Fábulas vol 10: O bom príncipe
Personagem
coadjuvante de Fábulas, geralmente retratado como um cômico
e secundário responsável pela limpeza, o Papa Moscas tinha
um potencial enorme para ser trabalhado, especialmente por que na
fábula de origem ele não tem nome, nem definição: é apenas um
sapo que beijado por uma bela dama retorna ao formato humano e
revela-se um príncipe.
Sendo
um nada, poderia ser qualquer coisa.
Na
série em quadrinhos da DC Comics/Vertigo, Papa Moscas nunca
foi nada além de um alívio cômico para a série, que por sinal tem
outros alívios cômicos, então era coadjuvante mesmo entre os
coadjuvantes.
Neste
encadernado que reúne as edições #60-69 da série Fables
ele vê-se diante de um papel ativo na cada dia mais próxima guerra
contra o Adversário e o Império. Bill Willingham
(texto) e Mark Buckingham (lápis) & Steve Leialoha e
Andrew Pepoy (finais) constroem uma sensível história de
redenção quando não houve pecado, de sacrifício apenas em prol do
alheio. Papa, agora Príncipe Ambrose, abandona a cidade das
fábulas e retorna às Terras Natais, com um séquito de
seguidores resgatados do além e realmente se apresenta como uma
preocupação para o Adversário. Mas poderia eles fazerem frentes às
hordas de soldados de madeira ?
De
pano de fundo o início do treinamento militar das Fábulas e uma
história fechada com a Ninhada (a família de Branca de
Neve & Bigby Lobo) com arte de Aaron Alexovich.
Volume
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Nome
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Edições
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01
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Lendas no Exílio
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#01-05
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02
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A revolução dos bichos
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#06-10
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03
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O livro do amor
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#11-18
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04
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O último castelo; #19-21; #23-27
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05
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#22; 28-33
|
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06
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#34-41
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07
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Noites (e dias) da Arábia
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#42-47
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08
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Lobos
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#58-51
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09
|
#52-59
|
|
10
|
O bom príncipe
|
#60-69
|
11
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Guerra!
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#70-75
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Flash, a série de Panini Comics
Desde
que decidiu publicar todas as 52 séries da DC Comics pós
reformulação, muito se havia especulado sobre os mixes
nacionais. Alguns ficaram evidentes desde o primeiríssimo momento
como Superman (Superman, Supergirl, Action
Comics) e as séries do Batman – Batman e A
sombra do Batman.
Supus
que Arqueiro Verde e Exterminador ficariam perdidos em
alguma série de sete aventuras como a antiga Universo DC, mas
para minha surpresa ambas foram alocadas em Flash, que volta a
narrar as aventuras de Barry Allen, personagem, em parte
responsável pela reconstrução do Universo DC agora fundindo os
resquícios de DC + WildStorm + Vertigo.
Arqueiro
Verde choca por ter um visual de super-herói ultrapassado,
recontando a velha história do herdeiro de indústria de alta
tecnologia que é aventureiro. Se você quer ler isto, leia na fonte:
Homem de Ferro! E mesmo a DC já tinha feito melhor: Batman. É
uma série esquecível que só deve ter uma sobrevida maior que seu
primeiro ano em função da nova série de TV (Arrow) com o
personagem. Mas nem vale como curiosidade para conhecer o Arqueiro.
Exterminador
parece com os filmes de Bruce Willis onde ele é f@dão
e mesmo enganado prova sua força, inteligência e subjuga os
inimigos. Não é uma grande história, mas também não deve ser
entendido como o próximo Cães de Guerra e então pode ser
divertido de um jeito bizarro. É o conjunto básico de histórias de
um mercenário que pode estar cansado de guerra e tem sempre que se
provar para o mercado para constantemente se reinventar em sua
profissão.
Já
o personagem principal não tem uma história de impacto, com uma
narrativa bem simples e de segunda linha que não prende muito a
atenção. Curiosamente, por causa do mixes é a melhor coisa da
revista.
João das Fábulas: A grande fuga
Há
anos as editoras em quadrinhos norte-americanas estão dividir séries
para capturar vendas e raramente tem algo a acrescentar mesmo nos
quadrinhos de aventuras e super-heróis. Jack of Fables (João
das Fábulas, no Brasil) série derivada de Fables
(Fábulas) é assim: não acrescenta nada de interessante à Fábulas
e não deve ser entendida como uma leitura obrigatória.
