Doctor Who, Especial de Natal de 2008: The next Doctor

Desde que a TV Cultura passou a exibir a série Doctor Who os programas especiais, sejam de Natal, Páscoa, Outono ou Children in Need, ainda não entraram na grade de programação, permanecendo inéditos.

O 10º Doutor, David Tennant, protagonizou quatro especiais marcantes entre 2008-2010, sendo The next Doctor com David Morrissey o primeiro. Morrissey hoje é conhecido no Brasil por interpretar o Governador na série de TV The Walking Dead e consegue transmitir simpatia e confiança por sua interpretação tanto neste especial, quanto na série de zumbis preferida da TV.

Neste especial o Doutor chega em Londres na manhã de 24/12/1851, véspera de Natal, e imediatamente vê-se diante de um grito de socorro que demanda a presença do Doutor! Ao responder descobre outra pessoa atendendo ao pedido!

Seria ele sua próxima encarnação?!?

No primeiro momento somos levados a pensar que Morrissey seria o “próximo Doutor” do título e que ambos estão viajando no tempo, mas o fato de que este outro Doutor não se recorda da 10º encarnação – a princípio – deixa claro que talvez a trama seja mais complexa.

* * *

O desafio do episódio é impedir o renascimento dos Cybermen no ano 1.851. Nesta época os androides estão em conluio com Miss Hartigan (Dervla Kirwan) que se utiliza de uma fábrica onde trabalham crianças escravizadas roubadas de orfanatos londrinos. Apesar de agir com os Cybermen Miss Hartingan não pretende se tornar escravizada pelos robôs, que secretamente a querem tornar a Cyberking, líder da raça, mas igualmente sem vontade. A proposta dos vilões não é inovadora em conteúdo, basicamente destruir Londres e conquistar os escombros, assimilando as pessoas, mas é interessante pensar em um evento de alteração do passado não exatamente estranho à série (vide o final da 3ª temporada nos episódios Utopia, The Sounds of Drums e Last of the Time Lords).

Tanto Miss Hartingan, quando Jackson Lake (David Morrissey) a verdadeira identidade do “próximo Doutor” e Rosita Farisi (Velile Tshabalala), a companheira dele, estão bem convincentes, ainda que em algum momento deixemos escapar o pensamento de que uma fábrica com adultos escravizados seria mais útil ou que uma companheira negra no final do Século XIX não seria tão independente e expressiva.

Uma das curiosidades do episódio é apresentar os Shades ou Cybershade uma mistura entre cybermen e animais que consegue subir pelas paredes, conduzir carruagens e também convencer o telespectador de que é um produto de manipulação genética. Outra é a impagável sequência com um gigantesco Cybermen com visual steampunk, que não fica devendo nada aos futuros Gojira da vida. Que Deus salve Londres!

Escrito por Russell T Davies e dirigido por Andy Goddard este especial brinca com o conhecimento que o telespectador e fã tem da série, afinal apontar quem seria o próximo Doutor antes do fim do contrato do Doutor atual seria algo sensacional e inédito.

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No fim a grande lição que fica é que a mente humana é capaz de acreditar em qualquer coisa, desde que isto lhe traga conforto.

Especiais de Doctor Who (2005-13)
Data
Título
18/11/2005
Doctor Who: Children in Need
25/12/2005
The Christmas Invasion
25/12/2006
The Runaway Bride
16/11/2007
Children in Need Special: Time Crash
25/12/2007
Voyage of the Damned
25/12/2008
Christmas Special: The next Doctor
11/04/2009
Easter Special: Planet of the Dead
15/11/2009
Autumn Special: The Waters of Mars
25/12/2009
e
01/01/2010
Christmas Special: The End of Time, part I
New Year's Special: The End of Time, part II
25/12/2010
Christmas Special: A Christmas Carol
25/12/2011
Christmas Special: The Doctor, the Widow and the Wardrobe
25/12/2012
Christmas Special: The Snowmen
23/11/2013
50th Anniversary Special
25/12/2013
Christmas Special, 2013
















Completely MAD Don Martin!






