Noé Tome 1 Pour la cruauté des hommes
Nos
últimos anos tenho tido um cansaço especial com os quadrinhos
enquanto mídia em função de seus temas: o quadrinho de super-herói
cansa, especialmente se você o lê há mais de trinta anos como eu.
Torna-se
cada dia mais comum deixar de acompanhar séries de personagens para
acompanhar autores. Troco facilmente o lote de histórias do
kryptoniano produzidas por John Byrne e Dan Jurgens,
pelo lote de Grant Morrison. São gostos, é claro.
O certo,
no entanto, é que a repetição de acontecimentos e de estratégias
afasta o leitor. Qual a diferença entre The
New 52 para Marvel NOW?
Então,
às vezes penso que Alan Moore é apenas um velho gagá com
ego inflado, para então acordar e ver que o mago inglês tem razão
quando disse que todas as histórias já foram contadas e o talento
reside em contá-las de novo para uma nova audiência.
Assim é
Noé, Livro 1 Por causa da maldade dos homens (tradução
livre de Noé Tome 1 Pour la cruauté des hommes, álbum publicado na França por Le Lombard em
2011) de Darren Aronofsky & Ari Handel e arte e cores
de Niko Henrichon.
O livro,
que tenciona ser o primeiro de quatro, reconta a história clássica
– e bíblica – de Noé, um homem justo em uma sociedade
profundamente corrompida que é avisado pelo criador que o mundo será
purificado através de uma grande inundação. Caberá a Noé um
papel de salvar os justos e os animais com a construção de uma
arca.
A
história nas mãos competentes deste trio torna-se uma narrativa
apocalíptica e um cenário de sci-fi bem construído e condizente
com muito da produção da revista Heavy Metal ou dos
Humanóides Associados. Há evidentemente um tom ecológico na
trama, sem, no entanto, ser piegas, chato, eco-xiita ou pretensioso.
Noé é, acima de tudo o ecologista mor da humanidade, já que
resgatou os animais de uma grande catástrofe natural, permitindo a
sobrevivência dos mesmos enquanto os atos dos homens provocaram o
seu fim.
De
acréscimo há uma simpática reformulação do conceito de serafins
caídos, que nós, criados na cultura judaico cristã,
automaticamente atribuímos aos demônios e suas hordas; mas aqui são
retratados de forma original: por escolha própria caem para ensinar
ao homem a ciência e são vítimas do mau uso deste conhecimento. No
livro os serafins tornam-se os gigantes várias vezes referidos no
Pentateuco.
A única
crítica fica por conta do pouco desenvolvimento da família de Noé,
o quê se diga de passagem é bastante condizente com o papel da
mulher e dos filhos no contexto da sociedade retratada na Bíblia. A
esposa entra muda e saí calada e aceita todo o radicalismo do
esposo.
Faça como seus heróis: leia livros!
Aqui o Coisa lê
Salem's Lot (A hora do vampiro) de Stephen King em Marvel Two-in-One
Annual 02 (1977).
Contexto: A Marvel
tinha fornecido apenas duas edições anuais para Starlin terminar a
saga de Warlock e esta era a segunda. O Aranha vai em busca de
transporte para auxiliar aos Vingadores a impedirem o genocídio
estelar.
Relação com a obra: A
história não tem relação nenhuma com o livro, mas a passagem que
Ben cita realmente existe e é tensa.
Texto & lápis Jim
Starlin, finais Joe Rubinstein.
Poeira assentando
Em 1.985 Roy Thomas
soube que a sua série All-Star Squadron não iria sofrer
alterações com a reconstrução do Universo DC que ocorreria
após a publicação da série Crise nas Infinitas Terras.
Paul Levitz e
John Byrne procuraram uma maneira para explicar a existência
de uma Legião dos Super-Heróis no século XXX. Afinal
o grupo havia sido inspirado na lenda do Superboy, a
identidade que o Superman utilizou quando adolescente.
Bobos. Assim como no
período 1.987-2.011 basta escrever ou reescrever diálogos ou
simplesmente ignorar a história. Ou por acaso você se esqueceu que
Salteadora, que foi uma Robin por cinco minutos – e morreu... e
voltou – também foi mãe e deu o bebê para a adoção?
A série e os
personagens de A-SS transcorriam na Terra-2, uma das Terras do
Multiverso de então. Neste universo os super-heróis da DC surgiram
nos anos 1939/1940 e a série contava aventuras que passavam em 1.941
fazendo retro-continuidade.