A
Panini tentou vender a série no Brasil como uma minissérie
em 4 edições, iniciando um ciclo de várias séries, mas
aparentemente a ideia não foi bem aceita por que a partir do segundo
ciclo a editora já retornou ao já clássico e consagrado formato de
encadernados.
Nas
edições #1-2 da série nacional temos a publicação do arco
“A grande fuga”, originalmente publicada nas edições
#1-5 da série americana com texto de Bill Willingham &
Matthew Sturges, arte de Tony Akins e finais de Andrew
Pepoy. Após o fracasso do fim do projeto em Hollywood, João, o
trapaceiro das Fábulas mais preocupado em estabelecer sua própria
fábula como importante, é capturado pelo senhor Revisor e
suas assistentes, as senhoritas Páginas e aprisionado na Comunidade
do Asilo Galhadas Douradas.
O
arco mostra a sua fuga desta Comunidade, junto com alguns tipinhos já
vistos em Fábulas, como Cachinhos Dourados, e uma dezena ou
duas de fábulas secundárias, entras elas se destacando Dorothy
& a trupe de Oz, a lebre e a tartaruga e os anões – de Branca
de Neve.
A
história se sustenta mais na personalidade canalha de João do que
realmente numa estrutura de história em si. Se você curte os
exageros e as indiscrições do personagem, que não tinham um espaço
na série principal, você irá se divertir, ou então vai entender
que é um preâmbulo para criar uma história para esta série, que
só se desenvolverá adequada mais à frente.
A trilogia Sprawl, I: Neuromancer de William Gibson
A
primeira impressão que se tem quando se lê um livro de 25 anos que
fala sobre tecnologia é que a tecnologia retratada, assim como a
linguagem e a maneira como foi escrito caducaram, afinal em 1.984 já
existia uma série de coisas que eram retratadas no livro, mas em um
nível diferente, acadêmica ou empresarial. Assim, rede de
computadores para transmissão de dados, celulares e bio-engenharia
já existia, mas ninguém realmente os conhecia e tudo era apenas um
modelo de ficção científica. A maneira de se referir a algumas
coisas resultantes da criatividade humana estava mais para Star
Trek com que para uma ficção científica (sci-fi)
razoavelmente pé no chão.
Isso
não aconteceu com Neuromancer, romance de sci-fi de
William Gibson, considerado o inaugurador do movimento
cyberpunk.
Naquele
tempo retratado as grandes corporações tomaram o lugar do Estado.
Elas eram o estado. A matrix – o cyberespaço – era
possível de ser acessada e ser vivenciada – alguém falou em
internet, redes sociais e uma segunda geração de programas como o
atualmente finado Second Life?
Isto
era (é) o cyberpunk em suas origens, e é aqui que
encontramos Case um sujeito no meio do caminho da última
volta de seu parafuso, exilado quimicamente da matrix e cada
dia mais próximo da última trapaça. Mas Case encontra Molly
– uma ninja em couro, olhos com lâminas espelhadas e lâminas sob
os dedos – e Armitage – um militar obsessivo, mas
militares obsessivos não são exatamente o tipo de sujeito a quem
devemos confiar – que lhe oferecem uma chance de redenção – e
redenção aqui quer dizer voltar para a matrix – em troca
de um servicinho cheio de detalhes; muitos detalhes; detalhes sujos.
Para coroar este aglomerado – porque é um aglomerado e não uma
união – de pessoas, temos uma inteligência artificial cheia de
ideias pouco razoáveis.
Primeiro
romance a ganhar os três maiores prêmios da sci-fi (Hugo,
Nebula e Philip K. Dick) Neuromancer envelheceu
bem e sua linguagem ainda é desafiante, atual. A história é bem
narrada, ainda que aqueles que estão acostumadas a lerem livros que
seus pais leriam, possam achar que há sexo, violência, drogas e
referências obscuras demais. Outros podem achar que estão lendo a
história que influenciou uma geração.
Neuromancer
(ISBN 978-85-7657-049-3), Aleph (2012, 4ª edição, 4ª
reimpressão), publicado originalmente em 1.984. Tradução de Fábio
Fernandes a partir da edição de 25 anos.
