Nova tiragem de Batman #01 e as bancas do Brasil
Batman #01 da
Panini Comics irá retornar à gráfica para uma nova tiragem,
pois seguindo o modelo americano a revista se esgotou. Não por acaso
é a revista com mix melhor formado pela editora nacional.
Boas ideias como “Flash” possuem uma parceria com não
permite adquirir a série, como a péssima série do Arqueiro
Verde.
Ainda não se anunciou
outra nova tiragem, mas é muito difícil encontrar exemplares de
Superman #01, porém não se sabe o motivo exato. Todas as
cidades que dependem de Teófilo Otoni (leste de MG) para o
fornecimento de exemplares, não receberam a revista do homem de aço,
inclusive a própria.
Estive em Teófilo
Otoni, uma cidade de 180 mil pessoas e pouco mais de uma dezena de
bancas, nas semanas de 4 a 8 de junho e 11 a 15 e não encontrei
sinal de Superman #1, mas advirto que o modelo atual de exposição
de revistas em bancas não permite que ninguém encontre nada nelas.
Para encontrar uma
revista em quadrinhos, no modelo atual, você tem que saber da
existência e se prestar a comprar sem folhear o conteúdo, pois os
donos de bancas puseram as hq's em locais inacessíveis, já que o
local de exposição fica estabelecido para revistas que efetivamente
vendem e rendem lucros. Não raro se recusam a pegar a revista e
ameaçam com “Não é possível folhear!”. Rápido e rasteiro
afugentam o leitor.
Mal sabem que se
ninguém ver as revistas, ninguém as comprará.
Esta política levará
inevitavelmente ao fortalecimento das comics shops e aos mecanismos
de assinaturas.
Estão os donos de
bancas cavando a própria sepultura.
Miracleman Livro 2
O livro 2 de
Miracleman não é tão impressionante quanto o primeiro,
apenas um desdobramento onde o filho tem que encontrar e matar seu
pai - algo muito freudiano - e aqui o pai é o dr Gargunza, responsável pelas investigações
que utilizaram o cadáver alienígena para viabilizar um ser humano
perfeito, física e mentalmente. Sob esta ótica a história é em
primeiríssima instância, a resposta de um cientista para a sua
tentativa de vencer a morte e o clássico confronto de valores entre filho e pai.
Com texto de Alan
Moore, arte de Alan Davis, Rick Veitch, John
Ridgway e Chuck Beckum o volume 2 concluiu o material
original, ainda uma republicação americana da Warrior
inglesa e a primeira produção de material original americano, que
inicia na edição #9, a polêmica edição que exibe um parto
em detalhes.
O volume corresponde às
edições #4-7;9-10. A edição oito trouxe
republicação de material de Miracleman produzido por Mick Anglo,
para suprir atrasos provocados por uma enchente.
Em alguns momentos
nota-se a vontade de Moore em encerrar a trama, mas aqui, após a
explicação definitiva dos quem, como e por quês, surge uma trama
secundária que ganha força até torna-se central, focada no
surgimento de toda uma geração de super-homens.
Não é inferior nem
superior ao volume 1, apenas uma continuidade dos eventos com um
final que tencionava estender a trama.
A dança dos dragões: Deu merda!
Chegou A dança dos dragões!
Chegou A dança dos dragões, o quinto volume d'As Crônicas de Gelo & Fogo de George R R Martin, série de livros que inspira a série de TV da HBO Game of Thrones.
A dança dos dragões foi publicado nos EUA em 2011 e é o quinto de sete volumes. Martin está trabalhando no sexto volume e o grande temor dos fãs é que devido aos compromissos do autor e ao seu trabalho minucioso a série de TV alcance a trama dos livros, afinal este volume foi prometido para 2.005!
A editora Leya em parceria com o site Omelete adiantou seis capítulos em um preview (veja aqui).
Divirta-se!
A dança dos dragões foi publicado nos EUA em 2011 e é o quinto de sete volumes. Martin está trabalhando no sexto volume e o grande temor dos fãs é que devido aos compromissos do autor e ao seu trabalho minucioso a série de TV alcance a trama dos livros, afinal este volume foi prometido para 2.005!
A editora Leya em parceria com o site Omelete adiantou seis capítulos em um preview (veja aqui).
Divirta-se!
