosuke
Takeuchi, ilustrações de Yoshitoshi Abe e arte de
Takeshi Obata e equipe.
Coleção Histórica Marvel, Os Vingadores #4: Ultron (2014)
[Trama]
Em quatro
oportunidades os Vingadores e seus aliados enfrentam o
androide Ultron.
Na
primeira os Vingadores e o Quarteto Fantástico são
convidados para o casamento de Cristalys e Mercúrio,
ela uma inumana e ele um mutante, filho de … alguém! A
história em duas partes foi publicada em The Avengers #127 e
Fantastic Four #150 e, se não empolga enquanto enfrentamento
entre as equipes e o Ultron-7, ao menos dá um ponto final
para a trama do coma de Franklin Richards.
Três
anos depois em 1.977 o robô retornaria em The Avengers #161-162
para usar Hank Pym, seu criador nos quadrinhos, para construir
uma companheira a quem pretendia ser animada com os padrões mentais
de Janet Van Dyne, a Vespa. Jim Shooter não é
o melhor escritor da equipe e investia muito na trama de Korvac,
mas consegue uma boa aventura semelhante em linhas gerais à história
de A noiva de Frankenstein. Nos anos 1.970 a narrativa poderia
ser dada aos leitores aos pedaços e meses depois em The Avengers
#170-171, a “noiva” é ativada e há um novo enfrentamento
entre a equipe e os heróis, enquanto fica evidente que há, no
mínimo, mais uma aventura sendo narrada.
Para
terminar em The Avengers #201-202, a noiva já tem nome
(Jocasta) e colabora com a equipe que enfrenta novamente a
ameça de Ultron, que agora foi reconstruído pelo Stark em
função de uma sugestão hipnótica feita em seu último ataque.
[Opinião]
Sou
um entusiasta da série Coleção Histórica Marvel e em
especial de seu papel baxter que creio ser melhor que o LWC,
exatamente pela falta de brilho – ler à noite virou um pesadelo.
Mas como leitor das antigas prefiro uma publicação mais linear e
não períodos tão distintos juntos. A seleção é boa, mas logo
vejo que ali tem a história de Korvac, a história da Madonna
Celestial, entre outras.
São
boas histórias, bastante significativos para o Ultron, ainda que
tenha um arco com o Demolidor na época de Atos de Vingança
que ajudaria a cimentar a questão das inúmeras versões da
armadura. Mas de um modo geral, a segunda série da Coleção
Histórica dos Vingadores que trouxe Warlock, Thanos,
A Guerra Skrull-Kree e esta edição é uma surpresa agradável
para os leitores. Veremos qual será a próxima.
Fúria Vermelha (Red Rising)
[Trama]
Darrow,
um jovem da classe operária – os vermelhos -- que trabalha para
transformar Marte em habitável, descobre ser impossível ter
acesso a recompensas mesmo com a produção adequada. Em seguida
descobre que a semi-escravidão de sua "raça" é baseado
em uma mentira: Marte já é habitável, mas somente as castas nobres
tem acesso a estas áreas.
Por ter
desafiado as classes superiores – os ouros – ele e a esposa são
executados, mas em seu caso é parte de um elaborado plano para
reconstruí-lo geneticamente e inserí-lo em uma escola exclusiva
para os ouros, depois de fornecer um passado falso. Lá ele, além de
conseguir boas notas, deverá se ligar a algum áurico de riqueza e
prestígio incontestável de modo a que este lhe forneça as
condições para continuar uma ascensão social e militar e em algum
momento vingar-se.
[Opinião]
Mais um
trilogia distópica com jovens que será adaptada em breve para o
cinema, Fúria Vermelha é um clichê após o outro. Lembra,
por demais, as escolas de magia de Harry Porter e a luta dos
jovens de Jogos Vorazes. Pelo tema lembra outras obras
importantes da ficção científica como Gateway, AdmirávelMundo Novo e até mesmo 1984, mas não espere nenhuma
complicação.
A motivação
de Darrow é fraca e todo o resto tediosamente previsível. Ele
aceita ser parte do plano de Dancer por sentir a dor da perda da
esposa e sentir-se traído. Acredita que ao terraformar Marte estava
garantindo a sobrevivência da humanidade, uma ideia que foi imbutida
na sua classe social. Ao descobrir que é uma mentira, crê que sua
existência foi uma mentira.
Ao se
infiltrar é previsível os momentos em que ele percebe que nem todos
os ouros são maus e que foram "apenas criados daquela maneira",
assim como os momentos em que se afeiçoa a alguns deles. Diálogos
que remetem ao fato de que em algum momento no futuro terá que
traí-los, ajudam o leitor a lembrar que já viu uma dúzia de filmes
e livros semelhantes.
Se há algo
de bom a ser dito em favor do livro prefiro me concentrar na ousadia
da Globo Livros em lançar um livro recente – foi publicado
nos EUA em janeiro de 2014 e a edição nacional é de
outubro/novembro do mesmo ano. Uma editora nacional investir em
literatura de ficção recente é bom, pena que seja motivado por uma
futura adaptação para cinema, que em caso de sucesso, fará a série
vender bem.