Coerência e analfabetismo funcional
Temos
um contingente de 27% de analfabetos funcionais no Brasil, segundo
pesquisa da divulgada pela ONG Ação Educativa.
“Afora o analfabetismo puro e simples, o INAF (Indicador
de Alfabetismo Funcional) considera três níveis de alfabetização:
a rudimentar, a básica e a plena. A
rudimentar é a que permite ler um anúncio e operar com pequenas
quantias; a básica, a que possibilita ler textos mais longos
e vencer operações com as que envolvem proporções; a plena,
a que contempla os níveis mais altos de análise de textos e de
operações matemáticas.
(…)
Também é desanimadora a constatação de que, mesmo entre os
portadores de diploma universitário, há carências na
alfabetização. Trinta e oito por cento deles não alcançam o nível
de alfabetização plena. Tal constatação põe por terra o
argumento de que o mar de faculdades mambembes espalhado pelo país
cumpriria ao menos o papel de suprir as deficiências escolares
anteriores do aluno”.
(Roberto Pompeu de Toledo, VEJA edição nº 2.279, 25 de julho de
2012)
Aqui
a educação e o diploma universitário é apenas um detalhe, mas nos
EUA nem mesmo a desesperada Yahoo!, um outrora famoso site de
buscas na internet, aceita presidentes mentirosos. Há alguns dias o
CEO Scott Thompson, contratado à peso de ouro para
reestruturar a empresa e reposicioná-la no mercado, foi demitido
após 130 dias de contratado porque se verificou que em seu currículo
havia escrito que graduou-se em ciência da computação, quando, na
verdade, se formou em contabilidade.
Em
terras tupiniquins seria um deslise menor do “chefe” e alguém
apenas iria corrigir o currículo, se tanto.
Os Novos 52: Dark, três quintos é uma boa conta
A
Panini resolveu aproveitar o conceito da série mensal Vertigo
na nova série Dark, já que ambas tem espaço para cinco
aventuras.
Dark
traz Liga da Justiça Dark (eu prefiro Liga da Justiça
Sombria, ou “das trevas”), Homem Animal, Ressurreição,
Eu, Vampiro e Monstro do Pântano.
As
aventuras de Homem-Animal de Jeff Lamire & Travel Foreman,
Eu, Vampiro de Joshua Hale Fialkov & Marcelo Maiolo e
Monstro do Pântano de Scott Snyder & Yahick Paquette, que
perfazem 3/5 da edição estão entre o melhor da produção
“sombria” da nova era da DC Comics. Tanto o texto, quanto a arte
são convincentes e realmente nos convencem a adquirir a próxima
edição.
Já
a Liga e Ressurreição é apenas mais do mesmo, sem grandes
novidades.
A
proposta da DC é trazer de volta estas aventuras sombrias para o
Universo DC padrão, evidentemente passando à margem. As aventuras
citam os heróis da editora, Superman e Batman pululam
em Monstro do Pântano, Andrew Bennett desencoraja sua
adversária justificando o grande número de heróis, mas fica-se com
a impressão de cenas “forçadas” para deixar “claro, sem
sombra de dúvida” que o universo é o mesmo. Claro que se centenas
de pessoas fossem assassinadas em Boston e aguardassem o
amanhecer, se houvesse um universo de heróis, certamente um surgiria
para investigar a cena.
Quem
gosta da atual VERTIGO (Panini), gostará de DARK, e afinal
aproveitar 60% da edição é um grande acerto
Os Novos 52: Edge
Há
alguns anos a Marvel Comics disse que alguns personagens
normais dela viviam no limite do Universo Marvel, na “borda”,
o quê não era novidade já que a DC tinha dito o mesmo com
os personagens que iriam formar o selo Vertigo. A DC criou o
famoso selo de terror e a Marvel criou o selo Edge, pouco
divulgado e logo encerrado.
Os
anos passaram e logo a DC era dona da WildStorm e no terceiro
ou quarto relançamento procurou fundir os universos também em um
selo chamado Edge.
Assim,
agora no Brasil a Panini Comics lança a série mensal EDGE
que irá trazer as aventuras do StormWatch, Bandoleiro
e Vodu, com os temas padrões de: grupo de super-seres
misterioso que enfrenta grandes ameaças com pouco respeito pela vida
humana; agente que se tornou um trapaceiro e agora está envolvido em
uma conspiração alienígena e agente alienígena infiltrada como
dançarina, colhendo dados para uma invasão alienígena.