Miracleman vol 1 … um sonho de voar
Miracleman, a
série, já tem tom de lenda. A história não é muito complicada e
merece ser contada novamente: devido à luta de editoras americanas
sobre o personagem Capitão Marvel (o SHAZAM!) que
levaram ao término do material produzido, os editores ingleses,
criaram uma “cópia” do personagem, o Marvelman
(Miracleman, nos EUA, e Jack Marvel, no Brasil). Com os
anos, mesmo esta cópia teve sua carreira encerrada.
Era a chance de
reencontrar sua “família”, mas então percebe-se diante de um
monstro de gosta de ser superior ao restante da humanidade. Ao mesmo
tempo, a “humanidade” percebe de um dos seus segredos sujos
voltou à tona para assombrá-la, e o governo inglês tenta eliminar
o problema, permitindo que se descubra a verdadeira origem do
“superhomem”.
Em 1981 o herói voltou
a ser publicado na Inglaterra, agora sob a regência de um iniciante
Alan Moore, que ainda não tinha feito suas colaborações com
a DC Comics (Swamp Thing, Watchmen, Superman).
A história publicada em capítulos de oito páginas na Inglaterra
foi estruturada para o formato comics e publicada nos EUA,
numa série da Eclipse Comics que durou 24 números.
O volume 1 “... um
sonho de voar”, que corresponde às edições 1-3 americanas,
foi escrito por Alan Moore e tem lápis de Garry Leach
(até o capítulo 7) e Alan Davis,
e resgata o personagem escancarando quão anacrônico e
ridículo ele o é: um super-humano que quis ter recebido poderes de
um cientista espacial e que os acessa através de uma “palavra
mágica”. Além disso, trabalha em parceria com um adolescente
(Young Miracleman) e um menino (Kid Miracleman)
enfrentando ameaças alienígenas, super-vilões e viagens no tempo,
até um desastre em 1.963, dezoito anos antes.
Mike Moran em
1981 se descobre um “superhomem” e se recorda das memórias que
entre 63 e 81 ficaram submersas, num processo de cura. Após
enfrentar alguns terroristas e narrar a história para sua esposa,
que jamais ouviu falar de super-heróis ou dos Miraclemen, o próprio
Moran acredita-se ridículo, até receber uma ligação de Kid
Miracleman!
Era a chance de
reencontrar sua “família”, mas então percebe-se diante de um
monstro de gosta de ser superior ao restante da humanidade. Ao mesmo
tempo, a “humanidade” percebe de um dos seus segredos sujos
voltou à tona para assombrá-la, e o governo inglês tenta eliminar
o problema, permitindo que se descubra a verdadeira origem do
“superhomem”.
Miracleman trata da
visão do “superhomem”, aqui o homem superior e sendo superior
com algo de amoral em relação ao restante do mundo. Diferente de
Supremo, do mesmo Moore, que era uma homenagem explícita aos
quadrinhos do Superman nos anos 1.950, Miracleman é uma releitura de
ideias de Nieztche usando como pano de fundo uma aventura do Capitão
Marvel, e desconstruindo um mito, algo que o autor levaria à última
instância em Watchmen.
Ouvindo livros
O mercado de áudio livros não se sustenta, ao contrário do mesmo em outros países, então ideias como esta são bem interessantes.
Visite o Ouvindo livros, um site com áudio livros em português.
Promete.
Visite o Ouvindo livros, um site com áudio livros em português.
Promete.
E se... : A All-American não se juntasse à National Periodicals?
O retorno de Thomas Wayne, Jr. - Parte 2
Não pense que você já
está livre de Thomas Wayne, Jr, o irmão insano de Bruce
Wayne!
Se você não sabe quem
é o personagem veja aqui.
Como vimos, Desafiador,
o fantasma de Boston Brand que consegue ocupar o corpo dos
vivos e tem uma longa parceria com Batman, “roubou”
o corpo do insano Thomas Wayne, Jr., e em World's Finest Comics
#227 (jan-fev/1975) a trama retorna na aventura Death flaunts
its golden grin de Bob Haney, Dick Dillin, Tex
Blaisdell.
Enquanto Superman –
World's Finest Comics era uma série de parceria entre
Superman & Batman – se desdobra para uma investigação à
pedido do tesouro nacional, Batman está obsessivo em encontrar
Desafiador e o corpo de seu irmão, Thomas.