Mudanças e anúncios na DC Comics: Lobo

Em cada coração de leitor habita um universo ficcional. Apesar de não ser a primeira de conheci, no meu habita a DC Comics. Por isso é triste ver as mudanças desnecessárias criadas apenas pelo choque do novo. É irônico notar que o site que em português se chama “todo dia é dia de a DC fazer algo errado” (adaptado) está certo.

A bola da vez, e confesso insignificante para mim, é o Lobo. Criado como coadjuvante da série Omega Men, Lobo foi “recriado” para a série da Liga da Justiça na fase Internacional. Era um personagem bizarro, arrogante, protótipo do machão estereotipado e por isso cômico, combinando então com a Liga daquele momento. Em complemento era o metaleiro estereotipado, ultra-violento, bobo e, em síntese, um personagem que tinha eco em algumas narrativas da série Juiz Dreed.

Tanto que Keith Giffen & Allan Grant o levaram para a série LEGION onde servia como pau mandando de Vril Dox e sua polícia fascista, num tom que tentava ecoar o “prender, julgar e executar” de Dreed. Seria a época de ascensão do personagem, não em LEGION, mas nas dezenas de minisséries e especiais lançados entre 1.990-93. Quando ganhou sua série mensal, parcialmente publica por aqui, Lobo já estava cansado e o tom desta era de produzir algo mais próximo das narrativas da editora. O mal já estava feito e logo ele retornaria a ser apenas coadjuvante, não antes de ser humilhado ao se tornar um adolescente e participar da Justiça Jovem de Peter David – esta fase foi rapidamente publicada no Brasil em um cross-over com o mega-super-evento de verão Mundos em Guerra, que de tão grandioso ninguém se lembra.

* * *

Neste contexto moderno de reapresentar os personagens para ampliar a audiência a DC produziu poucos acertos e algumas releituras interessantes como Swamp Thing, Batman, Action Comics e Earth 2. Nenhuma, diga-se de passagem uma produção nova. Scott Snyder (Swamp Thing e Batman) ora imita Len Wein, ora Alan Moore, mas o faz para uma nova leva de fãs, enquanto nós, fãs antigos ficamos escrevendo posts na internet que é tudo imitação barata com nova roupagem. James Robinson e Grant Morrison idem.

Mas agora a DC reviu plenamente o anti-herói e lançou um produto metrossexual que não se identifica em uma releitura: Ela recriou o Lobo para o Universo DC Os Novos 52 como algo distante do estereotipo que havia antes. Criou algo “novo” e inferior. Ao recriar chocou os fãs, e mesmo a mim, que nunca achei o personagem relevante. Confesso: estou mais preocupado com... digamos... o destino do Robin Vermelho ou da Batgirl do que com o destino do Lobo.

Porém isto evidencia que a DC está afastada de seus fãs e é incapaz de produzir algo que persista além do choque inicial, a verdade suprema que há em Os Novos 52: depois do choque as séries não persistem.

Ironicamente em uma semana em que houve uma notícia bombástica (o anúncio de Ben Affleck como Batman na sequência de O homem de aço e a capacidade que o estúdio, o diretor e o ator tiveram de manter o segredo durante meses) a editora consegue produzir outra bomba agora de efeito localizado, que atinge apenas os fãs de quadrinhos.

Lobo, o personagem, não merece estas linhas, mas a decisão da DC em recriar-se constantemente e nem sempre com sucesso, merece uma atenção constante pois está sepultando um rico universo de personagens.

Saída de Emergência chega ao Brasil através da Sextante

Deu em A Biblioteca de Raquel, blog de Raquel Cozer ligada à Folha de São Paulo que a Sextante iniciará a partir de setembro uma parceria com a editora portuguesa Saída de Emergência
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A parceria prevê o lançamento de "Mago: Aprendiz" de Raymond E. Feist e "Tigana" de Guy Graviel Kay, além da publicação da versão local da Revista Bang!, que publica contos de fantasia e terror.

No Velho Mundo a Saída de Emergência é responsável pela publicação de As crônicas de gelo & fogo e os romances de Elric.