Devo
dizer que o StormWatch de Paul Cornell & Miguel Sepúlveda
e o Bandoleiro de Nathan Edmondson & Cafú merecem ao
menos uma segunda e talvez uma terceira olhada para avaliar melhor o
caminho que os autores iram tomar, mas Vodu de Ron Marz & Sami
Basri, apesar de essencial para a macro-história da invasão, é
uma série dispensável.
Mas
como tudo custa apenas R$ 5,90, pode ser uma boa maneira de gastar
seu rico dinheirinho. Ou não...
Sarcófago: Batman Blood Secrets
Era
1989 e o novo universo DC Comics era novo, novíssimo. Mark
Waid e Denny O'Neil procuravam criar um homem morcego que
tinha passado por um profundo treinamento, no rastro de conceitos
genéricos apresentados em BATMAN: ANO UM, mas só
suficientemente aprofundados nos trabalhos de O'Neil seja como editor
em AS VÁRIAS MORTES DE BATMAN, seja como autor em O HOMEM
QUE CAI e nas séries iniciais de THE LEGENDS OF THE DARK
KNIGHT, que procuravam criar um mito plausível para Batman.
Mark
Waid & Brian Augustyn, dupla que
trabalharia em parceria também em THE FLASH, acrescentou em DETECTIVE COMICS ANNUAL #02 (1989) uma
história interessante sobre HARVEY HARRIS, um dos homens que
tornou o quê ele é ao ensiná-lo parte da arte de ser detetive,
quando sob disfarce Bruce Wayne foi à Huntsville a
tempo de auxiliá-lo na investigação de uma série de crimes
brutais com homens influentes e no início da terceira idade.
A
arte de Val Semeiks (lápis) e Michael Bair (finais)
produz uma narrativa adequada à trama, geralmente com um estilo
próprio e poderoso, mas que não devo me furtar a comentar que em
alguns momentos – não todos – emula Michael Golden
(artista de Batman no fim dos anos 1970) e Todd McFarlane
(artista de BATMAN: ANO DOIS). Outro detalhe é a colorização pré
separação via computador de Adrienne Roy que flutua muito a
cor da pele de um coadjuvante importante para a trama. Para oferecer
uma chance do leitor descobrir a verdade ele deveria ser apresentado
sempre como mulato (página 29, quadro 2 ou página 44) e não com um
tom de pele que arremete aos brancos da série (página 5, 6, 9 e 10,
por exemplo), um leitor apressado supõe apenas que quando
apresentado como mulato ele estava em um ambiente com pouca
iluminação.
Mas
nada que atrapalhe o prazer da leitura de uma história que se
aprofunda no treinamento de Wayne para vingar seus pais.
Foi
publicado no Brasil em BATMAN 3ª série EDITORA ABRIL – a série
em formato americano. Vale a pena procurar nos sebos.
HBO + Girls + VEEP: a nova safra de séries
Na
segunda, 23 de julho estreou no Brasil no canal por assinatura HBO
as séries VEEP (22h35, segundas) e GIRLS (em seguida).
Já
GIRLS se passa na Nova Iorque da era da crise econômica. Hannah
(Lena Dunham) quer ser a voz de sua geração, mas seu pais –
professores – desejam parar de financiá-la e passarem a ter uma
vida digna. Assim querem que a filha caminhe com as próprias pernas.
O problema é que mesmo após dois anos da conclusão de seu curso,
ela tem apenas um emprego não remunerado de estagiária. É
hilariante e tão deja vú a sequência onde ela se arrasta ao
diretor da empresa para conseguir a efetivação de seu emprego e
transformação em um cargo remunerado, e o diretor diz que tem
dezenas de currículos para avaliar e que a vaga dela será
facilmente substituída.
VEEP
é protagonizado pela vice-presidente Selina Meyer,
interpretada com inteligência por Julia Louis-Dreyfus
(Seinfeld, The New Adventures of Old Christine)
e em um estilo deliciosamente semelhante ao The Office
britânico mostra o dia a dia da VP e seus assessores. É
interessante e não tem a claque – o som da risada – para obrigar
a você entender a piada sem graça e rir naquele momento.