Seguindo pistas de
acrobatas em circos e em desafios mortais, o homem morcego chega à
verdadeira pista do fantasma, mas a trama se mistura com a
investigação do homem de aço e num momento de tensão Batman é
ameaçado por uma arma. Thomas, que havia sido amarrado enquanto o
Desafiador auxiliava na investigação, conseguiu se libertar e se
joga na linha de tiro para salvar o irmão, vindo a falecer.
Estava encerrada a
participação de Thomas Wayne, Jr nos anais dos quadrinhos.
Detalhes:
De qualquer modo o
Coruja, vilão do Sindicato do Crime da Amérika da
Anti-Terra, criado por Grant Morrison é um Thomas
Wayne, Jr que com seus atos tenta magoar o pai e comissário de
Polícia de Gotham, Thomas Wayne daquela dimensão. Há várias
tramas com este Sindicato do Crime publicadas no Brasil, na série
Superman, Liga da Justiça e Trindade.
Porém este segundo
Coruja é uma versão do Coruja clássico, vilão da Terra-3 e
um Bruce Wayne maligno.
Finalmente um acerto: Terra 2!
Conversava com um amigo
nesta semana sobre Os Novos 52 e a má qualidade das
histórias. Defendi de imediato apenas Action Comics de Grant
Morrison, mas entendo realmente que seria melhor em uma graphic
novel do que em uma série mensal.
Estávamos bastante
decepcionados com Os Novos 52, um rebute, que não é rebute,
desnecessário.
Diante de tanta atenção
pela causa errada – a sexualidade de seus integrantes – não
acreditava que a série Terra 2 (Earth 2) mesmo com
alguém competente como James Robinson pudesse produzir um
material de qualidade.
Acho que pelo conteúdo
das duas primeiras edições eu me enganei. A série é boa e parece
o maior acerto d'Os Novos 52.
[A trama]
Cinco anos atrás
Superman, Batman e Mulher-Maravilha tombaram
para impedir a invasão de Darkseid. Ou seja, é uma versão
diferente da trama da série Liga da Justiça de Geoff
Johns & Jim Lee.
Robin (Helena
Wayne, filha de Batman) e Supergirl sobrevivem e
atravessam a barreira entre as dimensões, seguindo algo. Aqui se
chamaram Caçadora & Poderosa e terão são aventuras
narradas por Paul Levitz, George Pérez e Kevin
Maguire em uma série própria e separada. Mas Karen Starr
(a Poderosa) deseja retornar à sua dimensão de origem e financia
várias pesquisas, entre elas a do Senhor Incrível, que
consegue romper as dimensões.
Está estabelecido um micro-verso narrativo
envolvendo Terra-2 e as séries do Sr. Incrível e Os Melhores dos
Mundos (a série com aventura da dupla de heróinas), mas nada
disso importante realmente para a série de James Robinson, que é
auto contida e não precisa da leitura das séries adicionais.
Cinco anos depois da derrota de Darkseid a
Terra-2, que viu tombar seus únicos heróis, vê o nascimento de uma
“Era de Maravilhas”.
Mercúrio, o deus romano, à portas da morte cede
seu poder para o fracassado Jay Garrick, recém-separado a
namorada Joan Chambers. Junto com o poder, que transforma
Garrick no Flash, vem o aviso de que uma nova ameaça ronda a
Terra!
Além de Garrick, de uma versão de “Garota
Gavião”, Al Pratt e Joan Chambers – estes dois
últimos ainda sem poderes – temos a chegada do Sr. Incrível e, ao
final da edição dois, um acidente de trem que certamente irá
permitir que Allan Scott, um empresário das telecomunicações
e homossexual, encontre a rocha que irá transformar em uma bateria
energética – ou talvez já encontre uma bateria em ponto de uso.
A estrutura narrativa, que se preocupa em contar
uma história de verdade, faz com que a série mereça a atenção e
seja um produto diferenciado para Os Novos 52.

Vampiro Americano vol 1 Sangue Ruim
Não sou leitor de
primeira hora da série Vampiro Americano. Com as devidas
proporções achei parte da trama do primeiro encadernado, que reúne
as edições #1-5 da série original, semelhante à Black Kiss
de Howard Chaykin.