Thomas então viajou
para a Europa com a esposa. Quando retornou descobriu que não
poderia utilizar mais alguns personagens como Batman & Robin,
Superman e Mulher-Maravilha. Logo a própria série
seria cancelada para passar por uma reestruturação que visava
adequar-se à nova realidade da editora: um só universo.
Neste novo universo a
trindade só surgiria no início dos anos 1.980.
* * *
Paul Levitz e
John Byrne procuraram uma maneira para explicar a existência
de uma Legião dos Super-Heróis no século XXX. Afinal
o grupo havia sido inspirado na lenda do Superboy, a
identidade que o Superman utilizou quando adolescente.
Porém no novo universo
DC o Superman não havia sido Superboy. John Byrne, o escritor
contratado para reformular o homem de aço – junto com Marv
Wolfman – preferiu aproximar-se do conceito original do herói
e tirou a retro-cronologia do garoto de aço da história do
kryptoniano, fato que assumidamente se arrependeu posteriormente.
Sem um Superboy, Levitz
– escritor da Legião – e Byrne criaram o conceito do Universo
Compacto criado por um vilão da equipe. Ficamos com um gosto
ruim na boca. Gosto que se repetiu várias vezes naquele período,
seja nas história do Gavião Negro ou nos adendos em Lanterna
Verde.
Era um universo em
construção e a poeira ainda não tinha assentado definitivamente.
Anos depois a editora
mataria o homem do amanhã e apresentaria quatro novos Supermen. Um
deles se transformaria no Superboy “definitivo”: um clone mal
construído do Superman. Ambos, o kryptoniano e o clone, fizeram
parte de Legiões distintas; o primeiro da Legião clássica e o
segundo da Legião presente na série The Legion.
* * *
Em ambos os casos, de
Roy Thomas ou de Paul Levitz & John Byrne, o tempo se encarregou
de cuidar dos destroços, da poeira. Mark Waid chegou a dizer
sobre o período que algo que era válido em uma semana talvez não
fosse válido na semana seguinte.
Algumas histórias
criadas em um primeiro momento se tornavam erros terríveis e eram
esquecidos e refeitos, vide Poderosa.
Assim é com o Batman
em Os Novos 52. O universo de super-heróis da DC Comics
surgiu a apenas cinco anos antes do reboot de outubro de 2.011.
Alguém então se
lembrou de perguntar como Batman teve quatro Robin em tão
pouco tempo: Dick Graysson, Jason Todd, Tim Drake
e Damian Wayne, entendendo que a Salteadora já havia
sido retirada da lista.
Bobos. Assim como no
período 1.987-2.011 basta escrever ou reescrever diálogos ou
simplesmente ignorar a história. Ou por acaso você se esqueceu que
Salteadora, que foi uma Robin por cinco minutos – e morreu... e
voltou – também foi mãe e deu o bebê para a adoção?
Com isso em mente os
editores da DC Comics explicaram que Tim Drake nunca foi Robin,
tornando-se deste o primeiro momento o Red Robin (Robin
Vermelho). E aí a editora reconta a história do arco “A lonely
place for dying” explicando que após descobrir a identidade do
Batman, Drake tornou-se o Robin Vermelho.
Seus pais não passaram
pelo “Ritual de passagem” para ser Robin, eufemismo para
dizer que não foram assassinados.
A explicação da DC
não convence por que Dick, Jason, um período de luto com uma rápida
parceria com Tim Drake, mesmo utilizando uma alcunha diferente, e
então o atual Robin em cinco anos continua a ser muito pintassilgo
para pouco bat-ano.
* * *
Nisto vejo o caso de
Levitz, de novo escritor da Legião: continuou a escrever a série
sem tocar nos pontos de conflito e esperar a poeira assentar.
Aprendeu a lição.
Soft porn: Cinquenta tons de cinza
O sucesso de Cinquenta
Tons de Cinza não me ofende. 340 mil pessoas compraram a edição
brasileira e ninguém as obrigou a isto. Certamente alguém que nunca
comprou um livro, adquiriu o volume para encher a imaginação com
suas fantasias SM e, creio eu, gozarem sem culpa.
Afinal livro é chique.
(Quadrinho é que é sujo.)