Fúria
Vermelha (Trilogia Red Rising, livro 1), Pierce Brown,
tradução de Alexandre D'Elia, Globo Livros, 2014.
ISBN 978-85-250-5822-5.
Os mortos-vivos volume 13: Fomos longe demais (2013)
[Trama]
A
vida em Alexandria e as escolhas de seus cidadãos. Abraham
é escalado para construir os muros e assume uma posição de mando
em função da covardia do líder anterior. Rick rouba algumas
armas do arsenal com o auxílio de Glenn, depois se envolve em
uma briga doméstica com amargas consequências. Glenn sai para
buscar antibióticos e de volta tem que enfrentar o distanciamento de
Maggie. Michonne depois de uma tentativa falha de
relacionamento com Morgan, assume como “agente” e tem que
deter Rick e por algum juízo nele. Andrea se enamora e se
torna atiradora de elite de uma torre de vigilância. Carl não
se sente bem com a ideia de falhas de seu pai e o recrimina em vários
momentos.
Eles
enfrentam a chegada de um grupo de desconhecidos armados e
momentaneamente vencem. Douglas questiona sua liderança e
praticamente a entrega à Rick.
[Opinião]
O
décimo terceiro volume reúne as edições The Walking Dead
#73-78 e mais uma história curta para o Free Comic Book Day
de 2013. É uma trama política acima de tudo. O quê os
personagens são e fazem e como Alexandria é importante para eles e
até que ponto eles irão para proteger a cidade.
A
interação entre os personagens é importantes para a trama e faz
bem ao desenvolvimento. Pessoalmente acho um pouco arrastado.
De
resto a ideia dos andarilhos atraídos por tiros, ou seja, a horda
conceito cimentado nos últimos dois anos, mas não visto em sua
totalidade ainda, continua a ter espaço, ainda que ninguém cite
neste volume as dificuldades motoras dos zumbis que tinham sido
citadas antes. Há também o surgimento de um novo grupo de
antagonistas. Aqui os incursores são eliminados, mas sabe-se, sem
sombra de dúvida que em breve haverá uma nova tentativa de contato.
Os
mortos-vivos volume 13: Fomos longe demais, março de 2014. HqM
Editora. Texto de Robert Kirkman, lápis e finais Charlie
Adlard e tons de cinza Cliff Rathburn. ISBN
978-85-998-5979-7.
Os mortos-vivos volume 12: Cercados pelos vivos (2013)
[Trama]
Cai
por terra a farsa do centro de comando em Washington: Eugene é
um simples professor que lutava para parecer importante e manter-se
vivo. Havia mentido para que o grupo o protegesse.
Em
seguida Rick e seu grupo são recrutados para uma comunidade
de sobreviventes e assim que aceitos, tem dificuldades em viver em um
grupo de pessoas.
[Opinião]
Observe
atentamente a página 24 deste encadernado. É um divisor de águas.
Podemos dizer, sem sombra de dúvida que The Walking Dead vai
do número 1 ao 67 e depois há o restante.
Não
quero dizer que a série se tornará inferior. Mas o primeiro ciclo
termina e a partir de agora inicia um segundo ciclo que é a
reconstrução da civilização. Woodbury não era a
reconstrução da civilização pois mantinha em vista o mundo
apocalíptico em que vivia. Era fácil lembrar disso com sua arena e
seu líder. Alexandria, nos
arredores de Washington, realmente parece uma comunidade
normal.
Isto
é que choca! E ao leitor é um pisão brusco no pedal de freio. Nós
estávamos acostumados a um outro padrão e Kirkman altera levemente
as regras do jogo. Não posso dizer que gostei.
O
volume reúne as edições The Walking Dead #67-72. A edição
#67 é sobre a mentira de Eugene, daí para frente é
chegar em Washington (eles chegam na edição #69), mas
o foco é aceitar o rastreador Aaron e depois a vida na
cidade.
Rick,
no entanto é Rick. Convidado pelo líder de Alexandria e
ex-congressista Douglas Monroe para ser um “agente” um
equivalente a policial, nosso velho e desconfiado sobrevivente começa
de imediato a construir planos de tomar o poder a partir do primeiro
momento em que as coisas deem errado! Andrea e Glenn
estão a par de suas maquinações.
Há
situações em aberto e algumas fechadas. Carl e Rick
conversam sobre o que motivou o menino a matar o Ben e acertam
suas diferenças. Carl, tão endurecido pelos catorze meses que
passou, tem dificuldades de conviver com as crianças da comunidade.
Teme que este período no conforto vá amolecer o grupo. O mesmo
temor compartilhado por Abraham, Rosita e Andrea.
A
questão da pouca ameaça dos zumbis volta novamente – na página
12 – quando Glenn diz que bastava empurrar o zumbi para fugir dele.
Nos últimos três encadernados esta trama secundária tenta
estabelecer um novo nível de risco para os mortos-vivos. Seriam
perigosos apenas em grandes grupos e em ataques repentinos. O risco
agora são os vivos. Definitivamente!