Mas depois a coisa
melhora e finalmente tive interesse real na história.
E em um mundo onde
vampiros brilham ao sol e não se contem de amor para com humanos,
qualquer vampiro próximo do padrão clássico já é um alento.
A trama contada em duas
épocas é bem narrada, bem desenhada e tem coerência, ainda que uma
ou outra passagem pareça homenagem ao já citado Black Kiss – com
suas orgias vampirescas em Hollywood – ou à Gótico Americano
– na passagem em que o vampiro principal está enterrado em um
cemitério submerso. Mas a grande lembrança fica na estruturação
dos vampiros de etnias diferentes, que obviamente lembra Vampiro:
A máscara o clássico RPG, com suas dezenas de clãs com
características diferentes.
Em 1.925 a jovem
Pearl Jones deseja ser atriz e se depara com figurões
vampiros na recém iniciada indústria cinematográfica. Ela virá
alimento para os sanguessugas europeus, cruéis que tratam humanos
como nada muito mais do que gado, mas renasce como outro exemplo do
“vampiro americano”, uma nova variação do vampiro com
diferenças não muito claras em relação à versão padrão. Esta
trama tem texto de Scott Snyder e arte de Rafael
Albuquerque.
Mas a verdadeira trama
é a história de suporte da edição, com Skinner Sweet, um
outro exemplar de vampiro americano criado no Velho Oeste. Esta
história começa em 1.880 e é narrada em flashback
mostrando a transformação de um criminoso impiedoso em uma máquina
de matar perfeita e praticamente imortal. Esta trama tem texto de
Stephen King e arte de Rafael Albuquerque.
O conjunto da obra é
interessante, assim como a necessidade natural de Sweet em orientar –
nem que seja o mínimo – a neófita de sua condição, além de
tentar cooptá-la para sua guerra particular contra os vampiros
europeus. Haveria nesta necessidade algo mais do que uma atitude
professoral?
Boa aventura, já
publicada no Brasil na série Vertigo da Panini Comics
e que retornou recentemente em um encadernado em capa dura.

Os Vingadores: Um de nossos androides desapareceu!
Inicia-se a “fase de ouro” dos
Vingadores da Costa Oeste, um grupo que nunca teve muito a
oferecer ao universo Marvel.
John Byrne, autor famoso por
destruir os personagens para reconstruí-los como algo relevante,
assume a franquia Vingadores, sendo o responsável pelo argumento e
arte desta série, assim como o argumento da série principal e
começa a desenhar mudanças que realmente teriam repercussão
durante muitos anos.
Apesar de estar presente o conceito
de que as duas equipes de Vingadores tinham um comandante central, o
Capitão América, que poderia escalar os membros mais adequados a
formação básica da equipe da Costa Oeste na época em que
Byrne assumiu era Vespa, Henry Pym, Tigresa,
Gavião Arqueiro, Harpia, Magnum, Feiticeira
Escarlate e Visão. Somou-se a eles, desde o primeiro
momento da passagem de Byrne, o personagem Agente Americano, um
reflexo da interferência governamental na equipe.
A história dá continuidade a um
plot de Roger Stern que mostrou o Visão dominando o mundo.
Numa extensão daquela trama, Visão é visto como perigoso à
segurança mundial, especialmente por não se saber qual a exatidão
das informações que reteve após invadir os bancos de dados
mundiais. Então é sequestrado graças à colaboração da Harpia,
tem seus banco de dados apagados e perde sua “humanidade”.
Feiticeira Escarlate, esposa
e mãe de duas crianças do sintozoide, exige que o homem que cedeu
seus padrões mentais para o esposo o faça novamente, apenas para se
deparar com uma negativa. Magnum, a ama – um desdobramento
lógico, já que Visão se apaixonou por ela – e não aceita
participar da recuperação do sintozoide.
Como complicador adicional o
Professor Horton, que nos anos 1930 fez o Tocha Humana,
supostamente a base do Visão, é encontrado vivo e revela ser
incapaz de reconstruir adequadamente o vingador por que o projeto
não é o mesmo de seu herói flamejante.
A trama publicada em West
Coast Avengers #42-45 tem toda a estrutura padrão das
narrativas de Byrne com vários plots e o início de uma longa
trama que seria o marco da passagem do escritor pelo título.