A EL James faz
agora o quê Harold Robbins e Sidney Sheldon fizeram
uma geração atrás. Robbins, que tinha títulos como “O
garanhão” chegou a ter volumes traduzidos por Nelson
Rodrigues para dar ao leitor o “tom” da obra. Detalhe:
o dramaturgo não tinha conhecimento algum da língua de Shakespeare
e apenas assinava as traduções.
No fundo voltamos à
questão primordial: leitores de “Harry Porter”
continuaram a ler livros depois da série? Ou na narrativa
contaminada do livros e filtrada pela cine-série apenas viciou os
leitores infanto-juvenis?
Noto claramente que
todo o contexto de “revolução dos duendes escravos” da série
do menino-mago nunca foi um tópico muito distinto de debates, assim
como o fato atual que uma garota aceita ser submissa numa relação
romântica e sadomasoquista não vai acender a luz vermelha de
ninguém, para transferir para o romance a responsabilidade de
transformar as mulheres em objetos submissos. Ninguém realmente
liga para o livro que rendará quando muito uma experiência sexual
com menor culpa.
O melhor de tudo é que
depois dos três livros, dos três filmes (sim, eles virão, espere)
e passados dez anos ninguém irá se lembrar. Nenhuma mãe daqui dez
anos irá entregar à filha a sua cópia do livro, com a mesma
tranquilidade que passo para minha filha um Jules Vernes. Se
as cópias ainda existirem nesta época, ficarão em algum lugar sujo
e empoeirado como “cabe” ao soft porn que lemos na
adolescência e temos vergonha de ter lido.
No mais, o desejo aceso
irá encontrar uma recepção em muitos maridos, que irão locar
produções soft porn para abastecer o manancial de
expectativas criadas. Alguns apenas trarão para o quarto do casal as
produções habituais que já assistiam, mas tinham vergonha do fato.
A indústria do porn irá criar novas produções e assim um produto
supostamente cultural irá criar uma geração de consumidores de
pornografia.
Não a culpa não é de
James, nem das editoras, nem dos leitores, mas todos usam o contexto,
o mercado e as necessidades do público para ter lucros.
Grandes lucros.
---
post scriptum:
Ninguém fala, mas o grande objetivo por trás de toda a indústria
de robôs é a pornografia. Robôs com pele, cheiro e aparência
humana serão comercializados como bonecos infláveis e terão
modelos criados sob encomenda para necessidades bem específicas. A
ficção científica se não trata deste assunto de forma mais
explícita é por que os editores querem ver livros que seus pais
tenham orgulho e leiam.
Sword of Azrael (1992)
Poucos personagens
novos surgem com uma mitologia poderosa por trás deles. Azrael
– o segundo personagem da DC Comics a usar este nome, o primeiro
foi um personagem dos Novos Titãs – foi assim.
Azrael é o anjo
vingador, uma espécie de capanga da Ordem de São Dumas, uma
ordem secular de cruzados que se descobre falida e traída por um dos
seus, que serve agora ao demônio Biis, antagonista de São
Dumas.
Azrael morre em um
confronto e como o Fantasma de Lee Falk, passa o cargo
automaticamente para a próxima geração. Seu filho que passa a ser
treinado pelo nada gentil anão Nomoz, que deseja vingança, e
por vingança entenda-se sangue e morte.
Dennis O'Neil,
Joe Quesada e Kevin Nowlan conseguem uma costura
adequada de ação e tensão, mesmo tendo que juntar o homem morcego
na aventura. Batman, seguindo os passos do assassinato de
Azrael em Gotham City passa ser o fio condutor do processo de
treinamento do próximo Azrael, especialmente quando descobre que o
adolescente teve um treinamento intra-uterino que o deixou mais
rápido e apto para resposta sobre-humanos. Este treinamento (“O
sistema”), no entanto, torna o jovem um assassino e o
homem-morcego quer romper com isto.
Ao final aceita treinar
o garoto.
Esta série e o dois
primeiros anos da série regular de Azrael são a nata do personagem,
um resquício dos cruzados no mundo moderno. Há bastante aventura,
tumbas e segredos milenares que, de certo modo, remetiam a um momento
da indústria em que personagens como “Tomb Raider” tinham
bastante aceitação do público.