Uma
das situações em aberto se referem à comunidade. Há uma clara
disputa de poder e já houve uma ovelha negra – Davidson.
Nem todos estão realmente felizes com o fato de um grupo de doze
pessoas ser inserido em uma comunidade de quarenta. É uma questão
estratégica. Uma dúzia de pessoas unidas podem tomar o poder. Outra
questão é que o arco é focado na comunidade, na chegada, na
ambientação, mas pouco sobre como eles vivem e o quê fazem os
homens armados fora da comunidade. Rick inclusive nota isto ao
comentar com Andrea: “Você deu uma boa olhada nessas pessoas?
Eles mandam os mais perigosos deles lá fora para trabalhar na
construção de muros todos os dias. Se algum dia tentarem nos
expulsar, só precisamos tomar esse lugar e fazer dele nosso.”
Mas
o quê virá pela frente será uma segunda página quando comparado
ao período em que eram apenas nômades enfrentando zumbis e
garantido a sobrevivência edição a edição.
[Em
tempo]
Há
uma dúvida sobre a data exata. A dúvida não é razoável para mim.
A série não faz menções a alguns apetrechos tecnológicos atuais,
mas como foi citado um gameboy em um dos episódios
anteriores, é plausível que se passa após a segunda metade dos
anos 1.990. Neste arco Douglas cita a internet como local de
informações, o quê ajuda a cimentar que a série se passe neste
intervalo de tempo, após o surgimento e quando a rede mundial já
havia recebido este papel de informativo e ampliador de fuxico.
Então
é também plausível que as pessoas tenham relógios digitais que
tenham baterias que duram dois, três ou quatro anos. Se Rick e seu
grupo estão errando a catorze meses é possível que alguém tenha
um relógio desses, ou que seja encontrado e confirme a data.
Diálogos que reforçam que todos não sabem com precisão a data me
entristecem. Outro detalhe é que se há painéis solares em
Alexandria que permite o uso de eletricidade. Então também é
plausível que alguém tenha trago um computador para utilizar nos
registros. A bateria que alimenta as placas-mãe não teria se
esgotado em catorze meses.
Se a
preocupação é sobre um pulso eletromagnético – estamos
extrapolando – há sempre a memória de Alfred em The Dark Knight
Returns (1986) e confiando no seu relógio de pulso. Estes relógios
mais antigos não necessitavam de baterias.
Insistir
que não se sabe o dia é meio que incômodo. O ser humano tem uma
necessidade de saber exatamente onde está e que dia é. Acho,
inclusive que haveria um grupo de sobreviventes empenhado em
encontrar o maior número de relógios para determinar o dia e hora
exata. Mas o autor não pensa assim.
Os
mortos-vivos volume 12: Cercados pelos vivos, junho de 2013. HqM
Editora. ISBN 978-85-998-5968-1. Texto de Robert Kirkman,
lápis e finais Charlie Adlard e tons de cinza de Cliff
Rathburn.
Os mortos-vivos volume 11: Sob a mira dos caçadores (2013)
[Trama]
Seguindo
para Washington o grupo de sobreviventes liderado por Rick Grimmes
vê-se com tensões internas quando um dos gêmeos mata o outro e
eles sabem que há uma decisão difícil a ser tomada. Do nada surge
o Padre Gabriel Stokes e o grupo passa a ser perseguido por
caçadores nas sombras, que capturam Dale e se revelam
canibais!
O
grupo terá que resgatar o colega e vingar-se caso necessário!
[Opinião]
Novamente
todo o cansaço que pode haver quando se pensa racionalmente sobre a
série se vai após a leitura deste arco. Esta é a melhor edição
desde o volume 2 da série! O quê faz isto? Um conjunto de
fatores. Primeiro Rick volta para a liderança, que ainda é
um coletivo e ele dá espaço para todos partilharem do peso das
decisões. Segundo, Kirkman ousa tocar em pontos espinhosos. E
vários!
Primeiro
sobre a loucura juvenil, pois Ben mata Billy, mas
parece não saber o quê fez. Como saber como o apocalipse zumbi
afetou o menino? Diante do quadro eles conversam sobre matá-lo, mas
ninguém quer fazê-lo, especialmente Dale e Andrea que se recusam
simplesmente a discutir a questão. A frieza das páginas que mostram
os diálogos sobre o futuro do garoto são um show à parte.
Mas alguém tem que tomar a difícil decisão. E alguém inesperado
toma!
Um
padre que se manteve protegido em sua igreja enquanto seus fiéis
morriam pelo lado de fora é um detalhe sombrio que marca a crueldade
do texto. Mas o detalhe de mestre são os caçadores canibais,
covardes, incapazes de lutar, que primeiro mataram as crianças de
seu próprio grupo!
O
momento em que o leitor se dá conta do que aconteceu com Dale é
chocante, e mesmo diante do festival de atrocidades que já vimos na
série, temos um choque que permanece nítido quando se pensar no
personagem. A trama é muito bem desenvolvida e, ao fazer opção por
caçadores covardes, os autores deixam subentendido que em algum
momento poder ser que eles encontrem caçadores que não sejam.