No
primeiro episódio a VP inicia um ataque à indústria do plástico e
para não irritar a indústria do petróleo, do qual o plástico é
um derivado, tem um discurso sumariamente cortado pelo assessor do
presidente.
É
impossível não salivar pelo próximo episódio depois de ver um
preview onde, diante da notícia da ausência do presidente,
Selina não consegue conter o contentamento, ao mesmo tempo em que
procura não parecer muito feliz.
Já
GIRLS se passa na Nova Iorque da era da crise econômica. Hannah
(Lena Dunham) quer ser a voz de sua geração, mas seu pais –
professores – desejam parar de financiá-la e passarem a ter uma
vida digna. Assim querem que a filha caminhe com as próprias pernas.
O problema é que mesmo após dois anos da conclusão de seu curso,
ela tem apenas um emprego não remunerado de estagiária. É
hilariante e tão deja vú a sequência onde ela se arrasta ao
diretor da empresa para conseguir a efetivação de seu emprego e
transformação em um cargo remunerado, e o diretor diz que tem
dezenas de currículos para avaliar e que a vaga dela será
facilmente substituída.
Girls
não tem vergonha de soar semelhante à Sex and the City
– série sobre um quarteto de balzaquianas glamourosas em Nova
Iorque – e não corre do quarteto de personagens centrais lideradas
por Hannah e todas com cerca de vinte e poucos anos. Mas não há
glamour, seja no ar de constante preocupação com o aluguel e
dependência financeira, seja na forma em que os casais são
retratados: uma amiga tem um namorado pegajoso a que evita e Hannah
tem um ficante que só pensa em sexo e na autossatisfação e
protagoniza uma das cenas de sexo menos glamourosas da TV, ela
querendo conversar e extravasar suas neuroses e ele preocupado em
comê-la o mais rapidamente possível.
Juntas
a séries podem dar um ar de inteligente às noites de segunda.
Sarcófago: Batman #424: The diplomat's Son
Recentemente
quando iniciou Os Novos 52, Batman encontrou um corpo e
material genético de Dick Grayson sob as unhas do defunto.
Quando foi reintroduzido após a Crise, Todd tornou-se um personagem odiável, rancoroso, desobediente, chato, o que fatalmente o levou à morte em uma famosa saga.
Robin
decide ir em busca de respostas com Felipe e surge na sacada do
apartamento, onde Garzonas está (pág. 20 da edição #424).
Repentinamente, após uma página de propaganda, Felipe surge caindo
em painel vertical da página 21.
Não
me criou nenhum frisson a possibilidade de que Dick Graysson,
o primeiro Robin e atualmente o Asa Noturna, pudesse
mesmo remotamente ser o assassino.
Mas
em Batman #424 (outubro – 1988), a coisa era levemente
diferente. O Robin de então era Jason Todd, mas a “segunda
versão” de Todd. Explico: Todd foi criado antes de Crise nas
Infinitas Terras e nada mais era que um segundo Dick Graysson. Se
duvida, veja a clássica história “Para o homem que tem tudo”
de Superman Annual #11 de Alan Moore & Dave Gibbons.
É Todd, mas poderia muito bem ser Graysson.
Ele
existia apenas por que Batman precisava de um Robin,
preferencialmente obediente e por que Dick abandonou o uniforme,
tornando um “adulto” e assumindo a persona de Asa Noturna na
série The New Teen Titans.
Quando foi reintroduzido após a Crise, Todd tornou-se um personagem odiável, rancoroso, desobediente, chato, o que fatalmente o levou à morte em uma famosa saga.
Na
aventura desta edição da série americana Batman, escrita por
Jim Starlin, com lápis de Mark Bright e finais de Steve
Mitchell, Robin salva uma modelo de um espancamento de um
hispânico genérico chamado Felipe Garzonas. O rapaz tem
imunidade diplomática e é liberto, com uma versão levemente
diferente da história, que não há como comprovar qual é a
verdadeira.
A
dupla dinâmica consegue comprovar a ligação do jovem com tráfico
e ele está prestes a ser extraditado, quando por vingança liga para
a modelo e a ameaça, levando a frágil garota ao suicídio.
Robin
decide ir em busca de respostas com Felipe e surge na sacada do
apartamento, onde Garzonas está (pág. 20 da edição #424).
Repentinamente, após uma página de propaganda, Felipe surge caindo
em painel vertical da página 21.