Posteriormente, muito
envolvido na cronologia de Batman o personagem perdeu o interesse e
os leitores, mas recomendo esta aventura. Especialmente por que trás
o Alfred Pennyworth de O'Neil, com suas tiradas rápidas,
inteligentes e sarcásticas que tanto fazem falta – outra fonte
para este Alfred são as edições The Legends of the Dark Knight
escritas pelo autor.
The Defenders Over-Mind!
come
the Over-Mind and he shall
crush
the universe!"
No verão de 1982 a série
The Defenders #112-115 (out/82-jan/83) apresentou a primeira
aparição do Esquadrão Supremo após A Saga da Coroa da
Serpente. Era um conflito semelhante à estrutura dos eventos
Liga da Justiça/Sociedade da Justiça da DC Comics,
levando duas equipes a lutarem contra um inimigo comum.
Kyle Richmond foi
eleito o presidente da Terra-S (nominada na edição #114),
mas passou a sofrer influência de uma criatura alienígena chamada
Over-Mind (um avatar para a consciência de uma raça chamada
Os Eternos, mas não aqueles Eternos). Over-Mind ganha a
simpatia do Esquadrão Supremo, mas logo seu controle é questionado
quando Richmond instaura um estado de sítio. Over-Mind controla a
equipe e Hiperion foge, envenenado por argonita.
Na Terra-616 (a Terra
padrão do Universo Marvel) ele consegue o auxílio dos
Defensores, que na época contavam com muitos membros
clássicos e também Visão, Feiticeira Escarlate e o
recém ressurrecto Nighthawk. Ao avisar que Over-Mind,
Richmond e o Esquadrão estão construindo uma base lunar para
invadir todas as dimensões possíveis de modo a dominar o universo,
não resta mais dúvida senão partir para a Terra-S e atacar os
vilões.
Com a ajuda de uma mulher
composta de energias e poderes mentais chamada Mindy, que
supostamente teria salvado Nighthawk da morte edições antes, os
Defensores chegam à Base Lunar Um e degladiam com o
Esquadrão, numa típica luta de equipe de heróis.
Durante a luta Kyle
Richmond, o presidente dos EUA da Terra-S, é assassinado por um
descontente com seu reinado de terror e descobrimos que em seu corpo
estava NULL, the living darkness, um inimigo recém derrotado
dos Defensores.
Na edição seguinte Mindy
soma suas energias com Defensores e Esquadrão Supremo e consegue
derrotar Null – uma batalha que toma toda a edição – mas
descobrimos que Kyle era um constructo e, na verdade, Nighthawk era
Kyle! Ou seja: ninguém morreu!
É o seguinte: quando
Nighthawk morreu, ele morreu mesmo! Mindy o substituiu com o Kyle da
dimensão seguinte, alterando suas memórias. Na Terra-S Over-Mind
criou um constructo que foi ocupado pela essência de Null.
Hum... que gosto ruim que
fica na boca.
Mas é uma boa história que
mostra o segundo caso de domínio mental do Esquadrão Supremo na sua
segunda aparição.
Por JM De Matteis &
Don Perlin (#112-114) e De Matteis (#115), Don Perlin, Mike
Gustovich (#112-114) e Hilary Barta (#115).
Observação: a explicação
da substituição dos Kyle's leva apenas quatro páginas da edição
#115, que continua a história com um desvio interdimensional dos
Defensores antes de retorna à Terra-616.
Sarcófago: Kung Fu Fighting!
Nos anos 1970 o modelo
mais legal era Bruce Lee e as produções cinematográficas de
arte marciais começaram a aportar nos cinemas americanos, sendo
sucessivamente redistribuídas para países como o Brasil.
O sucesso de Mestre do
Kung Fu abriu o caminho para uma série de outros personagens e
também para edições “Giant Size” da Marvel que
exploravam artes marciais.
Os quadrinhos
embarcaram na onda depois do sucesso de Operação Dragão
(1973) e da série de TV Kung Fu com David Carradine
(reprisada atualmente no canal por assinatura TCM).
Mas quais foram os
quadrinhos de kung fu mais significativos?
MESTRE DO KUNG FU –
Marvel Comics
Certamente o mais
expressivo e importante título de arte marciais da indústria,
surgiu da mente de Steve Englehart & Jim Starlin, mas seu
período “dourado” é com Doug Moench & Paul Gulacy,
onde explorou-se muito a influencia da espionagem típica dos longas
de James Bond.