O
sofrimento de Andrea, que perde os gêmeos, a quem junto com
Dale adotou deste o início da série e o próprio companheiro é
digno, tocante. Devo lembrar que do grupo inicial restam apenas Rick,
Carl e Andrea que junto com a popular Michonne parecem serem
intocáveis. Esta, por sinal, Kirkman poupa neste ano (os volumes 10
e 11 correspondem a um ano de edições da série mensal), ainda que
comece a demonstrar um interesse em Morgan.
Há
algumas dicas sobre o futuro. Kirkman busca mostrar Eugene
como um deslocado em um determinado momento observando bobamente um
encontro sexual entre Abraham e Rosita. Em outro ele
surge, com conhecimentos genéricos pouco úteis, mas novamente
parece ter algum conhecimento científico quando observava uma falta
de habilidade motora nos zumbis. Aqui um zumbi aparentemente não
consegue se mover para atacar suas presas. É a segunda sequência
que mostra tal detalhe.
Pelo
conjunto do reunido neste volume, as edições The Walking Dead
#61-66, meu interesse foi novamente renovado e percebi que os
autores poderiam ousar um pouco mais e eu continuaria acompanhando –
ao menos os próximos volumes. À medida que alguém cai fica-se com
a curiosidade mórbida sobre como cairá o próximo.
Os
mortos-vivos volume 11: Sob a mira dos caçadores, março de
2013, HqM Editora. Texto de Robert Kirkman, lápis e finais de
Charlie Adlard e tons de cinza de Cliff Rathburn. ISBN
978-85-998-5965-0.
Os mortos-vivos volume 10: O que nos tornamos (2012)
[Trama]
A
viagem para Washington continua e a tensão cresce. Maggie
tenta o suicídio pela perda da família. Salva do enforcamento por
Glenn, Abraham decide matá-la antes que se torne um
andarilho, dificultando a possibilidade de salvá-la. Ele briga com o
grupo e Rick tem que ameaçá-lo com uma arma. O clima não
fica amigável entre eles.
Pouco
à frente, Rick e seu grupo se aproximam de sua cidade de origem e
ele decide retornar com Carl e Abraham para resgatar algumas
armas, mesmo sem confiar no sargento. Lá encontram Morgan, um
dos primeiros sobreviventes da série – lá do primeiro
encadernado.
Apesar
de fortes diferenças de opinião Abraham e Rick se unem e no retorno
se deparam com uma horda. Conseguem fugir e chegar a tempo de avisar
ao agrupamento sobre o ataque. Dale, que havia encontrado uma
nova fazenda, onde acredita ser possível viver algum tempo, fica
insatisfeito com a nova fuga.
[Opinião]
Publicado
em outubro de 2012, exatamente quando a série de TV baseada nos
quadrinhos retomava para a terceira temporada, O que nos tornamos
reúne as edições The Walking Dead #55-60. As edições
que compõem o encadernado eram do momento em que a série completou
seu quinto ano de publicação nos EUA, mas atualmente havia uma
diferença de cerca de quatro anos em relação ao Brasil – mais ou
menos 50 edições, sem muita precisão. Na capa da edição #56
americana temos um shot do grupo atual: Rosita,
Abraham, Michonne, Eugenne, Maggie,
Glenn, Andrea, Billy, Dale, Ben,
Rick, Carl e Sophia. Falta apenas Morgan
que entraria até o fim do encadernado.
A
trama é fortemente centrada na tentativa de Rick em se recuperar da
perda da esposa e da filha. Por isto dá espaço para uma narrativa
de enfrentamento contra Abraham e, na extensão, foca nos
enfrentamentos entre os personagens. Em um momento Michonne fica
feliz que Rick tenha recuperado a iniciativa, mesmo que o próprio
ainda não tenha se perdoado.
Abraham
narra a sua versão da perda da família. Ele e a família se uniram
a um grupo de sobreviventes do bairro. As mulheres foram estupradas
coletivamente e quando teve a oportunidade o sargento matou os
culpados. A família assistiu e ficou com medo dele. Decidiu ir
embora. Abraham os seguiu e os encontrou mortos por zumbis. Abraham
se apresenta com um personagem frágil quando na intimidade e em
envolvido em um romance com Rosita – que ainda não mostrou
exatamente a que veio e é certamente a personagem mais estereotipada
da série, algo como “a chicana namorada de militar”. Eugene
parece ter algum conhecimento e nota o curioso estado de um zumbi sem
energia para se arrastar e atacar – este detalhe não é
aprofundado mas Kirkman faz questão que alguns personagens
concordem. Mas Andrea não acha o mullet do cientista
convincente…
Finalmente
a teoria da horda – um grupo de zumbi andando a esmo
atraídos um som – é validada. E retornaria algumas vezes na
série.