Os Livros da Magia de Neil Gaiman

Todo o fervor “nerd de quadrinhos” surge quando eu faço um rascunho para este post. Primeiro é que é impossível falar de Livros da Magia sem colocar na mesma frase que a obra em quadrinhos de Neil Gaiman (Sandman, Deuses Americanos) surgiu anos antes de Harry Porter. Mas Gaiman diz que o menino que tem contato com a magia é parte da tradição inglesa, então quem eu sou para discutir?

Depois é difícil não ter uma visão crítica que Os Livros da Magia é muito fechadinho no umbigo da DC Comics, passando a limpo seu universo de magia para depois apresentar o selo Vertigo, que ainda não tinha sido lançado. Pescar as referências não geram nenhuma dificuldade e é delicioso.

Por fim, a série teve uma série mensal que não lhe faz juz, mas advirto que só li os dois primeiros anos e nenhuma das sequências.

O quê é Os Livros da Magia?

É uma série da DC Comics, pré selo Vertigo, onde surge o personagem Tim Hunter que se tornará o próximo grande mago do universo DC... se ele desejar! Alguns maldosos diriam: se ele sobreviver ao processo.

Para tanto, o “universo” escolhe quatro encapotados de modo a lhe apresentar a “magia”: Vingador Fantasma (o passado), Dr. Oculto (os reinos vizinhos), Mr Io (o futuro) e John Constantine (o presente). Claro que Constantine rouba a cena e sua sequência, onde ele e Tim estão cercados por dezenas de criaturas é impagável; mas todos os encapotados tem valor e importância para a trama.

Com arte de John Bolton, Scott Hampton, Charles Vess e Paul Johnson a série retorna em um encadernado de capa dura (R$ 25,90) da Panini Comics e apresenta novamente o universo de Tim Hunter aos leitores brasileiros. A série já havia sido publicado no Brasil pela Abril Jovem e pela Opera Graphica e consegue cumprir sua visão de apresentar um universo místico e um personagem para nós.

Resta saber se a Panini irá dar sequência na série mensal. Curiosamente a Panini fez o lançamente com distribuição nacional.

Batman #13: Começa Morte da Família

Começou mais um bat-evento que corresponderá ao “ano dois” do cruzado encapuzado em Os Novos 52, o que me faz lembrar de Ano Dois o arco – curto, diga-se de passagem – de Mike W. Barr onde o vigilante se questiona sobre o seu papel: vigilante perpétuo ou alguém que desejava apenas vingar a morte de seus pais.

Aqui o contexto é outro, mas volta a falar sobre limites. Coringa voltou depois de uma ausência de um ano. O quê o palhaço do crime esteve fazendo no último ano? O detalhe é que o vilão está extremamente insano, violento. Você imediatamente vai lembrar do Coringa do filme e acertou e errou.

Acertou por que há uma sequência que é a cópia adaptada de uma sequência do filme. No filme o Coringa foge da sala de interrogatório, na série em quadrinhos ele entra e quebra o pescoço de diversos policias (quebrar o pescoço está na moda). Ao fazer isto e “rejuvenescer” ainda mais Gordon, os autores querem se aproximar daquilo que o grande público viu nos cinemas.

Errou por que o Coringa de “O Cavaleiro das Trevas” é o caos encarnado, adepto de grandes explosões que combinam bem com o esquema do cinema, mas nos quadrinhos tem que se tornar um emissário do terror psicológico, que invariavelmente se transforma em violência explícita ou em alguma surpresa. De um modo geral a questão é: quem o Coringa vai matar desta vez?

Batman #13 (Panini Comics, julho de 2013, 84 páginas, R$ 7,50) traz o capítulo um do arco Morte da família (Batman #13, dez-2012) por Scott Snyder, Greg Capullo e Jonathan Glapion. Traz também uma história de suporte com Arlequina & Coringa e depois temos Batman – The dark knight #13 (Greg Hurwitz e David Finch) e Detective Comics #13 (John Layman e Jason Fabok) também com direito a história de suporte.

Morte da família segue o esquemão dos arcos longos, cheios e sustos e imprevisíveis, afinal o vilão é um Coringa que supostamente quer tornar o homem-morcego menos dependente de sua longa lista de colaboradores. Mas se é isto por que o príncipe palhaço do crime ataca Alfred? Será que ele conhece a identidade de forma definitiva?

