Game of Thrones [2x03] - What Is Dead May Never Die

Exibido em estreia mundial em 15 de abril de 2.012, o terceiro episódio da segunda temporada da série de TV Game of Thrones continua o preparo para o conflito que longo chegará.




Além da Muralha, Jon Snow descobre que os segredos e devoções de Craster não são desconhecidos do Lorde Comandante Mormont. A surpresa é parte do processo de amadurecimento do personagem para o papel de um futuro líder: ter que lidar com atitudes e pessoas que nem sempre são honestas. A afeição entre Goiva e Sam continua a aumentar, mesmo sob o aviso do pai/esposo da moça.

Bran Stark tem várias visões e percebe-se como um “troca-peles” com seu lobo. Na mitologia da série, troca-peles não é um lobisomem, mas alguém que consegue entrar na mente de uma animal, agir e ver o que ele vê. Para o menino é prazeroso em função de sua paralisia. Note ao longo dos episódios que os lobos sentem tudo que seus donos sentem e agem como eles.

Brienne de Tarth, uma donzela guerreira que ama e serve Renly Baratheon, derrota Loras e ganha o direito de integrar a guarda de “seu rei”. Atenção especial, por que será uma personagem de importância fundamental para várias tramas que virão.

Catelyn Stark chega ao acampamento de Renly com a função de negociar um acordo entre seu filho Robb, que se diz “rei do norte” e Renly, que se considera herdeiro de Robert Baratheon. Deve ficar claro que na ausência de filhos o herdeiro é o irmão mais velho – Stannis – e jamais o mais novo. Renly sustenta seu pedido na impopularidade de seu irmão mais velho.

Por sinal a má fama de Renly, graças à sua homossexualidade, obriga ao próprio Loras que o lembre de suas funções como marido. Margaery, a esposa de Renly, ainda continua virgem!

Alguns não se lembram mas nos livros Margaery foi preparada por Renly para tornar-se amante e posteriormente Rainha de Robert, num plano para um golpe contra os Lannister, que nunca foi trabalhado a fundo por que Renly e Loras não são personagens narradores. Ela supostamente é fisicamente semelhante à irmã falecida de Ned Stark, que era dona do amor de Robert. Com a morte do irmão Renly fugiu da capital, aliou-se à família da moça – dona de 100 mil soldados – e passou a reclamar o trono.

Ainda nos livros, Catelyn Stark ficou impressionada com a semelhança física entre Renly e Robert quando com a mesma idade. Este é um dos motivos da ascensão de Renly, fisicamente parecido com o rei, popular, com uma bela esposa e capaz de dar ao povo pão e circo.

Margaery, que não é verdadeiramente virgem, conhece a condição do relacionamento entre o esposo e seu irmão.

Em Pyke Theon Greyjoy sofre com o descaso da família e sua ânsia de conquistas. Para conquistar o coração do pai aceita se batizar ao seu deus próprio.

Tyrion tem dificuldades para gerenciar sua amante e escondê-la. Torna-a serva de Sansa Stark. Isto corta toda uma trama dos livros sobre escondê-la em um bordel e ter acesso através de passagens secretas com o auxílio de Varys.

Mesmo tendo que se preocupar com a saúde física de sua amante isto não afasta o Duende de suas atenções. Tencionando descobrir alguém que não seja de sua confiança no Pequeno Conselho, conta três versões de uma história a Meistre Pycelle, Mindinho e Varys, sobre enviar a Princesa Myrcella para o casamento em troca de apoio político e militar. Pycelle o trai, relatando o caso para a Rainha Cersei e a Mão do Rei o envia para a prisão.

Cersei tenta impedir o acordo, mas cede diante da força dos argumentos, não sem antes aumentar seu ódio em relação ao irmão.

O grupo de enviado para a Muralha onde encontram-se Gendry e Arya Stark, é atacado por causa da resistência em entregar o bastardo. O patrulheiro guia é morto e Arya consegue mentir sobre o destino do amigo, aproveitando que um menino assassinado havia roubado o elmo que identificava Gendry. Eles agora seguem para o Castelo assombrado de Harrenhall.

Durante o ataque Arya salva três prisioneiros, ganhando assim três favores (3 mortes) de um dos salvos.







































Mad Men: 1ª temporada

É 1.960 – tudo leva a crer que os primeiros meses – o momento de transição da década idílica dos anos 1.950 para a cruel realidade dos anos 1.960 com suas revoluções por minuto.

Kennedy está concorrendo com Nixon. A Lucky Strike começa a ter problemas com os primeiros relatórios que relacionam câncer com cigarros. Negros não passam de ascensoristas e homens da limpeza e mulheres usam o emprego apenas como uma escada para encontrar um esposo. A homossexualidade é um segredo terrível que deve ser escondido a todo custo.

A série situada em Manhattan, Nova Iorque (EUA) mostra o dia a dia da agência de criação de propaganda Sterling-Cooper, centrando-se na figura de Don Draper, um homem que se fez após uma experiência na guerra, mas tem um passado e origem misteriosos.

Draper tem um casamento com a bela e artificial Betty, é infiel, pressionado no trabalho e esconde uma troca de identidade durante a Guerra da Coreia, quando assumiu a identidade de seu tenente para esconder sua origem humilde: filho de uma prostituta, foi levado pelo pai para ser criado pela esposa, mas o homem morre e ele é criado pelo segundo marido da mulher.

Como personagens secundários dividem a atenção Peggy Olson, uma secretária competente que torna-se redatora da agência de publicidade graças unicamente à suas qualidades, e Peter Campbell, um inseguro executivo em início de carreira, casado por uma herdeira rica.


Campbell sofre com as expectativas financeiras da esposa e a falta de oportunidades de crescimento na agência. Um encontro entre ele e Peggy resulta numa gravidez para a redatora, que não é percebida (ela tomava anticoncepcionais e não teve enjôo).

Durante o feriado de Ação de Graças a secretária é surpreendida por um trabalho de parto e a criança é criada por sua mãe e irmã na segunda temporada. Campbell e todos desconhecem a gravidez e a existência do bebê.

[Crítica]
Com treze episódios e exibida nos EUA pela AMC (mesma emissora de Breaking Bad e The Walking Dead), Mad Men – cujo título é uma referência aos publicitários loucos (mad) da Madisson Avenue a primeira temporada foi ao ar em 2.007 e serve como introdução aos personagens e suas motivações.

Com excelente recriação de época e contextualização adequada da condição das mulheres e dos negros naquele momento da história americana, Mad Men impressiona não somente por mostrar o processo canalha de criação da publicidade, mas por apresentar personagens críveis que estão no jogo para ganhar.

Criada por Matthew Weiner, um dos roteiristas de The Sopranos, Mad Men retornou ao Brasil na segunda última (23/04/12) para a quinta temporada no canal por assinatura HBO, agora com um plano para produção de um total de sete temporadas, após uma difícil negociação entre Weiner e o canal AMC.

Amorais, auto-destrutivos, ambiciosos e a um passo do limite a série mostra um aglomerado de pessoas buscando o sucesso profissional e financeiro deixando para trás suas vidas pessoais, em um momento de transformação da sociedade americana. De narrativa lenta, adequada ao tom do show, Mad Men é um espetáculo de deterioração do ser humano que delicia o espectador. Há um certo sadismo deste último, o mesmo que se evidencia quando do acompanhar das séries Breaking Bad, The Sopranos ou nos quadrinhos Scalped (Escalpo, publicado em Vertigo da Panini Comics): sabemos que os personagens invariavelmente irão sofrer – ou fazer sofrer – muito, mas queremos ver o processo de “cozimento”.

Não percam.