É indicada apenas para quem gosta
das narrativas de John Byrne com suas profundas mudanças nos títulos
que passa.
Publicada originalmente no Brasil pela Editora Abril, já foi encadernada na série Os maiores clássicos dos Vingadores da Panini Comics. Vale a pena conferir.
Publicada originalmente no Brasil pela Editora Abril, já foi encadernada na série Os maiores clássicos dos Vingadores da Panini Comics. Vale a pena conferir.
Harry Porter é o anti-Cristo...
... pelos menos para Alan Moore.
Na série A Liga Extraordinária, o autor inglês Alan Moore cita personagens da literatura que vivem na época em que as aventuras transcorrem.
Personagens protegidos por direitos autorais não são citados nominalmente, apenas sugeridos.
Neste contexto, o terceiro volume de Liga Extraordinária: Século, que se passa em 2009, tem um garoto mago, treinado por um Thomas Riddle, que se torna o anti-Cristo da trama.
Veja o comentário de Laura Sneddon, jornalista publicada no Bleeding Cool:
Moore consegue fazer um barulho tão grande quanto Before Watchmen!
E a imprensa inglesa adorou. (Eu também!)
Viva Moore!
Na série A Liga Extraordinária, o autor inglês Alan Moore cita personagens da literatura que vivem na época em que as aventuras transcorrem.
Personagens protegidos por direitos autorais não são citados nominalmente, apenas sugeridos.
Neste contexto, o terceiro volume de Liga Extraordinária: Século, que se passa em 2009, tem um garoto mago, treinado por um Thomas Riddle, que se torna o anti-Cristo da trama.Veja o comentário de Laura Sneddon, jornalista publicada no Bleeding Cool:
Em nenhum momento Moore usa as palavras "Harry" ou "Potter", mas um trem mágico escondido entre as plataformas na estação de Kings Cross, levando a uma escola de mágica, onde há flashbacks de raiva psicótica adolescente e crianças choramingantes implorando por sua vida (...). Uma cicatriz escondida e um mentor chamado Riddle, que é o verdadeiro vilão, completa o quadro.
Moore consegue fazer um barulho tão grande quanto Before Watchmen!
E a imprensa inglesa adorou. (Eu também!)
Viva Moore!
Corporação do Batman vol 2
Ponto para a Panini
que conseguiu reunir em dois volumes ace$$íveis a série
Batman Inc. Poderia ter lançado a história em uma sequência
de edições das séries Batman ou A sombra de Batman,
e com isto ela tornar-se apenas uma história de fundo para um
personagem repleto de histórias de fundo.
A trama é
ridiculamente simples: Batman reúne operativos ao redor do mundo
para enfrentar a ameaça de Leviatã.
Mas quem é Leviatã?
Nesta edição a resposta. Parece óbvia, mas funciona!
A história de Grant
Morrison consegue ser semelhante à Batman: Os bravos e os
audaciosos, o desenho animado: de um momento para o outro há
momentos de ação desenfreada e conceitos único como um polvo sendo
criado num apartamento, combates digitais ou lembranças de
realidades divergentes se sobrepondo. E tudo, nos quadrinhos, assim
como no desenho, funciona perfeitamente.
Não é uma agressão,
apenas por que o objetivo maior é a diversão!
Mais contido, Morrison
faz de uma trama feijão com arroz (um herói reunindo outros para
enfrentar uma ameaça) algo inteligente e ambicioso, sem o ser em
demasia, como por exemplo a ambiciosa Crise Final.
É, em última
instância, um quadrinho para diversão em que releituras podem
despertar detalhes elaborados nas tramas, e não o padrão do autor,
com tramas altamente complexas, onde somente releituras constantes
podem “colar” a trama.
Se você não gosta de
Morrison e acha que deve ler algo, leia Corporação do Batman –
até por que é pequeno.
Batman: Cavaleiro da Vingança
Estou cansando,
profundamente cansado dos universos alternativos, das revisões, das
adequações, das bobagens das grandes editoras.
Não acompanhei Ponto
de Ignição, mas creio que devo ler depois, adquirindo as
revistas em sebos.
Explico: não valem o valor de capa!
Explico: não valem o valor de capa!
Diante de tanto lugar
comum nos universos alternativos, Batman Cavaleiro da Vingança
#1-3 consegue sobressair-se.