The dark knight #13 tem foco em o Espantalho e Batman. O vilão experimenta um novo composto no herói, que delira, mas consegue fugir. Hum... não tem uma gota de criatividade.

Detective Comics #13 parece ser melhor das três no quesito história, mas também é um engôdo. Pinguim quer ter relevância social e decide doar para a caridade em Gotham City, exatamente em uma obra que a Fundação Wayne já faria a doação e assim, receber o nome de uma ala. Para afastar Wayne Pinguim contrata os Dragões Fantasmas, ou seja mais uma organização criminosa infalível que irá falhar! Afinal em algum momento você acreditou na mais remota possibilidade de que Wayne morreria?

A história serve para introduzir um tenente do Pinguim, chamado Ogilvy, e deixar o vilão principal ainda mais próximo do formato “Rei do Crime” que desde 1.992 a DC Comics tem utilizado para ele, especialmente durante após Terra de Ninguém.

Se o morcego não está cheio de vilões secundários e inexpressivos como no período 1.980-1.992 (sim, eu sei que é uma radicalização), cansa a utilização constante de uma galeria um pouco desgastada. Certamente, o principal motivo para o desgaste é, definitivamente, a constante presença em várias séries e uma superexposição, o mal dos personagens conhecidos. No entanto, ao apresentar novos vilões, a editora ou faz uma surpreendente organização secular que nos leva a questionar como o herói nunca soube da existência, ou requenta a receita e nos apresenta os tais Dragões Fantasmas.

Ainda assim, pelo custo-benefício vale a pena acompanhar o trabalho de Snyder & Capullo em Batman.

Reflita: Quino!


Logo da Seção de Cartas de Action Comics: Action & Reaction


X-O Manowar #2 (HqManiacs/Valiant)


Admito: sou um leitor cansado, velho, chato e cheio de vícios. Mas nos anos 1.980 pelo menos eu tinha satisfação em ler quadrinhos Marvel. Cada série contava uma boa história com início, meio e fim.

Com os anos surgiram dezenas de selos, universos, leituras e releituras. Pelo menos um personagem atual Valiant, o Harbinger, é resultado da criação de Jim Shooter, famoso editor-chefe da Marvel, responsável pelo Novo Universo e por Estigma (Starbrand). Nota-se claramente isso.

Sim, vou começar pelo caminho errado! X-O Manowar é o Homem de Ferro, Harbinger é Estigma (que por sua vez era o Superman, mas o atual Harbinger parece mais o Professor X) e Bloodshot é Wolverine + Justiceiro. Não muito estranhamente todos personagens presentes no cinema.

Ou não...

O não é por que estes personagens trazem contextos semelhantes aos personagens clássicos das editoras em quadrinhos, mas advirto: não são eles e parecem ter algo para contar.

X-O Manowar (Robert Venditi, Cary Nord (Conan) e Stefano Gaudiano) narra a história de um visigodo que enfrenta o Império Romano e durante um combate é sequestrado por alienígenas, fica alguns anos aprisionado, se apossa de uma armadura e foge de seus opressores, disposto a destruir os romanos. Ao retornar para a Terra se passaram 1.600 anos!

Harbinger (Joshua Dysart, Khari Evans & Lewis LaRosa) conta a história de um poderoso psiônico e de duas organizações, uma na captura dele – e quase consegue ao final da primeira edição – e outra disposta a treiná-lo. Aparentemente esta organização tem em seus quadros diversos psiônicos e gente capacitado em treiná-lo. Mas poderá um ser tal poderoso servir aos objetivos de uma organização?

E por fim, a edição #02 (junho/2013, R$ 8,90) trouxe Bloodshot (Duane Swierczynski, Manuel Garcia & Arturo Lozzi, Stefano Guadiano) que retorna ao tema do soldado com múltiplas memórias implantadas e um fator de cura, resultado aqui, do uso de nanitas. Na segunda edição foi a história que me impressionou de maneira mais positiva, fruto da boa arte de Manuel Garcia e de um roteiro bem amarrado, que não se furta das referências (Identidade Bourne, Arma X, Wolverine) mas prefere deixar claro que pode criar uma amálgama de qualidade disso.