Batman
chega à sacada e segue o seguinte diálogo:
Batman:
Robin, what happened?!
Robin
encara Batman, depois abaixa a cabeça, claramente envergonhado.
Batman
torna a perguntar: Robin, did Felipe fall... or was he pushed?
Robin:
I guess I spooked him. He splipped.
A
página termina com Batman carrancudo na sacada enquanto Robin sai
pendurado numa bat-corda qualquer.
Ao
final da história há a dúvida. Ela é palpável. Não fica claro o
quê realmente aconteceu na sacada e isto é genial por que é
mostrado uma possibilidade real de Robin ter falhado com os ideais
defendidos pelo homem morcego.
É
uma história simples e fechada que consegue delinear bem os
personagens, a situação e o comportamento deles.
No
mês seguinte teve uma sequência que continuava a tentar mostrar
para o público que Todd era um Robin ruim.
É
interessante que mostrar Jason Todd como um Robin inadequado para
Batman era uma estratégia do editor Denny O'Neil repassado
para o excelente escritor Jim Starlin. No fim, quando o pior
aconteceu com o garoto, a culpa recaiu apenas sobre os ombros de
Starlin.
Uma
pena...
(Obrigado
Yuga pelas edições)
Sarcófago: Batman, Paul McCartney está morto?
"Dead...
Till proven alive!" de Batman #222 (june 1970) é uma
preciosidade dos anos 1970 que explora o mito da "morte de
Paul McCartney".
Existe
uma lenda urbano de que o cantor/compositor morreu em 1.966 e foi
substituído por um sósia. Segundo os seguidores da teoria
conspiracionista, existem evidências da morte do Beatle em
várias gravações e imagens, tratando a morte como um
quebra-cabeças que deveria ser desvendado pelo público. Algumas
destas supostas evidências – como mensagem gravadas ao contrário,
nas músicas – é explorada na aventura por Robin, alimentando,
assim o mito.
Nesta
edição que tem como pano de fundo a ida de Dick Grayson para
a faculdade e seu envolvimento com tramas que tivessem relevância
para o público adolescente da época, a dupla dinâmica tem que
desvendar o mistério da "suposta" morte do componente de
uma banda chamada Oliver Twister. Os desenhos, as roupas, o
cenário lembra em muito The Beatles, seus componentes e seu
mistério.
Enquanto
o homem morcego investiga o mistério, observamos que o álbum da
Oliver Twister nomeado “Morto... até provar o contrário!”
(tradução livre) tem a capa muito semelhante à segunda capa de
Sgt. Pepper's Lonnely Heart Club Band... dos The Beatles!
A queda do morcego, Parte 1
Não sou fã das
revisões de status que a DC Comics produziu entre 1991/94,
pois entendo que a editora estava produzindo história apenas chocar.
A queda do morcego,
um longo ciclo de histórias do Batman, é uma destas
histórias do choque pelo choque em si e traz um novo vilão Bane
que une o improvável: a força bruta com a inteligência. Para que
os leitores tenham uma ideia, Bane une conceitos que já tinham sido
apresentados em outros vilões especialmente o Crocodilo, o
Máscara Negra e Ra's Al Ghul, com maior ou menor
proximidade, mas foi o vilão hispânico que levou a fama de
“quebrar” Batman.
[Quem é Bane?]
Criado em uma prisão
em Santa Prisca, uma republiqueta de bananas do universo DC
que já tinha sido visitada por Batman em um Legends of the dark
knight chamado Veneno que se passa à margem da
cronologia, Bane utiliza a droga veneno para lhe dar força física e
tem no totem do morcego um inimigo.
Aprisionado desde antes
do nascimento por um crime que seu pai cometeu, Bane foge e ruma para
Gotham City disposto a destruir o homem que usa o emblema do
morcego, Batman de Gotham City.
[Enquanto isso em
Gotham City]
Na cidade natal do
Batman, Bane o encontra dividido entre lutas de gangues – a gangue
do Máscara Negra, vilões violentos e à beira do stress
físico e mental, o que permite que vilões de quinta categoria façam
frente à sua experiência. Nota-se uma tentativa extrema de
humanizar o herói em várias frentes, fazendo perder imóveis (parte
significativa da fortuna Wayne é em função dos imóveis que
possui), renda e a saúde.