De
resto a tentativa de suicídio de Maggie, a reação de Sophia que
tinha a garota como mãe, o comportamento bizarro de Ben e Billy –
os gêmeos, e a insatisfação de Dale em mudar-se novamente. Ele
responsabiliza Rick por isto. Pode ser a reação natural de um velho
cansado e ranzinza ou pode ser o início de um ódio maior. Só o
tempo e Kirkman dirão!
No
entanto, passa a ser uma constante a questão da fuga: fugiram das
cidades, da fazenda de Hershell, da prisão, estão nas estradas.
Eles sempre estão fugindo. Talvez em breve decidam que existe um
lugar em queiram ficar em permanente. Que vala a pena cercar e chamar
de seu.
Os
mortos-vivos volume 10: O que nos tornamos.
Texto de Robert Kirkman, lápis e finais de Charlie Adlard
e tons de cinza Cliff Rathbur. HqM Editora, outubro de 2012.
ISBN 978-85-998-5956-8.
Os mortos-vivos volume 09: Aqui permanecemos (2012)
[Trama]
Após
a destruição e a fuga da prisão onde habitaram por uma temporada,
Rick Grimmes e seu filho, Carl tornam-se
errantes, mas reencontram os sobreviventes do grupo, primeiro
Michone, depois Gleen, Maggie, Dale,
Andrea, Ben, Billy e Sophia, estes que haviam
retornado fazenda da família de Hershell.
Pouco
depois chega à fazenda o Sargento Abraham Ford acompanhado de
Rosita Espinosa e pelo doutor Eugene Porter em missão
para ir à Washington, pois lá haveria a chance de concertar
toda a bagunça provocada pela praga!
[Opinião]
Aqui
permanecemos foi publicado no Brasil em junho de 2012, então
após a segunda temporada da série de TV. O encadernado trata de
assuntos após as tramas da prisão e Woodbury. A segunda temporada
exibida entre 2011/2012 tratou basicamente da Fazenda de Hershell e
não tocou no assunto da prisão ou Woodbury. A trama da prisão foi
apresentada na série na temporada 3 e Woodbury introduzida na 3ª,
mas desenvolvida na quarta e quinta temporadas.
A
edição reúne The Walking Dead #49-54 e A história de
Michonne (Playboy, abril de 2012) e é possível ver uma
ruptura entre o formato de encadernados da Image/HqM
Editora e a trama. O encadernado anterior termina a história da
prisão, mas as edições #49-51 são extensões deste período, um
posfácio. Nestas três histórias Carl amadurece e percebe que seu
pai não é infalível, ao mesmo tempo em que Rick tem uma
convalescença fruto de uma bala durante o ataque à prisão – um
truque é não usar o ex-policial na capa da série mensal, criando
uma expectativa sobre ele estar ou não vivo.
Há
espaço para a loucura de Rick provocada pela solidão e perdas
recentes, assim como pelas suas responsabilidades diante destas
perdas. Ele conversando com um telefone mudo e levando o aparelho
consigo me lembra em muito um filme com Whoopie Goldberg
chamado O telefone, praticamente uma peça de teatro filmada e
também praticamente um monólogo. Vale a pena conhecer para comparar
a dor da perda em ambos os casos.
A
edição seguinte (#52) mostra o reencontro com os amigos e as
edições finais do encadernado (#53-54) inserem alguns
conceitos como horda e a possibilidade da praga ter origem em
uma tentativa de criar um vírus genético específico para
determinada etnia. Vale ressaltar que Os mortos-vivos nunca
foi sobre o quê motivou a praga e, então, estranha-se de imediato
quando um cientista diz ter se envolvido com um experimento e que
chegando em Washington ele poderá auxiliar a resolver a situação.
Mas já que a longa trama de Woodbury tinha tomado um grande espaço
na série, era pouco provável que imediatamente Kirkman os levasse a
uma outra comunidade de sobreviventes com características
semelhantes. Ainda assim, mesmo um corpo estranho na trama, faz
sentido em uma narrativa. Uma missão deixa o grupo coeso e com um
objetivo. Agora é chegar em Washington e lá encontrar os resquícios
de uma civilização. De lá reconstruir o mundo.
Porém
desde o primeiro momento o leitor sabe que a pílula não é tão
suave.
A
introdução de Abraham e seu foco militar e o distanciamento de Rick
das decisões tornam a série crível novamente. Rick é falível e
certamente poderia ser qualquer um. Agora o grupo decide em um
coletivo, com o passar das edições Abraham ocuparia um lugar neste
coletivo. Diante do aviso da existência da horda – algo como uma
manada de zumbis seguindo a esmo sons que se propagam e procurando
aplacar sua fome – o grupo decide investir na missão à Washington
e dá adeus definitivo à fazenda. É bem trabalhada a dor da perda
de Maggie.
Como
militar Abraham tem uma função no grupo e faz sentido aceitá-lo,
assim como Eugene. Rosita, no entanto, que entra calada e sai muda, é
o típico personagem que quando morrer nem saberemos quem foi.