Influenciados pela série de TV, Englehart & Starlin chegaram a
levar o editor Roy Thomas para assistir o programa de modo a
coaptá-lo para a ideia. Thomas sugeriu aproveitar o conceito de Fu
Manchu, um vilão da literatura inglesa, e Shang Chi, o Mestre
do Kung Fu, tornou-se a “arma viva” que herdaria o reino de
terror de Fu Manchu, mas se rebela depois de descobrir a verdade
sobre seu pai.
O sucesso de Mestre do
Kung Fu abriu o caminho para uma série de outros personagens e
também para edições “Giant Size” da Marvel que
exploravam artes marciais.
FILHOS DO TIGRE –
Marvel Comics
Três lutadores de
artes marciais dividiam um amuleto e a série tinha foco em
adolescentes, problemas e o dia a dia em uma academia. A série é
mais lembrada como primeiro trabalho de George Pérez e por
ter sido origem de Hector Ayala – o Tigre Branco –
que herdaria o amuleto compartilhado depois de encontrá-la
abandonado! Anos depois em uma série do Aranha, Ayala teve sua
identidade publicamente revelada e décadas depois morreria em um
arco da série Demolidor, já por Bendis. Criados por Gerry
Conway, Dick Giordano & George Pérez.
PUNHO DE FERRO –
Marvel Comics
Danny Rand,
herdeiro de um império econômico teve seus pais mortos em uma
expedição e foi criado em uma cidade mística. Treinado nas artes
marciais, adquiriu a marca do dragão que permitiria canalizar seu
chi em seu punho. Retorna para a América e se torna vigilante
– não sem antes cuidar da sucessão dentro da companhia. Surgiu em
Marvel Premiere – um título de estreias da Marvel – por
Roy Thomas, Gil Kane e Dick Giordano e continuou em série
solo que foi produzida por Chris Claremont & John Byrne. É
aqui que o mutante Dentes de Sabre surgiu, antes de tornar
pai, irmão, marido, mulher... do Wolverine.
No Brasil o personagem
teve série própria na Bloch com o título “PUNHOS DE AÇO”
RICHARD DRAGON, KUNG
FU FIGHTER – DC Comics
Surgido em um livro de
Dennis O'Neil, que supostamente seria o primeiro de uma série
como o Executor, Dragon foi adaptado para os quadrinhos pelo
próprio autor e com arte de Leopoldo Duranona. Pequeno ladrão
teve roubar um monastério mas é convidado a ser estudante, levando
o amigo negro Ben Turner – o Tigre de Bronze do
Esquadrão Suicida.
A série teve vida
curta, mas nos anos 1980, O'Neil o utilizou como coadjuvante na série
Questão. Recentemente teve uma nova série.
O garoto da Legião
dos Super-Heróis decide viver um período no presente do
Universo DC e tem sua própria série que durou 15 números. Não fez
falta! Afinal você faria aulas em uma academia de caratê em que seu
mestre é o Karate Kid?
---
(*)
Parte das informações deste post vieram do artigo “In
the Kung Fu Grip” de Tom Stewart publicado em Back
Issue #13 (dezembro de 2005).
Justice League, The Satellite Years: 1980
A grande surpresa de 1.980 foi a saída de Arqueiro Verde ( #181-182) que desde um encontro com o Black Lightning se questionava sobre a função da equipe. Ele estava foi preocupado com o criminoso comum, do dia a dia, enquanto a equipe estava concentrada em ameaça cósmicos.
Também foi o ano da
entrada do Nuclear (#179) e do arco Crise em Nova Gênese
(# 183-185), que infelizmente trouxe a última edição de Dick
Dillin (#183), que havia morrido em março de 1.980. Felizmente o
desenhista substituto foi o excelente George Pérez, ainda não
plenamente envolvido com a Nova Turma Titã. Para nossa
tristeza durou pouco.
Mas vamos lá.
Justice League of
America #175 (feb/1980) - “But can an android dream?”
- Tornando Vermelho de afasta da equipe para adotar a pequena
Traya e reassumir a identidade civil de John Smith,
reatando o romance com Kathy Sutton. Doctor Destiny
foge da prisão e constrói um novo materioptikon e projeta
ilusões em uma parada de Halloween.
#176 - “The
Dream factories of Doctor Destiny” - A Liga rastreia o Doctor
Destiny que inicia um programa de escravização dos seres humanos
chamado “Omega Program”, ativando três máquinas que
devem ser desativadas ao mesmo tempo. Uma oportunidade para a equipe
se dividir em duplas e conseguir interromper a máquina nos segundos
finais.