* * *

A iniciativa da HqManiacs me impressionou! As edições tem boa qualidade geral – ainda que um excesso de espaço para as capas variantes – e aparentemente há espaço para mais um “novo universo”. Há uma preocupação real com narrativa e pouca em produzir um universo interligado, algo muito comum em materiais pós 1.980. Certamente os personagens e organizações irão se encontrar, mas antes teremos espaço para entender quem é cada personagem e o quê o motiva.

Indicado para quem, como eu, é velho, chato e cansado e está a fim de ler histórias e não apenas mega-eventos, um na rabeira do outro.

Antes de Watchmen: Nada!

Quando houve o relativo sucesso do filme Watchmen, a produtora deixou vazar que a película teria sequência (!?!) e a ideia tornou-se um prequel. A sugestão não vingou, mas atingiu as hqs e surgiu Antes de Watchmen, um produto típico da indústria de quadrinhos atual, pois tenta explorar uma ideia bem construída até a última gota e oferece aos leitores algo que só poderia ser classificado como “universo extendido”.

Supostamente a DC haveria procurado Alan Moore e pedido bençãos e ele negou! Moore tem boas razões para negar! Originalmente os direitos autorais de Watchmen deveriam pertencer aos autores depois da conclusão da obra, mas o contrato foi vago e diz que a transferência deveria ocorrer quando a editora não imprimisse mais a obra. Não previa um mercado que praticamente não existia em 1986, os dos encadernados. Moore foi traído e se afastou da empresa, trabalhando rapidamente apenas quando a Wildstorm foi comprada pela DC em 1.998 e o selo America Best Comics, povoado por criações suas, foi incorporado à editora. Das criações deste período na ABC Moore só reteve “A Liga Extraordinária” que mantêm em produção.

Diante da negativa sobre uma extensão do material original, a editora encontrou uma série de pessoas que estavam dispostas a trabalhar no projeto e alguns comentaram que as condições eram financeiramente boas. Devem ser, Watchmen está sendo reimpressa a 25 anos e tem mais de um milhão de edições em formato de capa dura vendidas, sem contar as edições em outros formatos. É uma máquina de fazer dinheiro e mesmo se somente 1/5 das pessoas comprar as séries, as coletâneas e os futuros Absolute ou Omnibus de Antes de Watchmen, será um produto que alcançará facilmente a metade do milhão de cópias. Neste mês em que escrevo estas linhas encadernados “Deluxe” que reúnem duas séries em cada volume, estão no TOP 10 dos mais vendidos dos encadernados americanos da distribuidora Diamond, o que é bom que se diga, refere-se apenas às vendas da Diamond e não as vendas via sites.

Mas eu, Jamerson, não comprarei!

Às vezes brinco que mesmo alguns encadernados de gosto duvidoso eu compraria se encontrasse a R$ 1,00-2,00 – e acredite-me é possível encontrar. Talvez algo que eu acreditava ruim se provasse mais palatável depois da leitura. Já comprei muito encadernado da Mythos e da Panini na faixa de R$ 4,00 a R$ 7,00 de material que não vale o nanquim, mas o custo/benefício influenciou. Já comprei muito mangá ao preço de R$ 1,00-1,50, muitos em nível de teste.

Mas Antes de Watchmen não entrará nesta lista. Se todos podem dizer “Não li e não lerei!”, chegou agora a minha vez: Não li e não lerei.

Antes de Watchmen: Nada!

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Ao me referir a “universo extendido” quero me referir às obras em formato de games, livros e séries de TV que exploram e ampliam o conceito inicial de uma obra e tornam-se parte do cânone. Um exemplo é “Star Wars”, série de cinema, atualmente com seis filmes, mas que possui um imenso universo extendido.