Colocar
a história da Playboy americana na edição foi uma sacada, pois ela
tinha saído nos EUA há pouco tempo. Na época a emissora estava
divulgando imagens de Michone, que tornou-se um personagem tão
complexo na TV quanto nos quadrinhos.
De
um modo geral, o volume é um excelente ponto zero para atrair
leitores.
Os
mortos-vivos volume 9: Aqui permanecemos. Texto de Robert
Kirkman, lápis e finais de Charlie Adlard e tons de cinza
Cliff Rathbur. HqM Editora, junho de 2012. ISBN
978-85-998-5949-0.
Doctor Who [Arco 143a]: The Mysterious Planet
O Doctor (Colin
Baker) é convocado à Gallifrey onde é julgado, com
acusações não muito claras.
[Localização
no Continuum]
The
Mysterious Planet é o 143ª arco da série de TV
britânica Doctor Who, exibida pela BBC. É o primeiro
arco da 23ª temporada e também o primeiro arco do ciclo nominado
THE TRIAL OF A TIME LORD, que se prolongaria durante toda a
temporada. Em algumas classificações THE MYSTERIOUS PLANET é
numerado como “143a”, considerando que o arco 143 é toda
a trama de THE TRIAL OF A TIME LORD, e sua primeira porção é THE
MYSTERIOUS PLANET.
The
Mysterious Planet tem quatro episódios de 25 minutos em média e foi
exibido de 6 a 27/setembro/1986.
[Trama]
O
Doctor aterrisa em Gallifrey e descobre-se em julgamento onde
contracenará com The Inquisitor (Lynda Bellingham) que
será a juíza e The Valeyard (Michael Jayston) que
será o promotor de acusação.
Valeyard
não deixa claro a acusação, mas certamente é sobre a
interferência do Doctor em assuntos de outras espécies. Sua
primeira evidência é um vídeo resgatado da Matrix de
Gallifrey (estamos em 1986, lembre-se, de qualquer modo Neuromancer
já havia sido lançado) onde temos o envolvimento do Doctor e de
Peri Brown (Nicola Bryant) em assuntos do planeta
Ravolox.
Lá
civilizações que emergiram após um cataclismo natural que calcinou
a superfície se dividiram em subterrânea (científica e orientada
sob um misterioso ser que não veem, mas sabemos ser um robô chamado
Drathro que
mantém jovens inteligentes sob seu comando) e na superfície
(uma civilização caçadora/coletora com poucas mulheres que tem de
serem compartilhadas entre os homens e orientada pela Rainha
Katryca). Indícios levam a crer que apesar de estar na órbita
errada Ravolox é a Terra! Quem ou o quê teria tirado a Terra de sua
órbita?
Parte
da trama envolve os caçadores Sabalom Glitz (Tony Selby) e
Dibber (Glen Murphy) que usam o planeta como local de caça.
[Opiniões]
É
mais um daqueles quase infinitos arcos em que a trama poderia render
mais. Em um planeta misterioso o Doctor
se separa de Peri – que é
capturada. Cada um conhece uma civilização distinta e descobrem um
risco em comum (a antena que alimenta o robô, que o caçador Sabalom
quer destruir).
Resolvida a trama resta alguns mistérios para a temporada e a
macrotrama do julgamento.
A
postura do Doctor no julgamento, sozinho, indicando que algo
aconteceu a Peri, é a mesma de irreverência e deboche. Não
convence! Em um julgamento sério o acusado teria uma postura mais
inquisidora.
[Curiosidades
– fonte Wikipedia.org ]
Em
fevereiro de 1985 a BBC anunciou que a 23ª temporada de Doctor Who
haveria sido cancelada! Após os protestos corrigiu a informação
para um “hiato” na série e que Doctor Who retornaria em setembro
de 1986. Muitas tramas foram encomendas e abandonadas em favor de uma
macrotrama sobre o julgamento do personagem, refletindo o fato de que
o programa estava em julgamento pela BBC.
Esta
é a última história completa escrita por Robert Holmes e
seu roteiro é muito similar à primeira contribuição do autor, o
arco The Krotons. Ambos arcos tratam de uma máquina
alienígena subjugando uma civilização humanoide e forçando jovens
a trabalharem para si.
Mulheres
compartilhadas entre homens em uma sociedade competitiva e com traços
de caçadores/coletores é também a trama do primeiro romance de
George R R Martin, A morte da luz.
O
arco foi adaptado para o formato de novela em DOCTOR WHO The
Mysterious Planet (The Trial of a Time Lord) por Terrance
Dicks e lançado pela Target Books na edição 127 de sua
série em 19 de novembro de 1987.
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-1
(Arco
142)
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0
(Arco
143a)
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+1
(Arco
143b)
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|
Revelation
fo the Daleks
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The
Trial of a Time Lord: The Mysterious Planet
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The
Trial of a Time Lord: Mindwarp
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Doctor Who [Arco 065]: The Three Doctors
Um Time Lord
renegado chamado OMEGA mantém Gallifrey sob sítio e
os Time Lords decidem pedir auxílio ao Doctor (Jon
Pertwee). Quando a situação não se resolve, pedem auxílio
para as duas encarnações anteriores do Doctor – William
Hartnell e Patrick Troughton.