# 177 – 178 -
“The Graveyard Gambit” & “ The Chess Master of
Mars” - A Liga (Arqueivo Verde & Canário Negro,
Lanterna Verde Hal Jordan, Mulher Maravilha, Superman,
Batman, Hawkgirl, Zatanna e Tornado Vermelho)
enfrentam peças de xadrez com poderes entre seus próprios casos,
até que Zatanna descobre que J'Onn J'Onzz, o Caçador de Marte
está enfrentando o vilão Despero em um jogo de xadrez e é o
vilão que domina as peças que representam a equipe. Por isso J'Onn
está permitindo a derrota.
# 179 (jun/1980)
- #180 - “The Siren Song of the Satin Satan” &
“A beautiful evil” – Numa aventura que parece
aproveitada da série cancelada do Nuclear, o herói
adolescente é indicado para a equipe pelo Superman e após aprender
alguns detalhes sobre o funcionamento da Liga vai investigar o
desaparecimento de um colega de escola e se depara com Satin
Satan, um demônio que dominou o corpo da top model
Sabrina Sultress.
Arqueiro Verde
questiona o papel da equipe e se seu lugar é ali e mesmo o
teoricamente frio Tornado Vermelho percebe as reflexões do vigilante
de Star City.
Capturado, Nuclear
convoca a equipe e descobrimos a trama do demônio que possuiu a
modelo que transformado homens em um exército para futuramente
atacar a Terra!
# 181 - “The
Stellar Crimes of The Star-Tsar!” - Quando o Star-Tsar
retorna e fere Arqueiro Verde e Canário, a culpa imediatamente recai
sobre Snapper Carr, mas a roupa foi roubada e a equipe
consegue encontrar o novo criminoso. Arqueiro Verde decide sair da
equipe.
# 182 (set/1980)
- “Reprise” - Arqueiro Verde grava parte de suas
memórias para ajudar a por em ordem seu pensamentos e suas decisões
recentes. Narra assim a aventura recente da equipe onde o regenerado
Felix Fausto que encontrou o diário de Nostromus, mas
é dominado pelo espírito do mago preso no diário para entoar
cânticos para ressuscitá-lo. Fausto pede auxílio à Liga que conta
com a colaboração de Ollie, que não aceita voltar à equipe.
# 183 – 185 -
“Crisis on New Genesis” - Um revivido Darkseid
conta com o auxílio da Sociedade da Injustiça (The Shade,
The Icicle e The Fiddler) para ressuscitar e escravizar
Nova Gêsese. Metron pede o auxílio da Liga &
Sociedade da Justiça em seu encontro anual.
Esta arco dá sequência
aos eventos de The return of The New Gods & Adventure Comics
#460 escritos por Gerry Conway e posteriormente banidos da
cronologia quando Jack Kirby retornou para a DC Comics
e produziu a 12ª aventura do título New Gods (publicado na
6ª edição de uma série de reprints) caminhando para a graphic
novel The Hunger Dogs.
Veja mais encontros
Liga da Justiça & Sociedade da Justiça aqui.
Justice League, The Satellite Years
Quartéis generais de
equipes de heróis sempre tiveram um lugar especialmente na
imaginação coletiva dos leitores de quadrinhos.
A Liga da Justiça
da América ofereceu aos seus fãs dois dos mais conhecidos: o
satélite e a Sala da Justiça – esta última presente
apenas na versão animada da equipe “Super Amigos” até
Brad Meltzer a transformar em realidade nos quadrinhos, já nos anos
2.000. Isso sem desmerecer a importância da Torre de Vigilância, a
base da fase 1.997-2.006.
O satélite surge após
a sede da equipe ser revelada e possibilitou aos heróis ter uma
visão mais holística do mundo, ainda que muitas aventuras
continuassem a ter como base os EUA.
Posicionado 22.300
milhas acima da Terra em órbita geo-estacionária o novo quartel faz
sua primeira aparição na edição Justice League of America #78
(fevereiro/1970) e segue até a edição #230 (setembro/1984),
quando é destruído.
O transporte dos
membros era permitido através de tubos de teletransporte –
levemente inspirados em Jornada nas Estrelas – que ficavam
posicionados em pontos chave ao redor do globo, ainda que também
fosse possível o transporte tem o tubo.