Aqui foi o garoto Bruce Wayne que morreu e seu pai tornou-se o homem-morcego.
Aqui foi o garoto Bruce Wayne que morreu e seu pai tornou-se o homem-morcego.
Com o texto amargo de
Azzarello e a arte de Risso – a dupla de 100 Balas
– o quê teria se transformado em mais uma bobagem terrível,
consegue ser algo surpreendente, ainda que a Panini tenha
matado parte da surpresa ao usar uma capa da segunda edição da
série no encadernado nacional e revelar a identidade de um
personagem chave da trama.
Diante de tanta
bobagem, repito, a história se sobressai.
Os Novos 52: O cavaleiro das trevas retorna... de novo!
O resumo até o momento
é o seguinte: Liga da Justiça reapresentou a equipe e Lanterna
Verde, não!
Batman #01 (Panini
Comics, R$ 6,50, 76 páginas) também vai para o caminho do Lanterna:
não se preocupa em realmente apresentar os personagens.
Aqui talvez a questão
seja que Batman é tão conhecido que dispensa apresentações. Mas o
público geral não sabe quem é Richard Grayson, Tim Drake e Damian
Wayne, os três filhos de Bruce Wayne, sendo apenas o último filho
biológico. Por sinal, de onde tiraram que Dick é do tamanho de Tim?
A trama de Batman #01
de Scott Snyder, Greg Capullo e Jonathan Glapion, mostra ação,
tecnologia, propósito do personagem Bruce Wayne, mas termina com um
suspeito de assassinato impossível, já que é um dos colaboradores
do homem-morcego. Bobagem desnecessária!
Mas de longe a melhor
história da edição.
Depois Detective Comics#01 (Tony Daniel e Ryann Winn) explora o homem-morcego em uma posição
semelhante à de Liga da Justiça #01, ou seja, perseguida pela
polícia de Gotham City e tenta chocar o leitor com um novo vilão
ultra violento. Consegue! Fiquei impressionado com o ato de
violência... mas não com a história!
A edição termina com
Batman: The dark knight #01 de Paul Jenkins e David Finch, onde
Jenkins tenta dar um rumo para a trama de Finch, mas há um limite.
Uma mulher fatal (lembra do início da fase de Grant Morrison?), uma
fuga em massa do Arkham (lembra do início de A queda do morcego ou
dos Novos Vingadores – Motim, desenhado pelo mesmo Finch?) e a
edição terminando com o reposicionário temporário de um vilão.
No fim, o quê sobra é
o novo uniforme de Batman, muito semelhante a uma armadura e bem
distante do tecido sobre pele do passado.
Não é perfeita, mas
cria expectativa para a edição seguinte.
E este não é o Lanterna Verde gay!
Diante do interesse
gerado pela sexualidade do Lanterna Verde, chega às bancas
Lanterna Verde #01 (Panini Comics, junho-2012, 68 págs., R$
5,90) que se propõe a reapresentar os Lanternas e seu universo
ficcional diante da proposta de relançamento da DC Comics,
chamado de Os Novos 52.
A edição não é
ruim, mas a história principal de Green Lantern #01 (Geoff
Johns, Doug Mahnke, Christian Alamy & Tom Nguyen),
não cumpre a meta de reapresentar os personagens. Talvez o objetivo
tenha sido fazer com que o mistério gerado por quem é e o que fez
Sinestro levasse o público para os cinemas e locadoras para
assistir o filme Green Lantern, grande fracasso da Warner
no ano passado.
Pela história não se
sabe nada sobre a origem dos personagens.
![]() |
| Este é o Lanterna Verde gay! |
Já New Guardians (Tony
Bedard, Tyler Kirkham e Batt) se preocupa em
reapresentar Kyle Rayner (veja Crepúsculo Esmeralda)
mas se esquece de explicar a existência de uma tropa para cada tom
do arco-íris. Cria uma certa tensão em exibir a atenção dos anéis
para o Lanterna Verde, mas deixa a desejar.
Infelizmente não
cumpre a missão de reapresentar os personagens, coisa que deveria
ser a exigência fundamental do evento. Resumindo: não é para
neófitos!
E este não é o
Lanterna Verde gay!


