Porém nota-se que o
Batman quebradiço de Doug Moench não encontra um verdadeiro
correspondente no texto de Alan Grant e Chuck Dixon, mas isso não
atrapalha um “possível prazer” que o leitor tenha ao ler o
material, apenas evidencia que arcos envolvendo vários títulos.
Decide então libertar
os prisioneiros do Asilo Arkham para criar o ambiente perfeito
para destruir o homem morcego.
De pano de fundo a
crise faz com que o Robin da época (Tim Drake) treine
um possível substituto, o violento Azrael, agente de uma
ordem secreta com um complexo sistema de implante mental e para
coroar o Comissário Gordon passa a ser ainda mais questionado
por sua associação com um vigilante.
Como era praxe na época
o evento cobriu as várias séries mensais do cruzado encapuzado, a
saber: Batman, Detective Comics e Shadow of the bat.
Ainda que não seja um ponto alto na produção do homem morcego,
assim como não o foi A morte do Superman ou Crepúsculo
Esmeralda, eventos semelhantes, merece uma leitura curiosa.
Batman: Earth One
Já está disponível a
graphic novel Batman Earth One (2012) de Geoff Johns &
Gary Frank. Uma primeira olhada mostra um material bem pé no
chão, mostrando um Batman bem crível.
O simples folhear das
páginas mostra uma narrativa em muito superior ao Superman EarthOne volume 1 de JM Straczynski & Shane Davis, ainda
inédito no Brasil.
A Panini Comics,
editora-tradutora dos quadrinhos DC no Brasil ainda não anunciou o
lançamento das obras “Earth One” por aqui.
O objetivo da DC
Comics, bastante apagado com a reformulação de 2011 – Os
Novos 52 – era criar um novo universo/selo e lançá-los
exclusivamente no formato graphic novel.
Superman Earth One foi
o item mais vendido da Amazon durante várias semanas em sua
categoria, mas o mercado americano temeu a troca do fascículo
(floppie) pelo livro, aqui a graphic novel, temendo que
isto pudesse condenar o floppie, um formato que sobrevive há
décadas e permite à editora as propagandas internas e de terceiros
e a reunião posterior do material no formato trade paperback.
Supostamente o floppie permite uma exposição maior dos autores e
números de vendas economicamente mais acolhedores.
É melhor vender cem
mil edições em média de seis floppies de uma série mensal
a US$ 3,00 e estar nas comic shops todos os meses, do que 10 a 20 mil
edições (e se arrastar para vender o próximo lote de 10 mil
cópias, talvez por um ano) de uma graphic novel a US$ 20-30,00 que
certamente terá outro público como alvo.
Game of Thrones: O Corvo de 3 Olhos
Iniciando uma série de imagens e textos sobre os personagens dos livros que inspiraram Game of Thrones, chamo a atenção para esta belíssima imagem que retrata com perfeição o Corvo de 3 Olhos, o ser místico que tem ido em busca de Bran Stark desde o início d'As Crônicas de Gelo & Fogo.
Bran, Hodor, Meera e Jojen seguem para o Norte em busca das respostas que supostamente O Corvo de 3 Olhos poderia fornecer, enquanto Osha e Rickon vão em separado. Apenas a travessia de Bran é narrada na série.
Sim, o "Corvo de Três Olhos" tem um corpo físico em Além-da-Muralha e este corpo está mesclado com árvores enraizadas.
A imagem é perfeita e se os editores não tivessem vergonha (afinal imagens em livros são para crianças) poderia ilustrar a abertura do capítulo onde finalmente o personagem é apresentado.
A imagem de Karen Petrasko pode ser encontrada aqui.
Bran, Hodor, Meera e Jojen seguem para o Norte em busca das respostas que supostamente O Corvo de 3 Olhos poderia fornecer, enquanto Osha e Rickon vão em separado. Apenas a travessia de Bran é narrada na série.
Sim, o "Corvo de Três Olhos" tem um corpo físico em Além-da-Muralha e este corpo está mesclado com árvores enraizadas.
A imagem é perfeita e se os editores não tivessem vergonha (afinal imagens em livros são para crianças) poderia ilustrar a abertura do capítulo onde finalmente o personagem é apresentado.
A imagem de Karen Petrasko pode ser encontrada aqui.










