O período é bem
lembrado pelos leitores como um ponto alto da série em quadrinhos e
foi geralmente escrito por Gerry Conway (há vários
fill-ins), a Era do Satélite, como passou a ser
conhecido este período, é certamente um dos melhores períodos de
produção para a equipe, especialmente durante a curta passagem de
George Pérez pelo título.
Após a destruição do
satélite em Justice League of America Annual #02 (out/1984) o
Caçador de Marte retorna à Terra e auxilia na convocação
de novos membros que iriam iniciar o quê é conhecido como “Detroit
Era” (edições #231-261), um momento muito criticado
mesmo pelos fãs mais ardorosos.
John Constantine HELLBLAZER Origens volume 2: Triângulos infernais
Continuando
seu projeto de estabelecer uma cronologia para John Constantine
republicando seu material em ordem cronológica, a Panini nos
presenteia com esta edição que além de trazer um excelente
material de Hellblazer #7-10 e Swamp Thing #76-77, traz
uma dezena de páginas da edição especial Vertigo Secret Files &
Origins: Hellblazer escrita com habilidade por Michael Bonner.
Enquanto
os eventos deste volume ocorriam, Constantine também auxiliava o
Monstro do Pântano em encontrar um novo hospedeiro para o
Broto – o próximo elemental, criado pelo Parlamento das
Árvores enquanto o Monstro estava no espaço. Estes eventos já
foram publicados no Brasil em MONSTRO DO PÂNTANO/HELLBLAZER – O
CELESTIAL E O PROFANO #1-4.
Limitando-se
apenas aos eventos da série HELLBLAZER, descobrirmos que Zed,
o atual interesse romântico de John, foi preparada para conter o
próximo messias e o demônio Nergal não deseja que o
delicado equilíbrio atual entre inferno e céu seja rompido. Para
tanto usa seu sangue para que Constantine recupere a forma física –
o mago jogou-se de um trem em movimento, depois de perseguido por
fantasmas de amigos que foram assassinados por seus atos.
Constantine
transa com Zed e, sem saber, a conspurca, tornando-a suja para
abrigar o próximo messias – o quê era o plano de Nergal desde o
início, pois sabia que o mago inglês não a mataria. Isso destrói
a sede da Cruzada da Ressurreição, mas não destrói os
inimigos naturais deles, o Exército da Danação, mantido por
Nergal. Os Cruzados já haviam sido apresentados no volume anterior
prometendo milagres e facilidades.
Monstro
do Pântano ocupa à força o corpo de John, para ter um ato físico
com Abby Arcane e na fecundação, permitir um corpo para o
Broto – o quê daria origens à Tefé Holland, filha do
Monstro do Pântano & Abby, com direito ao sangue de Nergal e da
família Constantine.
Nergal
percebe o quê John fez e se irrita jurando vingança. Não há uma
relação direta entre a concepção imaculada pretendida pela
Cruzada da Ressurreição e a fecundação do Broto, mas no
encadernado da forma como é apresentado, fica-se com a impressão
que o demônio temia o nascimento de uma nova força que poderia
destruí-lo. Esta, no entanto, seria o fruto de Zed e o Anjo e não o
Broto. Passa à história apenas que John o enganou e permitiu a
concepção que iria ameaçá-lo.
Na
ira Nergal remete à Newcastle, um exorcismo mal sucedido que
John e seus pares fizeram em 1.978. Na época o exorcismo deu errado
por que John invocou um demônio cujo nome não sabia e portanto não
tinha controle. John agora sabe o nome e jura vingança a Nergal!
Com
texto Jamie Delano e Rick Veitch (Swamp Thing), arte de
John Ridgway, Richard Piers Raynier, Brett Ewins
e Jim McCarthy e Veitch, Alfredo Alcala e Tom
Mandrake (Swamp Thing) o encadernado facilita a vida dos fãs da
série Hellblazer e com isto permite criar uma linha histórica para
o personagem.
Excelente
aquisição.
Volume
|
Nome
|
Edições
|
1
|
Pecados originais
|
Hellblazer # 1-6
|
2
|
Triângulos infernais
|
Hellblazer # 7-10; Swamp Thing # 76-77; Vertigo
Secret Files & Origins: Hellblazer
|































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