[Localização
no Continuum]
The
Three Doctors é o 65º arco da série de TV britânica Doctor
Who, exibida pela BBC. É o primeiro arco da 10 temporada
e comemora os dez anos da série. É composto de quatro episódios
com 25 minutos em média e foi exibido entre 30/12/1972 a 20/01/1973.
[Trama]
Mantido
em sítio por um Time Lord renegado e agora enlouquecido pelos
efeitos do poder que adquiriu, os Time Lords de Gallifrey
quebram suas leis e permitem que três versões do Doctor
interajam para tentar derrotar o vilão que pretende destruir o
universo. O vilão, Omega, vive em um universo de anti-matéria e
capturou o Doctor e sua companheira (Jo Grant – Katy
Manning) além dos colaboradores da UNIT o Brigadeiro
Lethbridge-Stewart (Nicholas Courtney), Sargento Benton
(John Levene) e o Dr. Tyler (Rex Robinson).
[Opiniões]
É
interessante ver Pertwee e
Troughton juntos e como se desenrola a ação. O primeiro deixa a
clara impressão de um mágico de Las Vegas e o segundo de um bobo
herdado de Os 3 Patetas.
Já Hartnell, bastante adoentado, aparece apenas em sequências de
monitor e sentado, sem realmente interagir com suas outras
contrapartes. Neste arco o Brigadeiro passa a acreditar
definitivamente na questão da regeneração do Doutor, algo que
seria facilitado na próxima regeneração (Robot)
pois
ele veria o processo.
O
episódio é basicamente sobre o poder absoluto e a corrupção que o
poder provoca em quem o detêm. Há
cenas de ação quando Omega envia seres para capturar o Doctor. O
problema é que tais seres não passam de atores cobertos de plástico
bolha queimado e colorido, beirando o ridículo. Beirando, mas não
ultrapassando.
Como
prêmio pela colaboração os Time Lords fornecem novos circuitos
para a TARDIS e restauram o conhecimento da viagem no tempo e espaço
no Doutor. Assim se encerra o exílio do Doctor na Terra.
[Curiosidades]
Omega
retornaria no arco Arc of Infinity (1983, 5º Doctor), na
produção de áudio Omega, no romance The Infinity
Doctors e no livro-jogo Search for the Doctor.
O
arco foi adaptado para o formato de novela em “Doctor Who The
Three Doctors”, adaptado por Terrance Dicks e
lançado em 20 de novembro de 1.975 na edição 64 da série de
romance do Doctor pela Target Books.
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-1
(Arco
64)
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0
(Arco
65)
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+1
(Arco
66)
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The
Time Monster
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The
Three Doctors
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Carnival
of Monsters
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Doctor Who [Arco 050]: The War Games
O
Doctor (Patrick Troughton), Jamie McCrimmon
(Frazer Hines) e Zoe Heriot (Wendy Padbury)
chegam a um planeta desconhecido, supostamente a Terra, em um período
que aparenta ser a 1ª Guerra Mundial, imediatamente se
distanciam da TARDIS e são feitos prisioneiros em um dos fronts
de batalha, impedindo que saiam do planeta.
[Localização
no Continuum]
The
War Games é o 50º
arco da série de TV britânica Doctor Who, exibida
pela BBC. É o sétimo e último arco da 6º
temporada. É composto de dez episódios com 25 minutos em média
e foi exibido de 19/04/1969 a 21/06/1969. É o último arco com o
Segundo Doutor – que voltaria em participações em TheThree Doctors e no Especial de 20 anos – e também é o último
episódio com os companheiros Jamie e Zoe.
[Trama]
A
TARDIS aterriza na Terra no período da 1ª Guerra Mundial. O Doctor,
Jamie e Zoe são feitos prisioneiros e em uma das tentativas de fuga
descobrem que estão, na verdade, em um planeta formado por várias
zonas de guerras de várias épocas distintas (1ª Guerra Mundial,
Período Romano, Guerra Civil, etc.) onde uma raça alienígena
treina os combatentes para formarem um grande exército de dominação.
Entre
os auxiliares dos alienígenas o Doctor encontra um Time Lord,
chamado de War Chief, e após várias tentativas de fuga,
hesitando por seu destino o Doctor decide chamar sua raça para
resgatar e enviar as pessoas para suas eras corretas. Há a primeira
e mais consistente referência aos Time Lords, a Gallifrey
e ao status do Doctor em seu planeta: ele é um criminoso,
pois roubou a TARDIS e quebra a lei de não interferência de sua
raça.
No
último episódio do arco os Time Lords devolvem Jamie e Zoe
aos respectivos períodos de tempo sem a memória de suas aventuras e
o Doctor é julgado!
Por
seus crimes é exilado na Terra e passa por uma “renovação”
forçada – ele não morre e ainda não havia o termo “regeneração”
– e a temporada termina com os Time Lords enviando-o para o
nosso planeta, onde deverá agir como guardião do planeta mas sem a
TARDIS.