The eternal champion (1962) by Michael Moorcock

Erekosë, escolhido pelos seus feitos como o Campeão da Humanidade, é acordado de um sono profundo – a morte – pelo Rei Rigenos e sua filha Iolinda, a prometida ao herói, para enfrentar a maligna raça dos Eldren, descrita como violenta e que põe em risco a existência da humanidade. Deverá Erekosë, o defensor da humanidade, destruir o Princípe Arjavh, sua bela irmã Ermizhad, exterminar toda a vida no continente de Mernadin e matar todos os habitantes da última cidade Eldren, Loos Ptokai.

Mas será realmente que os Eldren são tão monstruosos assim?

[Crítica]
Publicada originalmente em Science Fantasy #53 de junho de 1962, The eternal champion estabelece a ideia do herói que renasce infinitamente sempre disposto a defender a humanidade, aqui em um conceito mais amplo, o que significa que “humanidade” pode não ser aquilo que você supõe. Em inglês inclusive há as palavras mankind e humanity, e Erekosë é o defensor da humanidade.

A história começa como um sonho de John Daker que vê sua consciência emergir no corpo de Erekosë e faz referência a diversos nomes como Shallen, Artos, Brian, Umpata, Roland (que teve participação em Stormbringer Livro 4: Doomed Lord's Passing, em uma trama onde era um campeão escolhido que também estava em um sono semelhante à morte), Ilanth, Ulysses e Alric (pág. 1), mas sabe-se que Elric também é uma das manifestações do Campeão Eterno.

Sobre isto, Moorcock na introdução diz: “'The Eternal Champion' apresenta a ideia de um herói constantemente reincarnado para lutar pelo Equilíbrio (Balance, no original), não importando que outras lealdades ele possa ter e 'The Sundered Worlds', que não será publicado nesta série [Chronicles of the Last Emperor of Melniboné] por que é mais sci-fi, oferece em primeira mão a ideia de um 'multiverso', uma quasi-infinito número de universos, onde um é apenas levemente diferente do seguinte.

A novela está na coletânea Elric To Rescue Tanelorn, o volume 2 de Chronicles of the Last Emperor of Melniboné (Del Rey, ISBN 978-0-345-49863-2, 2008) e é uma obra deliciosa. Novamente há um “herói” indeciso sobre suas ações e em vários momentos há resquícios de O senhor dos anéis, já que os homens estão atacando uma raça élfica chamada Eldren que vieram que outro mundo, e que eventualmente são auxiliados pelos “halflings of the Ghost Worlds”, uma versão dos hobbits.

Ao analisar a crueldade da humanidade e como o herói é levado a tomar suas decisões, cria-se uma dúvida legítima como os acontecimentos na série de Tolkien – que não resiste para os leitores da saga, mas devemos lembrar que supomos as intenções de Sauron apenas pelas conclusões de seus inimigos. Aqui a dúvida legítima ganha outro tom e leva uma ruptura e a criação de um novo reino.

Doctor Who: Who is the next Who?

No último domingo (4/08/2013) às 15:30, horário de Brasília, a BBC One exibiu Doctor Who Live The Next Doctor 2013, um especial de meia hora de duração onde apresentou o novo Doutor.

Peter Capaldi será o 12º Doutor, substituindo Matt Smith, que esteve na série por quatro anos.

Para quem não conhece: o Doctor é um Lorde do Tempo, último de sua raça e viajante no tempo. Ele viaja em uma nave que se assemelha a uma cabine telefônica azul da polícia inglesa com características dos anos 1960. A série de TV completa 50 anos em 2013 e a cada retorno um novo ator é escolhido para interpretar o personagem, utilizando um conceito de que se o Doutor “morre” ele irá se regenerar em um novo corpo.

Desde 2005 quando a série foi reestruturada e não houve hiato significativo, houve três atores interpretando o Doutor: Christopher Eccleston (9º Doutor), David Tennant (10º Doutor, meu preferido) e Matt Smith (11º), o atual, que deverá deixar o papel no especial de cinquenta anos.

A série é “relativamente” inédita no Brasil, mas as temporadas criadas a partir de 2.005 estão sendo exibidas na TV Cultura nos domingos e diariamente nas madrugadas, infelizmente dubladas e sem opção de legenda.

Vale a pena conhecer.