[Opiniões]
The
War Games é bem mais longo que o necessário! Há uma dezena de
fugas e capturas sem que a trama evolua, possivelmente
para fixar a questão das diversas zonas temporais e da maneira como
os alienígenas constantemente limpam as memórias dos terráqueos e
como é cruel um jogo para descobrir quem é o mais apto soldado.
Por
sinal, ainda que a trama de treinamento para um exército de
dominação faça sentido e que um planeta criado por várias zonas
temporais seja um tema já clássico (o planeta de Guerras
Secretas da Marvel
é uma versão do tema e
tendo em visto o reboot da editora em 2015 é bastante atual),
o fato do Time Lord
auxiliar
os alienígenas não convence plenamente, especialmente em uma
posição subalterna. Ele é
o War Chief
que presta contas ao War Lord
e é constantemente posto à prova pelo chefe de segurança.
Morto na trama, o War
Chief não se regenera,
mas muito do que se vê nele encontraríamos no adversário clássico
do Doctor, o Mestre.
O
arco
ganha importância por ser o final da era do segundo Doutor e a
primeira aparição dos Time Lords. Na próxima temporada que
se iniciaria dez meses depois teríamos a chegada do Terceiro
Doutor (Jon Pertwee)
e o início do Exílio na Terra. O programa poderia perder parte de
seu charme sem a TARDIS, mas teríamos cores e então um novo
interesse!
[Curiosidades]
O
arco foi adaptado para o formato de novela em “Doctor Who and
The War Games”, adaptado por Malcolm Hulke e
lançado em 25 de setembro de 1.979 na edição 70 da série de
romance do Doctor pela Target Books.
-1
(Arco
49)
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0
(Arco
50)
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+1
(Arco
51)
|
The
Space Pirates
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The
War Games
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Spearhead
from space
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Doctor Who [Arco 039]: The Ice Warriors
O Doctor
(Patrick Troughton) e os companheiros Jamie McCrimmon
(Frazer Hines) e Victoria Waterfield (Deborah
Watling) chegam à Brittanicus Base em um futuro distante
em uma nova era glacial e enfrentam a ameaça de alienígenas,
anteriormente congelados, e agora libertos e desejosos de destruir a
base.
[Localização
no Continuum]
The
Ice Warriors é o 39º arco da
série de TV britânica
Doctor Who, exibida
pela BBC. É o
terceiro arco da quinta temporada da série. Tem seis episódios de
25 minutos em média e foi exibido entre 11/11 a 16/12/1967.
[Trama]
O
Doctor e seus companheiros retornam a Terra em um futuro distante que
o planeta passa por uma nova era glacial. Lá, são aceitos na
Brittanicus Base que enfrenta um dilema, está sem cientistas
qualificados após um conflito de interesses entre o Líder Clent
(Pent Barkworth) e um arrojado cientista chamado Penley
(Peter Sallis) – este último abandonou a base e vive
isolado na tundra.
Arden
(George Waring), outro cientista, encontra o Doutor e seus
companheiros e também um alienígena congelado – o tal ice
warrior do título. Daí para frente inicia o
processo de descongelar alguns membros desta raça, eles capturarem
ou ameaçarem Jamie e Victoria ou os cientistas da base, ao mesmo
tempo que o líder da base tem dúvidas sobre o uso de um novo
dispositivo. O líder não crê que o computador tenha cometidos
erros e o cientista faz questão de deixar claro que eles existem.
Varga
(Bernard Bresslaw) o Ice Warrior descongela os companheiros e
após algumas ameaças faz uma trégua, tencionando encontrar
combustível para sua nave. A nave explode graças ao ionizador que
também funciona para reverter a era glacial.
[Opiniões]
Mais
longo do que deveria e com tramas que se repetem The Ice Warriors é
cansativo ainda que os
atores Pent Barkworth e Peter Sallis sejam acima da média, algo que
é desconcertantemente destruído pelo ridículo som de voz dos
marcianos. A
história é um
desdobramento de uma trama muito comum na série: uma máquina que
não se deve confiar,
partes em conflito, alienígenas contra todos e um Doutor algo que
deslocado na história. Se
tivesse quatro partes seria suficiente. Vai
assim para a lista dos arcos inchados.
[Curiosidades]
The
Ice Warriors é o terceiro arco incompleto que foi restaurado com
animações. Aqui foram
os episódios dois e três.
Os
guerreiros do gelo são marcianos e retornaram à série em The
Seeds of Death (1969), The
Curse of Peladon (1972), The
Monster of Peladon (1974) e
Cold War (2013). São
mencionados no especial The Waters of Mars
(2009).
O
arco foi adaptado para o formato de novela em DOCTOR WHO and
The Ice Warriors por Brian Hayles e lançado
pela Target Books na edição 33 de sua série em 18 de março
de 1976.
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-1
(Arco
38)
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0
(Arco
39)
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+1
(Arco
40)
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The
Abominable Snowmen
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The
Ice Warriors
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The
Enemy of the World
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